<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403</id><updated>2012-01-28T21:14:14.188-04:00</updated><title type='text'>Sanatório Geral</title><subtitle type='html'>http://sanatoriogeral2.blogspot.com</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>126</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-6984546872093003020</id><published>2009-04-18T16:21:00.003-04:00</published><updated>2009-04-18T16:33:20.769-04:00</updated><title type='text'>A galeria, muito vazia.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A galeria, muito vazia. Um silêncio escuro, e tantas telas para nada. Dois guardas desconfiados percebendo (ou tentando) cada movimento dado. Às vezes, seguiam, se ouvissem algum barulho. Era sol lá fora e, dentro, um breu com as tábuas corridas escuras em brilho, paredes verde-musgo, lâmpadas impotentes. Um catálogo com preços para obras. Um caderno, na sala seguinte, para assinaturas dos visitantes em outra exposição. No caderno, um poema em prosa, uma declaração de amor de um senhor que ia saindo indefinível de perto das linhas que acabava de deixar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aquela escuridão era um frio, muito mais que o silêncio. Um ambiente tão grande mas que não deixava ecoar nenhum barulho, nem dos pés. Como seria a vida ali dentro, por turnos? As horas ali dentro? Só os guardam sabiam. - Mas eles riam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos poucos minutos despendidos ali, no isolamento do universo, na supressão do mundo, eu senti um verdadeiro desolamento imposto, um caminho único, sem saída, para estar consigo e pegar em sua própria mão para descer pelo elevador e procurar um bar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Descemos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, ainda assim, nenhum gole foi tão amargo que salvasse a consciência de algum desastre; e nenhum gole foi tão perverso a ponto de causar enjôo, tonteiras e risadarias sem propósito. Tudo virou um impacto desolado e sem sentido - era aquela galeria por dentro, cheia de seus quadros e escuridão e frio silencioso, aquele ambiente inalterável e triste, sem som, sem eco, verde-musgo - com seus vários guardas que riam, riam sem parar, riam e continuam rindo na minha cara.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-6984546872093003020?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/6984546872093003020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=6984546872093003020' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/6984546872093003020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/6984546872093003020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2009/04/galeria-muito-vazia.html' title='A galeria, muito vazia.'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-2201792019080739657</id><published>2009-04-16T09:24:00.002-04:00</published><updated>2009-04-16T09:29:20.972-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;Tudo, enfim, é despedida.&lt;br /&gt;Estou ouvindo o silêncio, muito mais. Uma resposta do corpo. Uma prece - porque de ruídos, basta.&lt;br /&gt;Tudo é adeus, tudo chega em um estágio para começar a retornar à origem, ou ainda, para começar a avançar para o final. E nada resta. Só o esforço, a ingenuidade em ter acreditado que era diferente - quando, na verdade, tudo é despedida e nada muda isto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-2201792019080739657?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/2201792019080739657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=2201792019080739657' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/2201792019080739657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/2201792019080739657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2009/04/tudo-enfim-e-despedida.html' title=''/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-4297952472694731657</id><published>2009-04-14T22:30:00.003-04:00</published><updated>2009-04-16T09:36:06.180-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há salvação na dor . Restuir-se pede um sofrimento de lágrima quente piegamente a correr pelo lado esquerdo da face, às escondidas para não mostrar fraqueza. A dor dá a mão e levanta. A felicidade é enganação por um tempo irrestrito. Ninguém quer ilusão. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-4297952472694731657?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/4297952472694731657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=4297952472694731657' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/4297952472694731657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/4297952472694731657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2009/04/ha-dor-na-salvacao.html' title=''/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-3942016490390394431</id><published>2009-04-11T19:06:00.002-04:00</published><updated>2009-04-11T19:20:44.507-04:00</updated><title type='text'>Da procura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É provável que a mulher que você procura esteja ela toda em você; que a libertina com a qual você sonha, e perde as noites entre os cigarros incessantes que acende, esteja ela completa em você. Com a diferença de que você não consegue perceber que o Inferno está &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;rubramente&lt;/span&gt; por dentro, por dentro da sua boca, no calor da língua do beijo da falta de ar e da pressa. Acontece uma busca vã, assim; e você acredita que vai encontrá-la em qualquer esquina, noite, bar - encontrar a outra mulher que não a que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;reflete&lt;/span&gt; no outro lado do espelho quando você entra no banheiro da boate para retocar o seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;batom&lt;/span&gt;. A mulher que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;aperece&lt;/span&gt; no espelho, com o lápis borrado e com um borrão míope de bebida e cansaço da noite, é a mulher que você - sem notar -  ambiciona e lança entre os cabelos das outras, lança nos finos pulsos que segura entre um raio de luz &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;estroboscópica &lt;/span&gt; e outro, lança entre um toque irregular na cintura de alguém que passa ao lado no embalo de uma música. Mas você não percebe que nenhuma delas guarda o que você deseja; que nenhuma delas vai pagar a entrada e a carta de bebidas, pegar a chave do carro na bolsa, te mandar sentar no banco da frente e te levar para passar as quatro horas mais interessantes da madrugada, privativamente. Nenhuma delas, por mais que se tente ou se procure - ou melhor, por mais que você tente, ou que você procure - nenhuma delas vai se desprender do fato da pluralidade de sensações, e de parceiros, e de parceiras, e de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;atividades&lt;/span&gt;, e de conversas, e de bebidas, e de emoções, e de todo o resto de uma vida que vinga sob muitas lágrimas escondidas mas sob uma vantagem perfeita de se estar viva. Não; nenhuma delas é resposta. A libertina por você procurada é você própria. Mas você não aceita, porque não aceitamos sombra ou noite.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-3942016490390394431?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/3942016490390394431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=3942016490390394431' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/3942016490390394431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/3942016490390394431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2009/04/da-procura.html' title='Da procura'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-2806204119636441081</id><published>2009-04-04T21:24:00.002-04:00</published><updated>2009-04-04T21:45:59.897-04:00</updated><title type='text'>Sem limites</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não existe &lt;em&gt;meu&lt;/em&gt; e nem &lt;em&gt;minha&lt;/em&gt;, porque &lt;em&gt;meu&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;minha&lt;/em&gt; são limite, e nenhuma relação pode ousar marcar limite, mas um infinito que esteja sempre disposto a qualquer surpresa. Curiosamente, existe &lt;em&gt;seu&lt;/em&gt;, existe &lt;em&gt;teu&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;sua&lt;/em&gt; &lt;em&gt;tua&lt;/em&gt; completamente &lt;em&gt;tua&lt;/em&gt;. Ainda que haja a impossibilidade de, tomando alguém como &lt;em&gt;teu&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;tua&lt;/em&gt;, empregue-se o &lt;em&gt;meu&lt;/em&gt;, ou &lt;em&gt;minha&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A subversão de sentidos acontece na Arte, às vezes na vida. Há impacto quando submetemos o que chamamos vida a uma intensidade de Arte. É aí, então, que são as grandes descobertas, os grandes encontros e os grandes sabores. Dificilmente acontece - ou porque é mais prático levar a vida dentro de limites; ou porque falte proximidade com a Arte na rotina das pessoas. De qualquer forma, cabe a cada um a escolha por se fazer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-2806204119636441081?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/2806204119636441081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=2806204119636441081' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/2806204119636441081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/2806204119636441081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2009/04/sem-limites.html' title='Sem limites'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-6193060167878386169</id><published>2009-03-13T23:52:00.003-04:00</published><updated>2009-03-13T23:59:21.933-04:00</updated><title type='text'>Da rede de sentido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não desapega porque se firmou em uma rede. Nela eu o procuro, sem descanso. Uma vez foi uma palavra sua que o despertou em mim. Por devoção a quem me trouxe o sabor, é dela também a paixão. Está tão envolvida quanto ele nos sonhos absurdos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele, por seu turno ambíguo e aflito (em mim), ressurge e se fortalece em todos os outros sabores que me desperta. Por devoção a ele, é também sua paixão a minha, a dela, e a dos demais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, por devoção a mim, são dois que eu sequer me deixo estar por perto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-6193060167878386169?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/6193060167878386169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=6193060167878386169' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/6193060167878386169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/6193060167878386169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2009/03/da-rede-de-sentido.html' title='Da rede de sentido'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-4317061788756522211</id><published>2009-03-13T23:38:00.002-04:00</published><updated>2009-03-13T23:51:37.570-04:00</updated><title type='text'>Espera</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;a vontade de fumar o cigarro. está sentada no meio fio de uma rua sem asfalto - paralelepípedo. a cerveja é para já. aquele quando suspenso de aflição e do nunca. uma vez quando era mais jovem e saudável sonhou. um dia, se a chamasse Clarice teria delirado de emoção. depois passou, tanto faz. chamasse ninguém não. só pensava no cigarro. não tinha fumado antes. até. depois esperando e parecia que torridamente cairia chuva. o final do verão. águas de março. os pés meio sujos, meio podre. a roupa do dia inteiro de calor, e o cabelo. uma certa bagunça desgrenhada até dentro da bolsa. buscava a porra da carteira. que tinha sumido. uma mão ocupada com o cigarro. a outra com a unha carcomida e curta. catava catava catava. nada nada nada da carteira aparecer. o celular no bolso da calça tocou. pegou logo, três toques, sorte. alô quem é. toda cuidadosamente boa. um atraso. era perdoável. mais um pouco ela esperava. antes da chuva. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;aquela rotina nova de ler os poemas e caía cinza dentro da bolsa. foi limpar, tinha Florbela. que um dia podia ter gostado de uma analogia. mas a sofridinha fumava sem sofrimento. passou, tanto faz. queria qualquer coisa de cortante, mas ler não queria. caindo cinza ainda. um nervoso começava. nunca fumara. putaqueopariu. o atraso exigia pegar a carteira. catava. achou! achou e pegou uma nota de cinco reais. passou um ambulante, pediu uma cerveja. o cigarro acabou e pegou no outro bolso da calça mais um. um sujeito lhe ofereceu o isqueiro. aceitou. na sombra que dobrava a esquiva tinha um cabelo esvoaçante. reconheceu, era familiar. mas não era a espera. voltou pro meio fio, sentou. uma trovoada. olhou pro alto, lançou fumaça. foda-se. duas trovoadas. alguns goles e mais uns minutos. três trovoadas, mas antes um relâmpago visivelmente rasgando a cidade em cima. e começou a pingar água do céu. alguém de dentro de um carro buzinou. (ele).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-4317061788756522211?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/4317061788756522211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=4317061788756522211' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/4317061788756522211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/4317061788756522211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2009/03/espera.html' title='Espera'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-7748220245270996189</id><published>2008-12-29T21:09:00.000-04:00</published><updated>2008-12-29T21:10:15.848-04:00</updated><title type='text'>Da surpresa</title><content type='html'>Todas as estórias reacendem, e inflamam. Ele foi um passado fechado, filho frutífero do esquecimento que, desde aquela longínqua cena em ano já perdido, em frente ao Theatro Municipal, ambos se despediam com vistas ao próximo encontro - próximo encontro que, passados anos, nunca foi sequer recogitado.&lt;br /&gt;Depois do aceno final, flavam-se sem freqüência. O tempo foi cobrindo com poeira, e as lembranças pareciam mais ficção de alguém fissurado por letras do que, propriamente, aquele quadro de impulso inebriado, contendo a indizível beleza evidente que ele despertava nela.&lt;br /&gt;Houve um dia em que ela - também por impulso - postulou uma raíz profunda de esquecimento. Os contatos que iam diminuindo, reduzindo, escasseando cada vez mais - tanto na quantidade, quanto na qualidade do interesse - traziam uma impressão penosa. Aquela nova posição estabelecida pela decisão silenciosa e não declarada do não-encontro futuro, a tornava apenas uma mulher que ouvia os relatos que ele ia lhe narrando, sobre as mulheres por quem ia se apaixonando, as noites bêbadas, as poesias novas, as estórias de felicidade e descomprimisso. Assim, ela decidiu que não queria mais; assim, ela decidiu que o que era para ser esquecimento devia habitar uma idéia de passado, e, finalmente, ficar preso a uma escala de tempo, uma cronologia sustentada pelas suas emoções que, sinceramente, não estavam tão interessadas assim a dedicaram-se àquele homem. Não mais.&lt;br /&gt;Meses somaram anos. Esquecimento, esquecimento e contato esporádico, na freqüência, talvez, de uma vez ao ano. Até que ela sumiu. Até que ela apagou os contatos que tinha dele: a agenda do celular já não tem mais o seu nome. E, por mais que houvesse, ao acaso, ouvido saber dele em uma mesa de simpósio, nem sequer fez questão de ir assisti-lo, mesmo estando no mesmo local, disposta a ouvir as idéias de quem quer que fosse.&lt;br /&gt;Uma estória finda; esteve sempre evidente que não teria sido mais que aquilo. Mas, apesar de às vezes lembrar dele, sempre que vê alguém vestindo uma camisa social de cor branca, ela atravessou a finitude portanto obstinação e tranqüilidade. Não seria nada além, nunca. Não poderia ter sido, porque ninguém nem esteve pensando em alguma transgressão naqueles contatos furtivos. Talvez tenha sido exatamente o que tinha que ser - aquele grau morno, escala pressupondo finitude evidente e compreensível.&lt;br /&gt;Um dia, porém, o passado requisitou-se. Era descompromisso de fim de noite, quando ela descobriu um diálogo - ele estava fora do país, mandava notícias, mesmo ela tendo se desfeito dos seus contatos. Algo de distinto - nela, não nele - transformou de maneira decisiva o clima da ligeira reaproximação, abrindo uma sinceridade de alguém que renascera, que havia recolhido todos os cacos mais perigosos e elevado uma figura mais estável.&lt;br /&gt;Ele estranhou - era mesmo ela, com aquelas considerações? Ela riu-se, descontraidamente dizendo que sim. Era ela, porém o tempo. Logicamente, ela não citou - porque há elementos que não são da natureza do citar - o que houvera operado aquela sua espontaneidade, e aquela falta de vergonha em insinuar querer retomá-lo, ele e sua beleza, quem sabe para uma conversa sem compromissos, uma tarde dessas, no Centro do Rio.&lt;br /&gt;Surpreendeu-se. Ambos. Na pior das hipóteses, ele lamentaria tamanha falta de inibição, e a morte da antiga timidez. Mas, ela nada tinha a perder. Então o fato ocorreu ao revés; ele tomou-se de animação, e estabeleceram uma sintonia para futuras aproximações.&lt;br /&gt;Jogo de dados da divindade, ou acasos costurados do Destino. Não havia uma semana desde que ela comentara de si para si que desejaria enviar a ele uma mensagem de fim de ano, mesmo com tamanha distância, mesmo sem cogitar que ele não estava no país. Atropelada pelo suposto passado fechado - quando, já lera, tudo coexiste, nada está magnetizado em cronologia humana.&lt;br /&gt;Ao final, ele confessou em uma frase ter acreditado no esgotamento de ambos, juntos. Ela nada disse. Fingiu não ter percebido. Porque ela sabe como ele se movimenta; o que, ao contrário de tantas outras mulheres, lhe gera extrema atração e curiosidade. Ele voa. Então, ela manteve o fingimento de não ter percebido, e ele, teve de despedir-se.&lt;br /&gt;Desejou, antes de dizer-lhe "boa noite", confessar que nunca pensou sobre aquele esgotamento passional, fadados ambos, ao que parecia, a compartilhar de uma insossa amizade posterior. Na verdade, jamais pensou com relativa preocupação nas partes que o envolvia em sua vida. E, também por isso, ele nunca lhe deixou sensação de peso. Ela apenas o quis esquecer, deletar o número do telefone, para, enfim, sentir-se livre para novas experiências que não envolvessem poesia, filosofia e cenas perdidas de filme pago. Nada além, nenhuma rusga.&lt;br /&gt;Nada além; todas as mudanças. A operação dolorida que não cessa. Ao final de tudo, ele ainda mais longe já tendo se despedido; e ela quis gargalhar, pensando que a vida lhe pregara uma peça fantástica - está admirada, adorando. Que todas as estórias reacendem, e o que ela demorou a compreender na página de um romance de Hermann Hesse, tem sido alardeado diariamente na sua rotina.&lt;br /&gt;Após a gargalhada, veio a confissão velada ao Outro - mas não dita, apenas pensada. Pensou em como o Outro, quase um hipertexto quando veste uma blusa social de cor branca, impulsionou o espanto alheio. O Outro que, não importa como, inunda. Pois é de paz; de sossego e liberdade que hão de ser os dias... E, quem sabe, também de retorno ao país, de uma tarde novamente sensível, em algum Café no Centro do Rio. Um dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-7748220245270996189?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/7748220245270996189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=7748220245270996189' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/7748220245270996189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/7748220245270996189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2008/12/da-surpresa.html' title='Da surpresa'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-389329257428620479</id><published>2008-12-26T20:05:00.003-04:00</published><updated>2008-12-26T20:25:59.610-04:00</updated><title type='text'>Vestindo</title><content type='html'>Colocou um vestido em pleno dia de chuva. Diriam que era chuva de verão - e então estava justificada escolha pelo vestido. Espera pelo sol no fim da tarde, talvez. Prenúncio almejado de sol para o outro dia, cigarra que vai cantando, asfalto esquentando e exalando uma tormenta quente, baratas subindo pelos bueiros, e estrelas despontando no alto céu claro da estação quente. Sim - estava justificado ter saído de vestido em plena chuva. Era chuva de verão. Mãe, é chuva de verão. Pai, é chuva de verão. Amigos, é chuva de verão. Amor, verão. (Pois que é preciso justificar...)&lt;br /&gt;Cada passo contornando uma das gotas debruçadas. Há mais liberdade nas pernas, na diposição. É uma ousadia doutrinar o cinza céu com a roupa que se recolhe no armário. É uma obrigação que a chuva seja passageira, como sempre é, quando vestimos um vestido e há um temporal declarado pelo lado de fora.&lt;br /&gt;É reflexo, daqueles que em dias exatamente assim, chuvosos, quando visitados ligeiramente pelo sol, terminam em arco-íris. Reflexo. Água atravessada por matizes, espectros de luz, possibilidades e apelo firme por coloração, mesmo quando há água gelada correndo pela pele e alardeando rumor de frio.&lt;br /&gt;- Sinto frio, e coloco um vestido. Porque espero o reflexo, os tons coloridos surgindo ao longe, por mais inatingíveis que sejam sempre - alguém já conseguiu tocar um arco-íris?&lt;br /&gt;- Sinto frio, e coloco o vestido. Eu vou dançando como se andasse, ouvindo a música dos meus sonhos, porque eu imagino que você um dia regressa da forma como eu sempre planejei para mim.&lt;br /&gt;- Sinto frio, e coloco vestido.&lt;br /&gt;Está chovendo e eu sinto frio, e eu quero estar exposta à água e à lama também, calcei sandálias rasteiras, saí com os cabelos desgrenhados, eu supus poder encontrar uma sombra naquela esquina, eu queria encontrar a sombra da minha esquina, eu quis.&lt;br /&gt;Sinto muito, mas eu finjo, eu fujo e me arrepio, me arrependo, e coloco um vestido no dia de chuva, esperando que o sabor da nicotina não tenha sido fruto de um espectro de fumaça, aquela lembrança do sabor, aquele estranha presença, eu coloco um vestido fino e está cinza, úmido e ameaçador do lado de fora - mas eu finjo.&lt;br /&gt;Acordei sozinha pela madrugada. Talvez eu sonhasse com o sabor; porque o que faço, senão sonhar?&lt;br /&gt;Virei para o lado, voltei a dormir. Acordei para sair pela chuva. Porque, o que faço, senão sonhar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sinto saudades do que não é eterno, e talvez por isso eu consiga sentir saudades. Debruçou-se em meus braços um e dois e três, e todos não são o meu sonho, porque para o meu sonho eu me visto, coloco um vestido, lembro do sabor, fumo um mesmo cigarro, e para eles, o um, o dois o três, os muitos, eu não me visto, na verdade, eu tiro o vestido, para esquecer o sabor, para desapego completo, para esquecer, esquecer, esquecer...&lt;br /&gt;Era uma noite quando eu estive, em pensamento, ao seu lado.&lt;br /&gt;É todo dia que eu escrevo, em pensamento, a mesma ladainha marcante.&lt;br /&gt;E o sabor nem merece.&lt;br /&gt;Então eu olho toda essa chuva, toda essa água e vejo: é verão! Justifico, para não levantar suspeitas. E minto rigorosamente, para conservar a decepção. Coloco vestido em dia de chuva, falo na terceira pessoa, eu sou outra e procuro toda espécie de sabores, porque eu tenho grudado &lt;em&gt;o sabor&lt;/em&gt;, e eu lembro com pesar que, talvez, tenha sido a última vez.&lt;br /&gt;Coloco o vestido em plena tempestade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-389329257428620479?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/389329257428620479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=389329257428620479' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/389329257428620479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/389329257428620479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2008/12/vestindo.html' title='Vestindo'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-2488175274922440460</id><published>2008-12-21T12:39:00.002-04:00</published><updated>2008-12-21T12:43:12.945-04:00</updated><title type='text'>Sobre o estar</title><content type='html'>&lt;em&gt;Terça – feira, 14:26,  sala, cheiro de almoço fazendo. Uma mulher e seu casulo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A foto estava prestes a falar, e eu que observava estava quase chorando. A foto me surpreendia e me amedrontava aos poucos. Era torturante estar ali de pé fotografando aquela imagem, mas revê-la me fazia um estranho bem. Ela me olhava tão profundamente que quase me subtraia. E eu não queria olhar, mas os olhos de mar me puxavam e me colocavam na tempestade. Tempestade da qual eu fugia tanto. E era tanto medo que eu quase chorava...tão viva! Os olhos lhe saltavam, e saltava mais que o olhar, saltavam sentimentos e passado. Saltava a realidade e aquilo tudo de que eu tinha tanto medo. Mas a imagem também tinha medo. Aquele medo antigo, medo do mundo. Medo que os olhos não escondem. Os olhos tristes me diziam coisas que eu não queria ouvir, por isso esquecia a foto num canto. Mas, contrariando minhas mentiras, naquele canto a foto era verdade. A foto respirava e era frágil. Tão frágil que me dava medo, e eu quase chorava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-2488175274922440460?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/2488175274922440460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=2488175274922440460' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/2488175274922440460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/2488175274922440460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2008/12/sobre-o-estar.html' title='Sobre o estar'/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-3399680685548255428</id><published>2008-12-13T19:42:00.003-04:00</published><updated>2008-12-13T19:49:42.531-04:00</updated><title type='text'>She touched my arm and smiled</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Como é que cede ao ódio? Não a primeira vez que penso nas maneiras várias de acabar com sua vida.&lt;br /&gt;Não me beija, nunca mais.&lt;br /&gt;Volta correndo para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Crise de riso, misto de melancolia e choro.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos diálogos cada vez menos,&lt;br /&gt;menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não respeita.&lt;br /&gt;Me beija, mais.&lt;br /&gt;Vai correndo, não volta para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vem, eu preciso. Volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ziguezague, labirinto, vertigem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O que sinto, explode.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Te odeio, amor.)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-3399680685548255428?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/3399680685548255428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=3399680685548255428' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/3399680685548255428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/3399680685548255428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2008/12/she-touched-my-arm-and-smiled.html' title='She touched my arm and smiled'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-2341719846981613606</id><published>2008-12-06T10:29:00.003-04:00</published><updated>2008-12-06T10:42:43.392-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como um aborto espontâneo. É essa a lamentação. Uma criança mal gerada, sofrida, adoecida, e que teve de escapar; não podia vingar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não acredito em Destino. Eu não acredito em determinações. Eu acredito em encontro, em serenidade mesmo no ímpeto mais forte - e deixar que os frutos amadureçam ao seu tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que fere mais talvez nem seja o fato da morte precoce; o que atinge a dor é a sensação de uma perda sem necessidade, de uma fração de vida que poderia ter brilhado, caso não houvesse tanta especulação, tanto esquema. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-2341719846981613606?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/2341719846981613606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=2341719846981613606' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/2341719846981613606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/2341719846981613606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2008/12/como-um-aborto-espontneo.html' title=''/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-518448370852973876</id><published>2008-11-19T17:35:00.003-04:00</published><updated>2008-11-19T18:11:24.229-04:00</updated><title type='text'>Agora</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A disponibilidade cansa. Às vezes - e também por isso -, eu me visto. A maquiagem não varia, e as mentiras se repetem sem que eu perceba.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A disponibilidade de caminhar e olhar para  dia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A minha disponibilidade também, eu que estou aí alardeando que consegui, agora que assumo, agora que estou - talvez pela primeira vez - cuidando de uma das verdades dos meus sentidos. Mas é tão cansativo; é tão expositivo. Dizer que quer; esperar, sonhar, desejar e, por fim, encostar. Mastiga energia. É uma revolução tamanha abrir os braços e abraçar a própria sorte. Eu quase sofro de medo. Mas como medo é covardia, reavalio as minhas estórias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Porque antes era uma palavra talhada à moda de medo o que prendia as ações, encurtava a juventude e perturbava a respiração. Depois, chegou algo como que uma inconseqüência na vontade e nas declarações - um desejo de cansaço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt; ***&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu tenho pressa. Eu ultrapasso qualquer um, até você, quando assumo o medo e procuro transgredi-lo. Eu tenho pressa de vida, porque me afogo constantemente duarnte meses, e a minha rotina é toda tentar renascer - dia sim, dia não -, voltar, colocar a cabeça para fora da água e respirar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt; ***&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu tenho pressa e ultimamente estou correndo. De braço em braço, em segredo, com a ligeireza de quem não está em busca de algo final; mas em busca da busca de estar gerúndio, sentindo e percebendo o que é tocar a vida, estar entre pessoas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt; ***&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu tenho a pressa de misturar, embaralhar, provar simultaneamente e diferentemente as pessoas. A pressa que me põe a correr, sem fôlego, experimentando, porque a vida tem que ser sentida, e eu não posso mais me prender no medo - só nos fios do cabelo. A minha pressa hoje não tropeça, ela segue, esbarra, culmina às vezes no meu passado; mas tudo é reformulado, a minha sensação vira outra jamais imaginada, e eu rio como uma criança de fronte de um palhaço - a agonia transfigurada. Eu tenho pressa e não vou esperar, &lt;strong&gt;eu quero agora&lt;/strong&gt;, eu preciso que seja presente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt; ***&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A minha paralisia é um prelúdio cínico dos meus anseios internos. Dê a mim um tempo que eu possa manipular, e eu acelero e tomo parte do mundo. A minha paralisia é falsidade; porque eu tenho pressa constante interna eterna (e escondo), estou indo ao encontro e doida para bater, para me chocar, para estraçalhar no encontro, sentir todos os prazeres, todas as dores, todas as doçuras e todas as torturas. E ter, por fim, a satisfação de sentir meu corpo quebrado em milhares de fragmentos, a ponto de poder reconstituir tudo novamente, uma vez mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt; ***&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu quero agora, a espera dói. E a minha condição é &lt;em&gt;violência&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-518448370852973876?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/518448370852973876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=518448370852973876' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/518448370852973876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/518448370852973876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2008/11/agora.html' title='Agora'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-4721714066600457987</id><published>2008-11-15T19:11:00.002-04:00</published><updated>2008-11-15T19:17:11.018-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;(...) Com o corpo, porém, hoje espero tudo. Mas com o corpo eu sempre esperei; portanto, a exclusividade não é sua. Apesar disso, o fragmento de afeto reacende uma vez e outra, e canta vagarosamente além do corpo. Diz que há mais, e este é o perigo. Muito do sofrimento de não reter reside exatamente aí. Porque, quando tratamos só do corpo, há facilidades do desapego que justificam descuidar, procurar só quando sentir desejo e, ao contrário, não envolver com veludo de dedos as horas do seu dia. Contudo, agora começo a guardar os fragmentos de carinho. Às vezes, o rebuliço da maré os trazem à tona, mostrando o quanto eles existem, o quanto são possíveis apesar de toda a mentira dos meus disfarces. Em outras ocasiões, com o esforço de fingir, os fragmentos de carinho afundam - perco de vista a ameaça. Então, sobra apenas corpo e a sua linguagem. Há uma potência de assombro que me cala diante dessa constatação de haver afeto e haver mentira. Chego a não esperar nada racionalmente. Porém o corpo. Este espera um impacto, ainda remoto na idéia, mas dolorido a cada aproximação e fuga das minhas palavras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Um dia, será pela voz a queda do vestido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-4721714066600457987?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/4721714066600457987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=4721714066600457987' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/4721714066600457987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/4721714066600457987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2008/11/blog-post.html' title=''/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-7220070210246092311</id><published>2008-07-26T23:25:00.004-04:00</published><updated>2008-07-26T23:46:28.457-04:00</updated><title type='text'>Neblina.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como lhe dizer - senão no meu silêncio -, que foi o quadro mais delicado que já vi de perto, e que de tão interessante que é, causou-me enjôo, náusea e um desânimo desatrado? É a pergunta que sorgue-se sobre o vazio da linguagem. Eu não lhe disse, porque não posso. Respeito. Há uma via conjugada em par, diria Guimarães: &lt;em&gt;parmente&lt;/em&gt;; ao passo que há o impar - eu - que colhe os desastres e o brilho dos olhos alheio, a sutileza daquele sorriso que fazia revolucionar todo o corpo e lhe conferia uma dimensão tão maior. Poderia fazê-la para sempre dimensão, e viver disso, viver para isso - esperar eternamente que eu seja coberta pela sombra, pela estranha submissão que aquela presença me confere, submissão na qual me sinto confortável: ser escrava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Medir sua presença pelo espaço que vai ocupando em cada frase, na forma como desdobra os assuntos que poderiam ser os mais tediosos - esta seria uma boa lembrança de guardar. Eu teria para sempre o seu tamanho. Tamanho. Mas há quem reprove guardar de maneira tão distorcida uma imagem e uma vida, e eu concordo. Porque não é dimensão, mas o corpo a alma a vida. É toda aquela pessoa à minha frente, e eu ainda estando lá. Cada mínimo detalhe que disfarço; estar observando e registrando em retina, em memória, em pele. Estamos. E os verbos nunca foram tão solitários. Quero conjugar perfeitamente. Imparmente. Estou realmente sozinha, e isso também me traz náusea. Eu estou. Só eu. Apenas eu. Só. O maior silêncio, porque nascido no encontro por-mim. Na busca que faço, no quase encontrar: a dimensão - mas não pode ser assim. Há você. Segunda pessoa, tu. Abandona da distância. Falarei diretamente o que a minha vida cala diariamente. A minha grande sorte ainda era ter onde, e como, dissumular tudo o que fazia, secretamente, para você. As manifestações que me causava, e cada freqüência disparada por ti ao passar ao meu lado, tudo isso eu subverti em algumas linhas, e novas personagens, incorências, loucuras e devaneios, péssima literatura e muito sentimentalismo. Porque é isso. É se perder, está aí para quem quiser ler. E ver. Está aqui, em cada linha que segue se perdendo, bifurcada em labirinto, na construção equivocada, porque assim é também na vida e na forma como você vai aparecendo, esboroada e firme, tristemente essencial. Também sem saber o que se passa, releitura torta que a minha rotina imprime nos fatos. Eu te tomo para mim. Meu silêncio e solidão te tomam e te fazem minha, o que é a mais curiosa de todas as experiências. Perco subjetividade e sexo, perco tudo, porque estou no emaranhado, no nó, na confusão de já ter representado todas as possibilidades e sempre ter terminado no ímpar. Imparmente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas isso é devaneio e silêncio. Isso não existe..., porque não pode.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-7220070210246092311?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/7220070210246092311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=7220070210246092311' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/7220070210246092311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/7220070210246092311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2008/07/neblina.html' title='Neblina.'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-4771417501168334378</id><published>2007-06-23T16:04:00.000-04:00</published><updated>2007-06-23T16:06:36.417-04:00</updated><title type='text'>paul banks</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Paul Banks&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img339.imageshack.us/img339/7938/paulbanksoq2.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-4771417501168334378?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/4771417501168334378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=4771417501168334378' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/4771417501168334378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/4771417501168334378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2007/06/paul-banks_23.html' title='paul banks'/><author><name>Bia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-1834779541128037210</id><published>2007-05-27T12:04:00.000-04:00</published><updated>2007-05-27T12:09:27.916-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;E se a gente se acentuasse de ser somente ponto e vírgula?&lt;br /&gt;E se um dia a gente usasse a gramatiquice das falácias para prosear verdades?&lt;br /&gt;E se de repente a gente colocasse mais pontos depois do ponto?&lt;br /&gt;E se por descuido a gente virasse reticências?&lt;br /&gt;E se no ETC víssemos o infinito, e no espaço “a gente” se subtraísse em nós?&lt;br /&gt;. (ponto final)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Autora:&lt;/em&gt; Priscila Coli&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-1834779541128037210?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/1834779541128037210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=1834779541128037210' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/1834779541128037210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/1834779541128037210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2007/05/e-se-gente-se-acentuasse-de-ser-somente.html' title=''/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-8496149611745610104</id><published>2007-04-06T19:15:00.000-04:00</published><updated>2007-04-06T19:19:53.050-04:00</updated><title type='text'>Outono.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;Outono&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cair&lt;br /&gt;com frio&lt;br /&gt;mas sol irradiando;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entre as sombras&lt;br /&gt;das copas&lt;br /&gt;das árvores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;arabescos de luz&lt;br /&gt;dançando suavemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Bruna Maria)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-8496149611745610104?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/8496149611745610104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=8496149611745610104' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/8496149611745610104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/8496149611745610104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2007/04/outono.html' title='Outono.'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-116812490236910591</id><published>2007-01-06T19:06:00.000-04:00</published><updated>2007-01-06T19:10:32.390-04:00</updated><title type='text'>Verão.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Verão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o homem canta, eu acredito; há sim uma bela estória, e há memórias grandiosas. Enquanto o homem canta e soletra as letras, eu creio: existe um grande amor e uma saudade imensa desejando acabar.&lt;br /&gt;Quando o homem encanta sem que haja nada, e canta, sem que em meu coração pulse qualquer vontade, eu me anestesio e crio aquelas belezas e bailes e vestidos lindos para meu moço. Eu danço, enrolo os cabelos com fitas, e vivo história.&lt;br /&gt;Enquanto o homem canta eu me vejo perdidamente, em outro ritmo, só com uma música. E dançamos [eu e o moço] pela cidade, e eu sorrio, e ele me abraça e eu volto àquela pureza singela dos amores primeiros. Vão-se as mágoas adquiridas com os anos, vão-se as lembranças sem brilho. Sobra a noite, a Lapa e um céu estrelado de verão. E meu vestido movendo pelo moço, e uma sandália leve, e uma espera expectante. E o moço pode não ligar, mas ele me beija; e ele pode ser assim do jeito dele, que eu vou continuar ali, assim, do meu jeito.&lt;br /&gt;Enquanto o homem canta nos meus dias de amores vagos, eu vivo romances e festas, poesias e lirismos latentes. Enquanto o homem canta em dias como &lt;strong&gt;hoje&lt;/strong&gt;, flutuantes e cegos, perdidos nos riscos com meu moço, multiplicam-se as magias dos encantos, dos olhares, das palavras, dos abraços e culminâncias sentimentais.&lt;br /&gt;Canta mais um pouco, então homem, pr'eu encantar meu moço um pouco mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Bruna Maria) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-116812490236910591?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/116812490236910591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=116812490236910591' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/116812490236910591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/116812490236910591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2007/01/vero.html' title='Verão.'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-115913715157761795</id><published>2006-09-24T18:30:00.000-04:00</published><updated>2006-09-24T18:32:31.586-04:00</updated><title type='text'>Meow</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;MEOW&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com/" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i18.photobucket.com/albums/b113/bia_flm/meow.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não podemos deixar nosso Sanatório morrer!&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-115913715157761795?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/115913715157761795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=115913715157761795' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/115913715157761795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/115913715157761795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2006/09/meow.html' title='Meow'/><author><name>Bia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-114491008134759667</id><published>2006-04-13T02:23:00.000-04:00</published><updated>2006-04-13T02:34:41.356-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Na madrugada:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda paixão que sinto é segmentada&lt;br /&gt;no instante da poesia nunca plena,&lt;br /&gt;pequena&lt;br /&gt;e serena,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;silenciosa e triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o amor,&lt;br /&gt;calor e ardor que tenho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é o terror que venho determinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o ar que furto&lt;br /&gt;é sinal da força que uso&lt;br /&gt;para te aprisionar entre braços e coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas veias são teias&lt;br /&gt;coaguladas em uma louca canção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;expressão dos delírios&lt;br /&gt;e lírios&lt;br /&gt;que pendem dos meus cabelos inteiros,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fios a fios,&lt;br /&gt;prontos para te laçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Bruna Maria)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-114491008134759667?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/114491008134759667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=114491008134759667' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/114491008134759667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/114491008134759667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2006/04/na-madrugada-toda-paixo-que-sinto.html' title=''/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-113586002481311757</id><published>2005-12-29T08:28:00.000-04:00</published><updated>2005-12-29T08:40:24.826-04:00</updated><title type='text'>Dora-Alice</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Dora-Alice&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Era dor de alma&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Era amor abstrato&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Era de sonho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O lábio de mel da menina de lua&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade Dora,&lt;br /&gt;Eu escrevi sua carta de amor&lt;br /&gt;Na folha da goiabeira&lt;br /&gt;Que você nunca plantou&lt;br /&gt;Com o lápis multicolor sem ponta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, Alice!&lt;br /&gt;Eu temperei a sopa de letras&lt;br /&gt;Com muitas pitadas de desejo e cólera&lt;br /&gt;Mas você era a mentira do meu mistério&lt;br /&gt;Fazendo de mim uma risada boba&lt;br /&gt;Me jogando de boca em boca&lt;br /&gt;E me matando com olhares de rima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade Dora-alice&lt;br /&gt;Eu morri no telhado&lt;br /&gt;Da casa do vizinho&lt;br /&gt;Quando tentei de assalto&lt;br /&gt;Roubar seu coração&lt;br /&gt;Construído a teto e asfalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;(Priscila Coli)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-113586002481311757?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/113586002481311757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=113586002481311757' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/113586002481311757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/113586002481311757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/12/dora-alice.html' title='Dora-Alice'/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-113373490013225231</id><published>2005-12-04T18:16:00.000-04:00</published><updated>2005-12-04T18:21:40.143-04:00</updated><title type='text'>desenho</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#330033;"&gt;~End of the Way~&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i18.photobucket.com/albums/b113/bia_flm/endoftheway.jpg" alt="Image hosted by Photobucket.com" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-113373490013225231?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/113373490013225231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=113373490013225231' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/113373490013225231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/113373490013225231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/12/desenho.html' title='desenho'/><author><name>Bia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-113245197587217058</id><published>2005-11-19T21:55:00.000-04:00</published><updated>2005-11-19T21:59:35.883-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;poucas palavras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tentativa, erro&lt;br /&gt;tentativa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;erro. tentativa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(bruna maria)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-113245197587217058?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/113245197587217058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=113245197587217058' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/113245197587217058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/113245197587217058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/11/poucas-palavras-tentativa-erro.html' title=''/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-113124720854361824</id><published>2005-11-05T23:13:00.000-04:00</published><updated>2005-11-05T23:20:08.553-04:00</updated><title type='text'>desenho</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img alt="Image hosted by Photobucket.com" src="http://i18.photobucket.com/albums/b113/bia_flm/brianandstefan.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Brian e Stefan&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Desenho mais ou menos do vocalista/guitarrista e do baixista da banda Placebo o.o'&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Não ando fazendo muita coisa... é isso! o/&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Bjos pra todos ^^&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-113124720854361824?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/113124720854361824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=113124720854361824' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/113124720854361824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/113124720854361824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/11/desenho.html' title='desenho'/><author><name>Bia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-113027125835463922</id><published>2005-10-25T16:12:00.000-04:00</published><updated>2005-10-25T16:14:18.363-04:00</updated><title type='text'>Colóquio en famille</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Colóquio &lt;em&gt;en famille&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Após o jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-paiê!...me dá dinheiro pra comprar bala?&lt;br /&gt;-Você não pode comer bala.&lt;br /&gt;-por que?&lt;br /&gt;-Menino, já não falei que bala faz mal aos dentes?&lt;br /&gt;-por que?&lt;br /&gt;-Porque dá cáries, oras!&lt;br /&gt;-o que é cárie?&lt;br /&gt;-Hum...É quando um monte de bichinhos começa a roer seus dentes.Isso é uma cárie.&lt;br /&gt;-e de onde os bichinhos vem?&lt;br /&gt;-Bom...eles vem...?&lt;br /&gt;-do ar?&lt;br /&gt;-Sim!Eu já ia falar, se não fosse sua intromissão.Eles vêm do ar.&lt;br /&gt;-e você já teve bichinhos na boca?&lt;br /&gt;-Claro...&lt;br /&gt;-Claro que sim, meu filho.Seu pai já teve cáries.&lt;br /&gt;-Silvia?!&lt;br /&gt;-ah!então você já comeu muita bala, né?!&lt;br /&gt;-Ora!não me conteste pirralho!&lt;br /&gt;-Carlos olha a sua pressão!Junior vai brincar, vai!&lt;br /&gt;-Nem no final de semana eu tenho sossego!Será possível?&lt;br /&gt;-Paulinha, aonde você vai minha filha?&lt;br /&gt;-Silvia, a questão não é “aonde ela vai?”, e sim, onde ela pensa que vai a essa hora?&lt;br /&gt;-Vou encontrar com os amigos.&lt;br /&gt;-“Com os amigos!”Faça-me rir Maria Paula!Você deve estar indo namorar algum fedelho que só porque tem três pelos no rosto acha que já é homem!&lt;br /&gt;-PAI!&lt;br /&gt;-Vai chegar de viés, dizendo deleites, te dando carinho, te dando atenção, até que você dá amor, ele fecha o zíper e vai embora.&lt;br /&gt;-Pai eu já tenho dezesseis!Eu SEI me cuidar!&lt;br /&gt;-Eu tenho cinqüenta e dois e ainda mando em você.Não vai e ponto.&lt;br /&gt;-O que?!&lt;br /&gt;-Paula olha o tom, seu pai não pode se exaltar!&lt;br /&gt;-Volta pro quarto agora e só sai de lá quando eu mandar!&lt;br /&gt;a porta se bate em fúria.&lt;br /&gt;restaurado o macro poder, a paz sem voz volta a reinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“mas as pessoas na sala de jantar&lt;br /&gt;são ocupadas em nascer e morrer”&lt;br /&gt;                                                                                                                 &lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Priscila Coli)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-113027125835463922?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/113027125835463922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=113027125835463922' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/113027125835463922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/113027125835463922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/10/colquio-en-famille.html' title='Colóquio en famille'/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-112926313329299005</id><published>2005-10-14T00:07:00.000-04:00</published><updated>2005-10-14T00:12:13.300-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;3º lugar&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Sanatório Geral ficou em 3º lugar na votação no site do Trama Universitário! Para conferir o ranking, &lt;a href="http://www.tramauniversitario.com.br/tuv2/participe/promocoes/concurso_blogs/ganhadores.jsp"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em nome de todas as integrantes do Sanatório eu gostaria de agradecer a todos que contribuiram com a sua votação ou divulgação! O voto de vocês foi muito importante para nossa medalha de bronze! ;) hehehe&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o que ganhamos com isso?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além de uma maior divulgação (os acessos aumentaram um pouco), ganhamos os prêmio referentes ao terceiro lugar: kits da Vivo, Natura e da Trama.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais uma vez, valeu pela colaboração! E obrigada pela visita de sempre...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Beijos!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-112926313329299005?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/112926313329299005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=112926313329299005' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112926313329299005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112926313329299005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/10/3-lugar-o-sanatrio-geral-ficou-em-3.html' title=''/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-112821598271676977</id><published>2005-10-01T21:12:00.000-04:00</published><updated>2005-10-01T21:23:01.546-04:00</updated><title type='text'>Filho bastardo do Parnasiano.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Filho bastardo do Parnasiano.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dedicado à Priscila Coli &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Alguém, ceda-me uma palavra.&lt;br /&gt;"Bigamia".&lt;br /&gt;Palavra cedida.&lt;br /&gt;Palavra aceita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pedaço ou um gole?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bigamia,&lt;br /&gt;em pedaços&lt;br /&gt;é Gula.&lt;br /&gt;Bigamia,&lt;br /&gt;em goles&lt;br /&gt;é Saliva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ass: Érika Rocco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-112821598271676977?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/112821598271676977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=112821598271676977' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112821598271676977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112821598271676977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/10/filho-bastardo-do-parnasiano.html' title='Filho bastardo do Parnasiano.'/><author><name>Érika Rodrigues Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11826375841156934059</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-112804397561971748</id><published>2005-09-29T21:15:00.000-04:00</published><updated>2005-09-29T21:32:55.626-04:00</updated><title type='text'>Bu!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;img alt="Image hosted by Photobucket.com" src="http://i18.photobucket.com/albums/b113/bia_flm/2b43b192.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Oláaa! o/&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Surpreeesa! XD Gente eu ainda to viva, só sumi por *algum* tempo XD&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Minhas atividades artísticas não tão muito ativas, nunca mais fiz nada &gt;&lt;' Mas eu precisava aparecer por aqui de novo por que eu não abandonei nosso Sanatório! &lt;3&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Ah um pequeno detalhe, foi a Pri q tirou a foto dos meus tênis que eu editei outro dia \o/&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Nha tava com saudades, não posso mais passar tanto tempo sem vir aqui dizer o quanto minhas amigas são talentosas como escritoras *-*~&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Bjos pra todos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;~Bia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-112804397561971748?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/112804397561971748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=112804397561971748' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112804397561971748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112804397561971748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/09/bu.html' title='Bu!'/><author><name>Bia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-112765526908083958</id><published>2005-09-25T09:31:00.000-04:00</published><updated>2005-09-25T09:36:30.070-04:00</updated><title type='text'>re-continuando (apenas um pensamento)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;re-continuando (apenas um pensamento)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o amor um dia me vem aos pés&lt;br /&gt;no outro me bate na cara&lt;br /&gt;e, às vezes, me olha nos olhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Priscila Coli)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-112765526908083958?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/112765526908083958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=112765526908083958' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112765526908083958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112765526908083958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/09/re-continuando-apenas-um-pensamento.html' title='re-continuando (apenas um pensamento)'/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-112727728324500312</id><published>2005-09-21T00:30:00.000-04:00</published><updated>2005-09-21T00:54:16.480-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;as-pirações&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sair Dalí&lt;br /&gt;escapar, fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ser semente ideológica:&lt;br /&gt;fonte,&lt;br /&gt;arte&lt;br /&gt;surreal-neo-mitológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;querer pequenino espaço&lt;br /&gt;nesse novo e congestionado milênio:&lt;br /&gt;- ah, meu deus amado,&lt;br /&gt;antes tivesse eu vindo gênio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-112727728324500312?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/112727728324500312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=112727728324500312' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112727728324500312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112727728324500312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/09/as-piraes-sair-dal-escapar-fugir.html' title=''/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-112671991241007922</id><published>2005-09-14T13:43:00.000-04:00</published><updated>2005-09-14T13:45:12.416-04:00</updated><title type='text'>Sem título, uma versão breve do que ainda está por vir.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sem título, uma versão breve do que ainda está por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;            Vislumbrar o passar de algo é mais contundente, quando o materializamos de alguma forma. Torna-se mais crível e impactante às retinas da memória. Haveria muito a se dizer, mas temo que  o meu falar se perca por essas esquinas de ecos. Insistentemente, concateno um modo de fazer com que as idéias matreiras voem e pairem exatamente aqui. Sim, aqui. Porque foi aqui que tudo começou. Começarei, então...&lt;br /&gt;Tinha-se tudo para que fosse uma tormenta, uma gota que despenca. Talvez, fosse um passo para frente, ou apenas um grito corrente dentro de uma sala vazia. Era impossível saber o que seria dali .Era um tudo e um nada. Era um meio indefinido de definições. Poderia chamá-lo de amistoso, de exótico ou de miscelânico. Sequer forma tinha, poderia ser redondo estampado, quadrado retalhado, ou cúbico de lascas de mesa. E para quê? Sim, cheguemos a parte das finalidades, a qual não tenho respostas. Eram adocicados deletérios de um encontro, que teve como capela uma escola, e como Espírito Santo, as letras. Tomamos goles de poesia e, de todo o mais que encantava. Até mesmo quando o todo era um singelo silêncio compartilhado de seis. Colocamos sob a língua a hóstia do pensamento, e a ela legamos a comemoração que hoje se faz real. Fora de um pensar, que sabe-se lá de que berço saiu, ele apareceu diante de um sexto olhar. E era tão material, era um hipertexto de tudo sentido, calado, falado e omitido.&lt;br /&gt;            Assim, com uma única frase, nasceu o SANATÓRIO GERAL.&lt;br /&gt;            E hoje,é tão claro ver que ele era Fundamental. Pergunta-me,para quê? Era fundamental para que nós víssemos, o quanto o destino não é apenas um amontoado de linhas incompreensíveis. É algo com tamanha esperteza, que guardou um sonho bom para nós. Um sonho que vestiu a roupagem do real palpável e visível, e transformou ideologias e só-risos em algo com comemoração anual. E, qualquer palavra breve, certeira, ou retardatária seria impossível transmitir o que se vislumbra. Seria justificar algo com palavras, que já havíamos justificado muito antes com olhares. Então, lego as minhas últimas linhas o sabor da minha felicidade e as gotas mornas das chuvas.&lt;br /&gt;            Assim, em um ano de existência, abro espaço para que a história se desfie por si mesma. E, deixo que ela se zangue com tal interlocutora impertinente e faladeira. Mas, preciso ainda dizer, ÀQUELAS (bem maiúsculo mesmo) que são irmãs de coração e de ocasião, que nossas vidas são de encontros.E, num desses, o Sanatório surgiu no rebuliço da manhã atônita pela tarde ainda por vir. Dizer, que os nossos carinho, respeito e admiração são grandes, seria trivial demais. Isso é uma ratificação sem fim. Então, prefiro ao falar dessa fraternidade conjugar o verbo amar na primeira pessoa, de um plural de nós mesmas.E deixar assim...Essas letras seguindo, a espera de um outro ano, de um outro encontro, de um outro só-riso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Dedico esse texto ao SANATÓRIO GERAL, por um ANO de muitos. Agradeço a todos, que durante esse ano tem vindo compartilhar desse espaço conosco, deixando aqui algo muito precioso,as suas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Abraços melódicos e beijos cancioneiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Assinado,&lt;br /&gt;                        &lt;em&gt;&lt;strong&gt; Érika Rocco.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-112671991241007922?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/112671991241007922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=112671991241007922' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112671991241007922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112671991241007922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/09/sem-ttulo-uma-verso-breve-do-que-ainda.html' title='Sem título, uma versão breve do que ainda está por vir.'/><author><name>Érika Rodrigues Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11826375841156934059</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-112607299177223621</id><published>2005-09-07T02:02:00.000-04:00</published><updated>2005-09-15T01:37:35.973-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;duas perguntinnhas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;só um telefonema. sou um telefonema. soma tele + fonema. fonema pela tv. tudo o que vem sendo dito na tv. tudo o que vendendo é dito na tv. telefonema. tudo ocre vendo fedido na tv. do verbo ver. vendo comércio qual vendo olhar. vendendo ver e olhar. observando comércio vendo voltar. [obs: erva dando comérico - vendo] voltar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;só uma classe. sou uma classe. humana classe dos que sobem dos que&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;descem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;se dos que sob - em dos que&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;descem -&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;é uma classe só que nos separa. e nós: separa. se para seguir aqui só&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;separando na encolha, fingindo que junta. queijo. beijo. bunda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;só um país. sou um país. brasil. sois um país? só uns brasis. sóis em seus trópicos. lamas de enchentes de outono/inverno [em outras palavras: crise política]. sóis em seus trópicos. lama na memória, tudo se esquece. ama na memória, do que se esquece. mala, ria, tudo se esquece. ["esse" como "sees": inversões - tudo se esquece]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;só um cidadão. sou um cidadão. ou somos?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-112607299177223621?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/112607299177223621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=112607299177223621' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112607299177223621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112607299177223621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/09/duas-perguntinnhas-s-um-telefonema.html' title=''/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-112555167122650537</id><published>2005-09-01T00:56:00.000-04:00</published><updated>2005-09-01T01:14:31.230-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>o perfeccionismo pirou&lt;br /&gt;quando a ponta dos seus dedos&lt;br /&gt;desabotoou a blusa inteira:&lt;br /&gt;ele percebeu que não existia senão impresso em você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-112555167122650537?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/112555167122650537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=112555167122650537' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112555167122650537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112555167122650537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/09/o-perfeccionismo-pirou-quando-ponta.html' title=''/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-112477320527986625</id><published>2005-08-23T00:50:00.000-04:00</published><updated>2005-08-23T01:00:05.286-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Meus textos "&lt;a href="http://www.pessoasdoseculopassado.com.br/interna.asp?tid=1480&amp;sid=3"&gt;Acidente de trabalho&lt;/a&gt;" e "&lt;a href="http://www.pessoasdoseculopassado.com.br/interna.asp?tid=1479&amp;amp;sid=2"&gt;Casar, do verbo ir morar em uma casa construir lar e família&lt;/a&gt;", podem ser lidos no &lt;a href="http://www.pessoasdoseculopassado.com.br"&gt;Pessoas do Século Passado &lt;/a&gt;deste mês. É só clicar no título do texto que já vai cair no site! ;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-112477320527986625?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/112477320527986625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=112477320527986625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112477320527986625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112477320527986625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/08/meus-textos-acidente-de-trabalho-e.html' title=''/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-112464010373228460</id><published>2005-08-21T11:57:00.000-04:00</published><updated>2005-08-21T12:01:43.740-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>é insustentável creditar fracasso ao ofício dos dias.&lt;br /&gt;quando me pego pensando em chamas, evito qualquer lembrança-água&lt;br /&gt;porque pensar deve ser feito até o fim - e bem feito.&lt;br /&gt;lamento triturar redemoinhos, ou mixar violinos com rap&lt;br /&gt;é que me sinto tão abismo, tão vazada&lt;br /&gt;que muita gente chega a me dizer que consegue ver através de mim:&lt;br /&gt;não transparência de personalidade, não algo assim.&lt;br /&gt;é que me torno invisível, petisco que sobra na mesa do bar&lt;br /&gt;(ninguém quer comer).&lt;br /&gt;eu evito relacionamentos luz naqueles dias fotossensíveis ao extremo&lt;br /&gt;porque eventualemnte tenho crises fisiológico-burguesas graves&lt;br /&gt;e, estando com a barriga cheia e com roupas cheirosinhas,&lt;br /&gt;vejo que tremo diante de algumas necessidades salivares - muito fracas.&lt;br /&gt;existe um peso sobre os ombros de quem nasceu em certo ano&lt;br /&gt;e geralmente vejo nos olhares dessas pessoas anais&lt;br /&gt;uma trsiteza de dar dó; um calabouço terrível. e eu acenando tchau,&lt;br /&gt;enquanto masco algum chiclete, bubble gum.&lt;br /&gt;procurei nas prateleiras do supermercado o superlativo "felicíssima"&lt;br /&gt;e me orientaram verificar na parte de frios.&lt;br /&gt;havia alguns corações congelados de outrora, e eu até me lembrei dos donos.&lt;br /&gt;mas o superlativo procurado eu jamais achei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;todo mundo tem acessos bestiais e hipotônicos,&lt;br /&gt;alguns dizem que é bom chorar enquanto outros grelham frangos para o almoço.&lt;br /&gt;fico com a segunda opção. porque há tanto choro cristalizado por aí,&lt;br /&gt;tanta gente já chora por mim todos os dias,&lt;br /&gt;(veja os mendigos do centro. e os desabrigados da última enxurrada?&lt;br /&gt;os pivetes colados na cola e tantas outras coisas...)&lt;br /&gt;tanta gente chora sem escorrer uma gota sequer de lágrima,&lt;br /&gt;chora em forma de pés, mãos, tronco, bunda e estômago vazio,&lt;br /&gt;que eu entendo que há coisa mais grave com que devo me preocupar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ninguém fotografa um paraíso em vida, mas sorri nas fotos que tira;&lt;br /&gt;ninguém precisa dormir em paz só porque há mais tristeza de se chorar,&lt;br /&gt;não.&lt;br /&gt;tolices.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minha maior preocupação é derreter na fila dos outros,&lt;br /&gt;e rastejar por pouca coisa. medo de perder poeira, sabe como é.&lt;br /&gt;sabe...&lt;br /&gt;como é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a gravidade atonita cerra minhas pálpebras enquanto respiro leite&lt;br /&gt;e bebo gás carbônico, só pra nocautear meu coração.&lt;br /&gt;mas passa.&lt;br /&gt;depois que alguém levanta, do fundo do salão, e estende a mão&lt;br /&gt;eu danço quarteirões infinitos sobre os calos da minha cidade querida.&lt;br /&gt;e lembro de abrir as cortinas quando o sol nascer&lt;br /&gt;para ofuscar os olhos&lt;br /&gt;e banhar meu corpo numa cegueira sem fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-112464010373228460?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/112464010373228460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=112464010373228460' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112464010373228460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112464010373228460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/08/insustentvel-creditar-fracasso-ao.html' title=''/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-112382361479391178</id><published>2005-08-12T00:56:00.000-04:00</published><updated>2005-08-12T01:13:34.823-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Notinha fiscal do amor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Decidiu que escreveria uma carta. Coisa de mão, de letra. Seria mais um registro, mais um documento eterno. Notinha fiscal do amor. Seria a garantia. Não teria recusa, muito menos equívocos sobre o produto. E não era de se espantar a forma como tratava o que sentia. Amor feito copo plástico em aniversário cheio de penetras. (Papelão ainda tinha um valor mais simbólico - alguns artistas se utilizam do material como matéria-prima.) Por isso, era plástico mesmo. Mas longe de plasticidade estética. Era só porque era coisa comum. Mais um produto. E para o tal, emitiria o comprovante, a nota. Depois, assinada, entregaria a carta. E duas pessoas passariam a acreditar no amor. Duas pessoas passariam a acreditar nelas como possibilidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comédia em cartinhas de amor. As impressões digitais na cena do crime. O riso contido perante o ridículo. Amor, ora essas. Mas mesmo assim escrevia, e cria, lia suas letras como verdade. Escreveu a carta. Entregou. Selou um sentimento assim. E anda por aí crente que vive um momento delicioso e verdadeiro. Mal sabe que acaba de cair numa teia inexistente. Mas deixa. O sabor do mel é sempre melhor que qualquer alerta banal...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-112382361479391178?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/112382361479391178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=112382361479391178' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112382361479391178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112382361479391178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/08/notinha-fiscal-do-amor-decidiu-que.html' title=''/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-112287428221345077</id><published>2005-08-01T01:09:00.000-04:00</published><updated>2005-08-01T01:34:55.060-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;sendo muito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não sei por que eu sufoco.&lt;br /&gt;às vezes acordo com a sensação de que o mundo está pelo avesso&lt;br /&gt;e chego a quase nadar em queda livre&lt;br /&gt;diante da chaleira que ferve e me bafora mais um cigarro&lt;br /&gt;de ar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[reticente]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;na minha velhice eu quero poder saltar de um trampolim&lt;br /&gt;numa piscina de veneno.&lt;br /&gt;e escaldar sob o sol noturno das persianas fechadas&lt;br /&gt;para achar algum sentido&lt;br /&gt;alguma coisa que perdi muito antes&lt;br /&gt;em baixo de algumas almofadas do sofá da sala.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[volta]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;ai, é que me dói. interjeição de dor é um frenesi hilariante.&lt;br /&gt;eu andei injetando insegurança - doses cavalares -&lt;br /&gt;e caí numa tremedeira pelo chão da manhã,&lt;br /&gt;enquanto as paredes da noite e o teto da tarde desmoronavam&lt;br /&gt;silenciosamente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[indiferente]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;tenho algum medo dentro de mim, falha na alma.&lt;br /&gt;não sei da onde vem tanto vão, buraco, lacuna, espaço&lt;br /&gt;uma montoeira de vazio que empilho na cabeceira da cama&lt;br /&gt;e que, antes de dormir, folheio pra nunca esquecer.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[volta]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;meus cinco dedos contam os despertadores que tenho pela casa;&lt;br /&gt;jamais deixo de acordar, mesmo estando tudo pelo avesso e desconexo&lt;br /&gt;e me visto e desço para o café.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[derramada]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;quanto mais eu corro em minha direção, quanto mais próximo fica o concreto&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;eu&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(idealizando me sentir entre as palmas da mão)&lt;br /&gt;fico cada vez mais distante daquilo que me preenche&lt;br /&gt;dessa substância densa e... volátil.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[volta]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;pra onde mesmo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-112287428221345077?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/112287428221345077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=112287428221345077' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112287428221345077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112287428221345077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/08/sendo-muito-no-sei-por-que-eu-sufoco.html' title=''/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-112234791164283431</id><published>2005-07-25T23:16:00.000-04:00</published><updated>2005-07-25T23:18:31.650-04:00</updated><title type='text'>Ana Flor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ana Flor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Às vezes até esquecia, e era sincero. Não pensava duas vezes e sorria. Desistia de ser bruto, e sonhava. Tratava bem as moças que encontrava, oferecia a vaga do carro nos supermercados. Deixava-se agir com facilidade e fluidez, mas isso era só quando ele esquecia.&lt;br /&gt;Era muito atarefado. Fazia de tudo o tempo todo. O cansaço, então, era a maior das suas reclamações. Mas era também desculpa. Alicerçava grosseria em suposto dia exaustivo. Defendia falta de atenção dizendo que era falta de tempo. Dizia que estava emburrado por causa da vida sem ritmo que levava. Mas nada disso era, na verdade, motivo para que agisse de alguma forma desagradável.&lt;br /&gt;Passou a observar melhor isso depois que conheceu Ana Flor. Quando ela lhe disse não suportar seu jeito irritado e bruto, ele parou para ponderar a situação. Mas só porque ela disse. E ele estava bastante interessado nela. Achava que ela era uma mocinha linda, de olhos enormes e convidativos, e cuja companhia muito lhe agradava. Ana Flor ameaçou ficar distante dele. Disse que não suportava gente fria e grosseira. Quase o mandou passear. Mas ele, antes, pediu um tempo para se recompor. E agir tranqüilamente.&lt;br /&gt;Nos dias que seguiram após a conversa com Ana Flor ele tratou de observar como agia normalmente nas situações diárias. Reparou que não dava bom-dia ao operador do elevador. Viu que não se importava com o senhor que deixava o leite fervido em sua porta (não sabia nem como era a sua fisionomia). Terminava as conversas no telefone sempre com um “até”, nunca mandava beijos ou algo que o aproximasse da pessoa que estivesse do outro lado da linha. E decidiu esquecer do brutamontes que ele estava sendo, para poder se desligar dele e não se envergonhar tanto diante da razão imensa que tinha todo o discurso de Ana Flor.&lt;br /&gt;Esquecendo, ele sorriu. Foi procurar Ana. Chegou com o coração aberto. Sentiu que era bom dizer o que vinha em sua cabeça, sem se importar se seria ridículo ou sem importância. Abraçou Ana. Levou-a para uma caminhada no parque. Queria sentir cheiro de flor e mato, fazer algo diferente.&lt;br /&gt;Passou alguns dias se sentindo muito bem, sem olhar para trás, desmanchando em gentilezas. Até que chegou em um ponto em que não conseguia mais lembrar de como havia sido anteriormente. Esqueceu-se por completo das grosserias, da cara fechada, do andar pesado e da falta de paciência. Os dias, mesmo carregados de afazeres, passaram a ser agradáveis e necessários. Precisava acordar cedo e ir trabalhar, se não perdia o jeito. E assim ele foi mudando, até que se perguntou qual era o tipo de poder que a moça Ana Flor tinha para fazer com que ele mudasse tanto.&lt;br /&gt;A resposta não foi imediata mas teve data marcada. Em um dia do mês de maio Ana Flor e ele se casaram. E aí ele entendeu que poder era aquele. Foi sincero, e sorriu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-112234791164283431?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/112234791164283431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=112234791164283431' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112234791164283431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112234791164283431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/07/ana-flor.html' title='Ana Flor'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-112157547093104592</id><published>2005-07-17T00:39:00.000-04:00</published><updated>2005-07-17T00:44:30.940-04:00</updated><title type='text'>Fomentar</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Fomentar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comer não come: devora.&lt;br /&gt;Qual um animal doente, me lembra Juliana veados bambos de fome.&lt;br /&gt;Agachada no chão, recolhe com as mãos os farelos de um dia&lt;br /&gt;em que alguém foi faminto. E comeu.&lt;br /&gt;Sobre pés imundos e corpo ósseo, uma carcaça triste,&lt;br /&gt;vejo a menina que se precipita em choro seco e em grunhidos e barulhos.&lt;br /&gt;Tudo é agonia, meio-dia, e tudo é a menina pequena e suja&lt;br /&gt;(distante cria imaginativa do que um dia foi o ser humano).&lt;br /&gt;Come, Juliana, um pão duro e velho mas que é pão.&lt;br /&gt;A morte a come aos poucos e não lhe é nada prazerosa:&lt;br /&gt;dói o estômago, dói o corpo, a cabeça nem pensar consegue; e pesa, na falta de sangue&lt;br /&gt;e excessivo osso e carne fina.&lt;br /&gt;As mãos são como garras sujas e penetradas de terra e triste sina:&lt;br /&gt;levanta Juliana, com dificuldade física e moral, olhando para o chão&lt;br /&gt;fugindo do instinto bruto e imperdoável que a faz agir com tamanha fúria.                 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina nunca pensou em sonho. Nunca dormiu a ponto de ter sonho ou deter sonho.&lt;br /&gt;Faltou sono e brio; brilho bravio que a fizesse leve a ponto de levitar.&lt;br /&gt;Ninguém nunca pensou ser impossível sonhar e sucumbir à simples sobrevivência.&lt;br /&gt;Mas não há trilhas optativas para este tipo de vivência e Juliana, adoecida pela vida,&lt;br /&gt;só vivia pensando no seguinte instante em que mendigaria comida.&lt;br /&gt;Violentada. Com a pressa do tempo que corre e escorre: comida.&lt;br /&gt;Abusada, ferrada, (de)caída.&lt;br /&gt;Juliana se arrasta e se perde e se gasta faminta.                      &lt;br /&gt;(Um grito):&lt;br /&gt;Esconde a Juliana cadavérica! Joga Juliana para baixo do tapete.&lt;br /&gt;(Sussurrando):&lt;br /&gt;Toma Juliana, toma um canivete. Pega essa gilete. Consiga sua comida.&lt;br /&gt;Pega essa garrafa minta prende a ser humano. Ou humana. A escolha é sua, Juliana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-112157547093104592?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/112157547093104592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=112157547093104592' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112157547093104592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112157547093104592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/07/fomentar.html' title='Fomentar'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-112094585448464635</id><published>2005-07-09T17:48:00.000-04:00</published><updated>2005-07-09T17:50:54.493-04:00</updated><title type='text'>Pequena estória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Pequena estória sobre uma fatalidade pequena&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ricardo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alessandra, ridícula, destroçou a minha vida. Saiu do apartamento sem nem dizer adeus. Pegou a bolsa sobre o sofá e bateu a porta. Ela nem pensou se eu sentia. Não recordou um minuto do amor que eu tive por ela, por tanto tempo. Foi fria, indiferente. Disse poucas palavras antes de se irritar e sair. Me deixou em choque e bateu a porta sem dizer que ia definitivamente, sem dizer adeus. Como odeio o que ela fez comigo! Nunca vou me esquecer. Alessandra desgraçou meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alessandra&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Segui meu rumo, não queria deixar que ele acreditasse que daríamos certo. Nossa vida era sublinhada por uma eterna condição. Uma irritante idéia de condição. “E se esquecêssemos das brigas, dos erros?” ou “Mas se a gente fosse um pouco mais tolerante um com o outro...”. Não! Chega. Ou as coisas são ou não são. Viver de condição é furada. E o jeito apegado do Ricardo...&lt;br /&gt;Fui mesmo embora, depois da última discussão. Mal revidei as acusações dele: faltava carinho, amor e recíproca. E faltava mesmo. Para que insistir então? Me irritei com as cobranças de sempre, parecia que aquele discurso todo seria eterno. Devia ser etéreo, isso sim.&lt;br /&gt;Resolvi sair da vida e do apartamento dele. Sem explicações. Sem dizer adeus. Sem me importar. Não sei se ele ficou ainda mais magoado. Melhor assim. É bom que me esqueça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alessandra e Ricardo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que foi, por que está me ligando, Ricardo?&lt;br /&gt;- Achei um absurdo a forma como você saiu de casa.&lt;br /&gt;- Quê absurdo, Ricardo? Não podia ser de outra forma, ora.&lt;br /&gt;- Foi grosseiro. Foi ridículo! Nunca pensei que...&lt;br /&gt;- Me poupe dos “pensares” doloridos do fim de uma relação, certo? Acabou, e ponto. Não há nada o que fazer. Você deveria seguir sua vida, Ricardo. Procurar alguém que combine com você e tudo.&lt;br /&gt;- Que conversa fiada, Alessandra! Você quer é se ver livre de mim.&lt;br /&gt;- Que isso...&lt;br /&gt;- Pois saiba que eu tenho raiva de suas atitudes, te acho uma grosseira, uma insensível. Qual é? Pensa que todo mundo vai ser compreensível como eu fui? Não dá, né Ale?&lt;br /&gt;- O que não dá e esse papo aqui prosseguir. Vamos acabar falando coisas que não queremos ouvir. Vamos pôr um ponto final aqui, querido.&lt;br /&gt;- Mas nem conversar...&lt;br /&gt;- Não, nem conversar.&lt;br /&gt;- Ok então. Adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando se deu conta, Ricardo se viu esperando a despedida do outro lado da linha. Nenhum adeus. Alessandra desligou, simplesmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ricardo e Alessandra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não aceitou aquela segunda grosseria. Que estúpida era Alessandra. Não se despediu novamente. Não oficializou a despedida.&lt;br /&gt;Ligou de volta. Quis tirar satisfações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual o problema Alessandra? Por que não se despede devidamente de mim, já que me rejeita tanto? É estratégia ou o quê? Você está achando que vai me ter eternamente? Que hilário, não? É verdade que nunca me esquecerei de você. Lembrarei daquela grossa com quem namorei por um tempo, com quem me envolvi e a quem dediquei algumas juras de amor. Vou lembrar de alguns planos sim, o que tem? E lembrarei dos passeios que costumávamos fazer quando você estava de folga no mesmo dia que eu e quando íamos almoçar fora. É lógico que aquela cena no Jardim Botânico, no dia em que nos conhecemos, vai vir em minha mente de vez em quando, mas eu não vou me importar! Vou lembrar sempre da grossa com quem namorei por um tempo. Que mal sabe se despedir com dignidade de um antigo amor. Que mal sabe o que é amor. E como não sabe sentir, acha que ninguém mais sente. Ah, como lembrarei! E vou espalhar pelo Rio de Janeiro, aliás, pelo mundo, como você é ridícula, sabia? E aí você nunca mais vai namorar ninguém. Ou você pensa que eu sou fragilzinho e vou ficar sofrendo com as lembranças que levarei eternamente de você? Vou ter comigo muita raiva. Vou ter um ódio imenso e, claro, rejeição por sua pessoa. Porque pessoas como você não merecem amor algum. E então eu nunca mais te amarei. Mesmo que eu lembre de você e tudo. Será, Alessandra, que um dia eu te amei mesmo? Ou eu amei o vazio? Vai ver eu amei seu silêncio, já que eu ecoava nele soberano. Você nunca ligou mesmo para mim. Sempre me tratou pelas metades. Nunca foi inteiramente minha. Vai ver foi 100% com algum outro. É, vai ver fui traído. E trocado. E usado. Tolo! Mas não me importa, não. Sempre vai haver uma música melancólica onde eu enfiarei a lembrança de sua pessoa. A lembrança de como eu me sentia inteiro com você e como agora eu já não te suporto. Porque você foi a mulher da minha vida e agora, olha só... agora eu te odeio. É bom que saiba. Alessandra, você está ouvindo?&lt;br /&gt;- Claro, você está falando comigo, ora.&lt;br /&gt;- E você não vai dizer nada?&lt;br /&gt;- O que quer que eu diga? Você quer ouvir as coisas que deseja. E se eu não disser, vai sair por aí dizendo que eu te decepcionei, queimando o meu filme. Mas Ricardo, a gente precisa ouvir de tudo. Ou não ouvir. Acho que agora o melhor é não ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ricardo X Alessandra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo: Alessandra, ridícula, destroçou a minha vida. Alessandra desgraçou meu coração.&lt;br /&gt;Alessandra: Segui meu rumo. Melhor assim. É bom que me esqueça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fim de estória. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-112094585448464635?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/112094585448464635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=112094585448464635' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112094585448464635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112094585448464635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/07/pequena-estria.html' title='Pequena estória'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-112001433331091253</id><published>2005-06-28T23:02:00.000-04:00</published><updated>2005-06-28T23:05:33.316-04:00</updated><title type='text'>Olhar meretriz</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Olhar meretriz.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Vire pelo avesso.&lt;br /&gt;Até lhe desconheço, seu moço!&lt;br /&gt;Ontem, já não atraia meu desgosto,&lt;br /&gt;Mas, agora...&lt;br /&gt;Ah! Agora...&lt;br /&gt;Já me descontento,&lt;br /&gt;Apenas com o intento de lhe ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será a luz?&lt;br /&gt;Serei eu?&lt;br /&gt;Será você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desisti de saber.&lt;br /&gt;Mas, vou viver para pedir:&lt;br /&gt;Vire pelo avesso, seu moço!&lt;br /&gt;O que vejo agora atrai o meu desgosto&lt;br /&gt;Era todo tempo você?&lt;br /&gt;Será que vi?&lt;br /&gt;Ou me perdi&lt;br /&gt;Na inconstância desse olhar meretriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Érika Rocco.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-112001433331091253?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/112001433331091253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=112001433331091253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112001433331091253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/112001433331091253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/06/olhar-meretriz.html' title='Olhar meretriz'/><author><name>Érika Rodrigues Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11826375841156934059</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-111972370617845597</id><published>2005-06-25T14:18:00.000-04:00</published><updated>2005-06-25T14:25:15.493-04:00</updated><title type='text'>Às claras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;_300 toques_&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Às claras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela duvidava dos ponteiros.A mulher que esperava tinha angústia nos movimentos.Pensava baixo para não acordar as lágrimas.Eram noites iluminadas.Eram as luas nas quais ele se perdia.E ela, a meia luz, ruminava as marcas de batom.Até que, o barulho bambo de chave na porta embalasse seu sono perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Priscila Coli)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-111972370617845597?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/111972370617845597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=111972370617845597' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111972370617845597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111972370617845597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/06/s-claras.html' title='Às claras'/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-111959149266219259</id><published>2005-06-24T01:32:00.000-04:00</published><updated>2005-06-24T01:38:12.666-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;dos sons&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as notas que tocavam&lt;br /&gt;pendiam&lt;br /&gt;            como&lt;br /&gt;                        gotas&lt;br /&gt;e então, comovido pela causa&lt;br /&gt;eu chorava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;da voz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;balbuciava seda e rosa&lt;br /&gt;e as cordas&lt;br /&gt;as cordas que emitiam &lt;em&gt;aquela&lt;/em&gt; luz&lt;br /&gt;eram somente dela&lt;br /&gt;só dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;da letra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;versando em verso transparente&lt;br /&gt;deixando          vagos&lt;br /&gt;                                   absurdos&lt;br /&gt;a letra da canção dos olhos dela&lt;br /&gt;eram a explicação para meu mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;da pele&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;não que fosse seda ou rosa&lt;br /&gt;mas a pela se precipitava e escorria...&lt;br /&gt;tipo&lt;br /&gt;            gota&lt;br /&gt;                        da chuva&lt;br /&gt;e ia chovendo em mim.&lt;br /&gt;e eu escorria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;da boca&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;versando em prosa e proseando em verso&lt;br /&gt;tudo o que ela dizia me deixava bastante&lt;br /&gt;desconcertado&lt;br /&gt;um calor me comprimia...&lt;br /&gt;e colei nela um beijo falado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;das cócegas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meus dez dedos riram-se todos.&lt;br /&gt;pela barriga dela caminharam contentes&lt;br /&gt;por&lt;br /&gt;um&lt;br /&gt;momento&lt;br /&gt;pensei que estava sendo conveniente.&lt;br /&gt;- deixa de ser bobo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;do coração I - pré&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;batidas aceleradas num compasso&lt;br /&gt;errado&lt;br /&gt;ela vinha vindo com o vento&lt;br /&gt;vendo todo meu desesperar!&lt;br /&gt;batidas&lt;br /&gt;tum-tum-tum&lt;br /&gt;            e pratos de bateria&lt;br /&gt;mal sabe que me arrebataria e me faria&lt;br /&gt;descarrilar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;do coração II -pós&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;riu de mim&lt;br /&gt;riram meu dedos&lt;br /&gt;doeram os segredos&lt;br /&gt;me pus a chorar&lt;br /&gt;pinguei&lt;br /&gt;feito o som&lt;br /&gt;da nota&lt;br /&gt;da gota&lt;br /&gt;no exato instante de parar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;da conclusão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;virei poça; e evaporei.&lt;br /&gt;                       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(obs.: alguns efeitos de formatação não puderam ser originalmente reproduzidos pelo blogger)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-111959149266219259?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/111959149266219259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=111959149266219259' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111959149266219259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111959149266219259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/06/dos-sons-as-notas-que-tocavam-pendiam.html' title=''/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-111941913872725039</id><published>2005-06-22T01:35:00.000-04:00</published><updated>2005-06-22T01:45:38.750-04:00</updated><title type='text'>nota</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Nota&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha poesia &lt;a href="http://www.pessoasdoseculopassado.com.br/interna.asp?tid=1382&amp;sid=2"&gt;&lt;strong&gt;[todas as palavras do mundo num grito só]&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; pode ser conferida no &lt;a href="http://www.pessoasdoseculopassado.com.br"&gt;Pessoas do Século Passado&lt;/a&gt;, quando ainda estava sem título - ou quase.&lt;br /&gt;Deixem um "oi" pra mim no site, mesmo já tendo lido aqui? :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-111941913872725039?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/111941913872725039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=111941913872725039' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111941913872725039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111941913872725039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/06/nota.html' title='nota'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-111872364273428413</id><published>2005-06-14T00:30:00.000-04:00</published><updated>2005-06-14T00:34:02.743-04:00</updated><title type='text'>mensagem em palavras subliminares</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;mensagem em palavras subliminares&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu quero todo o tempo do mundo. quero embrulhar todo o tempo do mundo. usar uma embalagem linda... endereçar. pôr um cartão junto. escrever com a letra mais bonita do mundo o nome &lt;em&gt;dele&lt;/em&gt;. e mostrar que eu deixei um pouquinho de mim nele quando ele, sem nem saber, deixou um pouquinho dele em mim.&lt;br /&gt;preciso de todo o tempo do mundo, embrulhado pra presente. papel estridente. daqueles de abrir rasgando, cheio de felicidade...&lt;br /&gt;eu sou teimosa e quero-porque-quero preparar o tempo que lhe falta numa caixinha cheia de afeto, cheia de carinho.&lt;br /&gt;e dar pra ele.&lt;br /&gt;segurar o embrulho do tempo, tão bonito, em minhas mãos. e ofertar-lhe. quero oferecer todo o tempo do mundo  pra ele, assim de presente. eu quero que ele tenha todo o tempo do mundo. por isso é meu presente. por isso todo meu empenho nisso.&lt;br /&gt;se ele tiver todo o tempo do mundo... vai poder fazer coisas que me farão feliz. vai me fazer muito feliz. vou poder provar o doce que ele é, e saborear, e saborear... que nem quando ele saboreou a forma como cheguei. ou como disse que saboreou. não importa: foi assim que ele, num instante e em algumas palavras, me fez a mulher mais feliz do mundo.&lt;br /&gt;preciso dar pra ele. dar o tempo que falta, de presente. e dar-lhe um beijo risonho. um sorriso. um abraço. dar um tempo que não existe mas que paradoxalmente deixa que ele ainda seja doce. meu próprio doce.&lt;br /&gt;dando um presente para fazer um presente delicioso. e me dar um presente.&lt;br /&gt;parece que mais uma vez a incansável maestria egocêntrica me bate novamente. um presente pra ele, só pra me presentear.&lt;br /&gt;por isso eu perco o tom, e perco o ritmo. descompasso em agudos, graves, surdos...&lt;br /&gt;é isso que é o gostar. é o gostar próprio. é o se fazer sentir bem, em primeiro lugar.&lt;br /&gt;me importa agora um pouco de racionalidade já que o presente em que costuro essas palavras é a impossibilidade do presente que tanto desejo dar...&lt;br /&gt;um pouco mais de tempo pra que tudo na vida seja fábula. pra que eu possa escrever uma história nossa. pra que eu possa contar delírios como este.&lt;br /&gt;se um dia algum panfleto perdido numa rua movimentada indicar, discreto, que há como eu comprar mais tempo - ou vender a falta dele? - eu sairei correndo&lt;br /&gt;e corroendo de ansiedade.&lt;br /&gt;só pra presentear. eu e ele. com tempo.&lt;br /&gt;só pra eu ser feliz. eu. e ele...&lt;br /&gt;mais tempo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-111872364273428413?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/111872364273428413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=111872364273428413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111872364273428413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111872364273428413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/06/mensagem-em-palavras-subliminares.html' title='mensagem em palavras subliminares'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-111861343942366087</id><published>2005-06-12T17:28:00.000-04:00</published><updated>2005-06-12T17:57:19.450-04:00</updated><title type='text'>sem titulo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;(sem título)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cintura, uma simples gota d’água é lupa&lt;br /&gt;sobre teu corpo convexo.&lt;br /&gt;minha mão tateia em busca do meu elo,&lt;br /&gt;meu ego perdido, distante...&lt;br /&gt;no dissipado momento-instante do abrir dos olhos&lt;br /&gt;eu verei refletir como num quartzo algumas cores;&lt;br /&gt;culpa da incidência da luz&lt;br /&gt;e da indecência de corpos e cosmos nus.&lt;br /&gt;duelo de fatores.&lt;br /&gt;você em corpo - não em alma - sobre lençóis,&lt;br /&gt;sobre amores...&lt;br /&gt;não compreende uma palavra dita, não se interessa.&lt;br /&gt;não quer saber: irrita e se apressa,&lt;br /&gt;graceja e sem que eu peça&lt;br /&gt;pura e simples, me evita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-111861343942366087?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/111861343942366087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=111861343942366087' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111861343942366087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111861343942366087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/06/sem-titulo.html' title='sem titulo'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-111777152579537575</id><published>2005-06-03T00:03:00.000-04:00</published><updated>2005-06-03T00:05:25.800-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;[todas as palavras do mundo num grito só]&lt;br /&gt;[todos os gritos do mundo numa palavra só]&lt;br /&gt;[o mundo todo em gritos e palavras]&lt;br /&gt;[seu nome]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;gostar não foi feito pra se conjugar no silêncio,&lt;br /&gt;por isso gostar é o único verbo que se propaga no vácuo.&lt;br /&gt;todo mundo que gosta de alguém&lt;br /&gt;precisa dizer pro alguém que gosta&lt;br /&gt;e também o quanto gosta.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[quer e precisa dizer]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois não sofre aquele ser que gosta calado?&lt;br /&gt;que conjuga em silêncio?&lt;br /&gt;esta é a maior prova de que gostar&lt;br /&gt;é verbo especial e deve ser ouvido:&lt;br /&gt;deve ser sempre vendido com amplificador embutido&lt;br /&gt;no preço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-111777152579537575?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/111777152579537575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=111777152579537575' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111777152579537575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111777152579537575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/06/todas-as-palavras-do-mundo-num-grito-s.html' title=''/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-111705282669599106</id><published>2005-05-25T16:25:00.000-04:00</published><updated>2005-05-25T16:27:06.703-04:00</updated><title type='text'>O último Romântico.</title><content type='html'>&lt;strong&gt; &lt;em&gt;O último Romântico&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os versos que os olhos dosaram,&lt;br /&gt;Jamais foram os mesmos&lt;br /&gt;Depois de debulhados&lt;br /&gt;Naquilo que insistiam&lt;br /&gt;Nomear de sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clausuras  licorosas,&lt;br /&gt;Penhor de amor&lt;br /&gt;Pelar de posses,&lt;br /&gt;Doce prazer emblemático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ébrio incorrespondente,&lt;br /&gt;Pernoita diante da janela beócia&lt;br /&gt;A dizer o que con-sente.&lt;br /&gt;As chagas firmam-se no epicentro,&lt;br /&gt;Benfeitor coração romântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hão de encontrá-los&lt;br /&gt;Versos pernósticos,&lt;br /&gt;Perfilhados pela peregrinação&lt;br /&gt;Insuflada de eu sem alento&lt;br /&gt;Nas esquinas decadentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai, homem Freire&lt;br /&gt;Fez-me de versos&lt;br /&gt;Sou benjamim,&lt;br /&gt;Predileção que me é de gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas sou verso que marca fim.&lt;br /&gt;Agouro tempestivo&lt;br /&gt;Legado pela abulia,&lt;br /&gt;Que me impede de continuar&lt;br /&gt;Nas malfadadas linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                        &lt;strong&gt;Érika Rocco.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-111705282669599106?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/111705282669599106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=111705282669599106' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111705282669599106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111705282669599106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/05/o-ltimo-romntico.html' title='O último Romântico.'/><author><name>Érika Rodrigues Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11826375841156934059</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-111647309662369178</id><published>2005-05-18T23:23:00.000-04:00</published><updated>2005-05-19T01:36:11.593-04:00</updated><title type='text'>Crônica de um monólogo a dois</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Crônica de um monólogo a dois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;-Alô.&lt;br /&gt;-Alô.&lt;br /&gt;-Poderia falar com a Ana?&lt;br /&gt;-É ela...Quem fala?&lt;br /&gt;-Oi, Ana!É o André, lembra de mim?&lt;br /&gt;-Lem...&lt;br /&gt;-Nós estudamos juntos no segundo grau, quanto tempo?!&lt;br /&gt;-É, nós...&lt;br /&gt;-Achei por um minuto que você não fosse lembrar.Mas, que ótimo que lembrou!Sinto saudades suas, das nossas conversas.Ah, os nossos papos!Bons tempos aqueles.Acho que faz uns três anos que não nos falamos.Como você está?&lt;br /&gt;-Eu estou bem, e v...&lt;br /&gt;-Eu estou muito bem agora.Mas, havia passado por alguns apertos financeiros e psicológicos.Tudo começou quando o marido da minha mãe arrumou outra.Os ânimos estavam calmos até ela descobrir tudo.A velha ficou louca de raiva e resolveu pedir o divorcio.Fomos morar em outro lugar e ela passou a pagar as contas sozinha.Acontece que o dinheiro que ela recebia de salário não era o bastante para suprir as despesas, sobrou para mim, né?!Tive que pegar no pesado.Fui trabalhar com o tio Oscar, aquele da pinta no nariz.Ele me colocou na labuta diária da oficina, lugar onde eu em meio a latarias e graxas ainda tinha que ouvir as reclamações rabugentas do sargentão irmão da minha mãe.&lt;br /&gt;-Hum!&lt;br /&gt;-Ah, sim!Você deve estar se perguntando “e os problemas psicológicos?”.Pois então, como se não me bastasse tudo isso meu pai resolve aparecer vindo do nada depois de dezoito anos.Minha cabeça ferveu como deve estar imaginando.&lt;br /&gt;-I-ma-gi-nan-do?...Claro.&lt;br /&gt;-Foi terrível, mas já passou.Tudo passa, não é?Agora posso respirar aliviado.Mamãe teve o salário aumentado após uma promoção.Sendo assim, larguei aquele emprego fétido.Comecei a estudar seriamente e passei finalmente, depois de dois anos tentando, para Administração.Não é legal?&lt;br /&gt;-S...&lt;br /&gt;-Ainda por cima o papai sumido começou a me pagar uma mesada.Mamãe acha que ele só faz isso para “posar de bom moço”.E quem liga?O importante é que está me fazendo muito bem esse dinheiro.Agora eu acho o mundo muito mais bonito!...E você, como vai a faculdade?&lt;br /&gt;-Eu passei para...&lt;br /&gt;-Sim!Geografia, o Rafa me contou.Não acho que seja a melhor profissão a ser seguida por você.O seu perfil combina muito mais com Informática.Se bem que não era o seu hobbie mexer no computador, era?&lt;br /&gt;-Bom, realmente...&lt;br /&gt;-De qualquer jeito tudo tranqüilo.Um dia você encontra seu caminho como eu encontrei o meu.Sabe às vezes me sinto ímpar em relação aos outros seres humanos...E seu irmão como está?&lt;br /&gt;-O Bruno casou com a....&lt;br /&gt;-Laiz.Eu sei encontrei com eles outro dia.Casal prosaico, não?Tomara que essa união de certo, com tantos desquites onde vamos parar?!...Mas Ana, fala alguma coisa você está tão calada!&lt;br /&gt;-Haha!Claro, calada?!&lt;br /&gt;-Fale-me sobre a vida.&lt;br /&gt;-Eu ando fazendo uns cursos e continuo tentando programar aquela viagem...&lt;br /&gt;-Ana desculpa te interromper querida, é que preciso desligar.Sou um homem atarefado agora.Mas de qualquer forma foi muito bom conversar com você e principalmente ouvir sua voz.Até uma próxima.Beijos.Tchau&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Priscila Coli)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-111647309662369178?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/111647309662369178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=111647309662369178' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111647309662369178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111647309662369178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/05/crnica-de-um-monlogo-dois.html' title='Crônica de um monólogo a dois'/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-111621840260338785</id><published>2005-05-16T00:37:00.000-04:00</published><updated>2005-05-16T00:46:47.036-04:00</updated><title type='text'>onde até o inferno é doce</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Onde até o inferno é doce&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não contava receber diretamente do inferno um telegrama com um acordo pré-nupcial – o assunto vinha escrito na frente do envelope. Estaria ele morto? (Dentro de seu raciocínio somente os mortos tinham acesso credenciado ao inferno, podendo entrar e sair de lá a hora que bem entendessem.) Ou vivo? (&lt;em&gt;Inferno&lt;/em&gt; pode ser modo de dizer. Se alguém, por acaso, esqueceu de empregar o diminutivo nesse substantivo abrasado, certamente este inferno era aquele outro, aquele das putas e das bebidas.) Ou estaria ele – pior! – morto em vida? Vivo em morto? Demasiadas explicações sobre o estado da matéria humana para que aceitasse ser o receptor do telegrama infernal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um telegrama vindo diretamente do inferno, mas que diabos (!) seria aquilo? E que história absurda era aquela de “pré-nupcial”? Quanta bobagem, meu deus – com o perdão do uso. Quanta bobagem!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi que dali, do local onde foi atingido pelo remetente do Cão, resolveu ir sentar os pensamentos na poltrona mais próxima, ainda com as articulações do raciocínio bambas. Se alguém quis mexer com o homem, atiçá-lo de alguma forma, conseguiu com êxito. Com o envelope ainda lacrado, ele lançou no mundo um suspirou um pouco trêmulo. Ele suava a sua curiosidade e engolia, na saliva seca, todo o seu receio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pra quê tanto medo, se era batizado em três religiões e só levantava da cama depois de se benzer três vezes? (Três era número de sorte; tudo o que ele fazia tinha esse ímpar no meio.) Logo respirou fundo, contou até três e deu três estaladas de dedo antes de verificar o conteúdo do telegrama. A coragem do homem o saudou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Telegrama aberto. Pés delicados sobre um salto alto. Tornozelo – ele adorava tornozelos! Pernas bem torneadas. Uma saia... uma pequena saia. Pelos longos e negros cabelos ele logo pôde perceber: era Maria Luiza que atravessava a rua calmamente, sem sequer notar que ele estava no carro esperando o sinal vermelho ficar verde. Era ele, recebendo telegramas daquele sujeitinho que aposta na difundida afirmação de que a carne é fraca.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora veja que astúcia! Enviar um telegrama assim em forma de mulher, em pleno trânsito, e ainda explicitar que o conteúdo era pré-nupcial. Logo ele que não queria núpcias coisa nenhuma. Se bem que Maria Luiza... essa era pra casar e fazer tudo bem direitinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Maria Luiza foi passando devagar em forma de mensagem escrita: ela era as letras do telegrama; era, ao mesmo tempo, o significado da mensagem e a forma como a mesma se manifestava. Ela era tudo. Maria Luiza foi passando devagar... até que passou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Telegrama lido, queimou feito a brasa enviada pelo remetente danado. Ele não estava morto – imagina se um morto ia sentir tudo aquilo que ele sentia ao ver a bela moça desfilar na passarela de asfalto? Também não estava vivo: como dizer-se vivo sem ter nos braços aquela doce amada? (Romantismos também afloram no ápice do amor carnal.) Estava ele morto em vida? Ou vivo em morto? Não, forte demais! Ele estava, apenas, um pouco apaixonando. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-111621840260338785?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/111621840260338785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=111621840260338785' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111621840260338785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111621840260338785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/05/onde-at-o-inferno-doce.html' title='onde até o inferno é doce'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-111540037399993902</id><published>2005-05-06T13:21:00.000-04:00</published><updated>2005-05-06T13:26:14.016-04:00</updated><title type='text'>Transparências e molduras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Transparências e molduras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandei encomendar cortinas novas, meio bordadas e com alguns babados. Alguns diriam que era exagero meu, chamariam minha preocupação de desnecessária. Mas, desde a primeira vez que eu vi aquelas janelas, ouvi seus apelos estéticos pedindo que eu lhes encomendasse cortinas novas e lindas, que esvoaçassem ao entardecer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A minha preocupação em vestir a entrada de luz da sala ocupou alguns dos meus dias. Saí em busca do melhor tecido, a melhor qualidade, a melhor aparência. Não havia preço que desanimasse a minha busca: quanto mais caro, maiores seriam as chances de encontrar o tecido ideal. Pagando um alto preço eu também teria minha preocupação expressa em capital e eu ficaria satisfeita. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de percorrer quase toda a cidade, encontrei um tecido lindo e comprei-o de imediato. A necessidade seguinte era a de achar, então, uma costureira brilhante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Observei anúncios em jornais, placas penduradas em portões das casas simples. Observei o boca-a-boca das vizinhas, as experiências de minha mãe, as indicações de algumas amigas. Analisei cada indicação, me preocupando em encontrar mais que uma ótima costureira: um local agradável onde meu tecido ganharia vida. Os metros de pano não poderiam ser tratados com descaso, muito menos pernoitar em um ambiente pouco aconchegante. A costureira deveria ter um ateliê especial. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Após alguns dias de buscas encontrei enfim Janaína, uma costureira simpática e velha que me foi apresentada por intermédio de toalhas de mesa bordadas com todo o capricho na casa de uma amiga minha. Janaína sorriu espontaneamente nos primeiros cinco minutos de conversa que tivemos. Essa era prova final de que eu tinha encontrado a melhor costureira para fazer as minhas cortinas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tive que esperar alguns dias para que a encomenda ficasse pronta. Eu sempre fazia questão de recordar as instruções que Janaína havia recebido: os bordados, os babados e as sobras de tecido que deveriam ser entregues a mim, afinal de contas, aquilo havia me valido muito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Durante esses dias de espera não pude evitar minha atitude ansiosa de retirar as antigas cortinas, fazendo com que as janelas pressentissem o futuro próximo de suas roupagens.  As cortinas velhas estavam tão desgastadas! A velhice que pendia dos tecidos já finos indicavam de leve o tempo que eu havia ficado privada de olhar pela janela. Os tecidos empoeirados aguçavam minha alergia, que não era física: tinha uma procedência distante, não era palpável. Era um pouco abstrata.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As cortinas velhas nas mãos! Tão velhas pelo uso, desgastadas ao extremo. Não conseguia me lembrar de tê-las removido da frente da janela por completo em algum dia. Dobrei-as com carinho e coloquei-as dentro de um saco. Já não mais me serviam como antes. Era hora de jogá-las fora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Era pitoresca a vista da janela nua numa mescla dos meus anseios em vê-las cobertas. Eu podia ver o caimento do tecido bordado e com alguns babados, pendendo uma beleza elementar desde o teto até quase o chão. E quando o vento da tarde batesse, elas se moveriam como se fossem um vestido de seda leve, me trazendo algum tipo de atmosfera lúdica e inebriante. Em contraposição a essa imagem ansiosa, eu via em minha frente a linearidade do concreto que era a janela desnuda. Tão incômoda! Retangular, seca e parecendo um quadro vivo, uma pintura em movimento sem graça: pessoas apressadas andando na avenida, carros e ar poluído circulando pelo asfalto.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se uns quinze dias de janelas transparentes até que as novas cortinas ficaram prontas. Eu estava ansiosa para ver o resultado. Logo fui buscá-las para  fazer a prova em casa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Janaína me recebeu simpática como da primeira vez. Eu lhe entreguei a remuneração e ela, as cortinas. Disse que se esforçou para fazer o melhor trabalho e eu acreditei. Fui correndo para a casa, subi as escadas do prédio onde morava esbaforida. Adentrei a sala, tirei as cortinas da embalagem que Janaína havia as embrulhado e as estendi no chão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como eram lindas as cortinas! Muito mais belas que na minha imaginação amadora. Perfeitas, delicadas, caprichadas. Eram cheias de detalhes que só uma observação detalhada permitiriam captar toda a graça da costura e do tecido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Elas ficaram algum tempo estendidas pelo chão. Meu pensamento vacilava. Os quinze dias de espera com as janelas nuas me fizeram acostumar com a pintura sem graça dos dias. Cobrir aquele quadro do qual eu também fazia parte soava-me de forma bastante incômoda, porém inexplicável. Inexplicável. Talvez eu não quisesse mais ser uma personagem lúdica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Passadas algumas horas, reconheci que todo o esforço para conseguir as melhores cortinas teria sido em vão caso eu não as usasse. Por isso tratei de as pendurar com toda a dedicação e fiquei encantada com o resultado final. Lindas. A sala parecia um palacete particular. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por fim, para atenuar meu incômodo, não fiz como anteriormente fazia e abri as cortinas ao máximo, deixando que o quadro em movimento ficasse bastante visível. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As cortinas devem ser só um detalhe, pensei. As cortinas devem ser a moldura do quadro em movimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-111540037399993902?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/111540037399993902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=111540037399993902' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111540037399993902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111540037399993902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/05/transparncias-e-molduras.html' title='Transparências e molduras'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-111466188985480030</id><published>2005-04-27T23:48:00.000-04:00</published><updated>2005-04-28T00:18:09.856-04:00</updated><title type='text'>mecanismos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;mecanismos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;chegou discreta:&lt;br /&gt;saudades, assim do nada&lt;br /&gt;sentida sem cheiro&lt;br /&gt;fazendo lembrar o velho tempero.&lt;br /&gt;um movimento de telepatia&lt;br /&gt;degustando certa compaixão:&lt;br /&gt;sentindo o que ela sentia&lt;br /&gt;eu vomitei meu coração.&lt;br /&gt;como pude permitir&lt;br /&gt;que brotasse em sentimento&lt;br /&gt;na saudade angustiande&lt;br /&gt;daquele delicado momento!&lt;br /&gt;como pude admitir&lt;br /&gt;fecundar você: tormento;&lt;br /&gt;não entendo os mecanismos&lt;br /&gt;que vão e vêm no vento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-111466188985480030?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/111466188985480030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=111466188985480030' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111466188985480030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111466188985480030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/04/mecanismos.html' title='mecanismos'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-111284399570481018</id><published>2005-04-06T23:12:00.000-04:00</published><updated>2005-04-06T23:19:55.706-04:00</updated><title type='text'>Narrativa um</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Narrativa um&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um juízo no corpo que jamais permite perda como palavra final. Por menos razão que você tenha, o juízo insiste em articular argumentos que te reservem alguns segundos de embate psicológico com seu até então vencedor oponente. Bobagens da máquina humana. Orgulho cristalizado, pontiagudo, pronto para ferir quando for preciso. E por conta disso, misturado ao suor das minhas mãos, a tremedeira no couro que protegia a pequena faca que eu levava no bolso, sacolejava meu pensamento em uma só direção. Algumas poucas aulas de biologia indicaram-me que o alvo seria na altura do peito, um pouco para a esquerda, mas não totalmente. Eu queria ver o esguicho rubro do sangue, queria ver o líquido ainda vivaz jorrar. Senti-lo quente enquanto o homem que desafiou minhas faculdades fosse esfriando, os olhos virados, os gemidos de dor e morte. Minha mão contraía-se a cada pensamento sanguinário que bombardeava minhas intenções futuras. Minhas células já trabalhavam a mil por hora. Meus nervos estavam notoriamente mais sensíveis. Eu comprimia aquele couro já úmido, protetor da pequena faca afiada. Com os dedos ia retirando lentamente a faca de dentro da sua proteção. Meus olhos eram tão fixos, secavam o sujeito à minha frente que seria muito em breve vítima de si mesmo. Olhávamos um nos olhos do outro. Eu não podia saber o que ele tramava. E nem ele podia imaginar ter de providenciar um funeral. Eu olhava sem quase piscar porque via no rosto do rapaz o passo-a-passo da ação que eu executaria com sucesso.&lt;br /&gt;Sem tirar os olhos de cima dele, caminhei como se me redimisse. Afinal, eu só estava ali por tê-lo desafiado. Querendo provar minha capacidade de lidar com os negócios postos, por ele mesmo, em minhas mãos e em menos de um mês fracassados, resolvi convidá-lo para um duelo. O vencedor, caso fosse eu, teria suas dívidas perdoadas; se fosse ele, teria as dívidas pagas. Atracamo-nos pelo chão e depois de alguns doloridos socos no estômago, eu decidi aceitar a derrota. Mas depois que o sangue esfriou e o valor da dívida monetária e moral me estalaram na cabeça, optei pela solução de exterminar o homem.&lt;br /&gt;Fiquei a dois passos dele. Nos segundos de controlada tremedeira, puxei do bolso a faca já sem a capa de couro e executei-o olhando em seus olhos, a sangue frio, como desejei. A faca ficou imunda. Limpei-a na blusa do falecido. Senti meu corpo latejar, como se meus batimentos cardíacos tivessem acelerado e a pressão sanguínea aumentado. Deixei passar algum tempo até que decidi levantar-me e empurrar o cadáver do sujeito para baixo de uma mesa que havia no local.&lt;br /&gt;Lembro-me de ter pensado que não sabia que sangue podia ser tão denso. E como me faltava um maço de cigarros, pus minha faca em sua devida proteção no bolso e saí em busca de algum. No caminho encontrei a mulher do falecido, já viúva mas ainda inconsciente. Ela me cumprimentou e perguntou pela minha família, em especial pela minha mãe, muito amigas. Eu lhe disse para passar na minha casa para fazer uma visita e ela aceitou prontamente. Ela parecia meio vadia e ali eu já começava a planejar que depois da diversão na cama eu lhe executaria com muito amor, muito afeto. Com o dinheiro economizado no não pagamento da dívida eu até poderia lhe providenciar um enterro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-111284399570481018?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/111284399570481018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=111284399570481018' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111284399570481018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111284399570481018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/04/narrativa-um.html' title='Narrativa um'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-111257679191385716</id><published>2005-04-03T20:59:00.000-04:00</published><updated>2005-04-03T21:11:56.936-04:00</updated><title type='text'>Desenho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#330033;"&gt;OMG!! Eu ainda to viva XD e com saudades de vcs T_____T&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#330033;"&gt;Bom, esse desenho é uma encomenda de uma amiga da faculdade (ela é a da direita). Poxa, to com dois desenhos parados mas a facul não tá me dando muito tempo livre &gt;___&lt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#330033;"&gt;Beijos pra todos ^3^&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img alt="Image hosted by Photobucket.com" src="http://img.photobucket.com/albums/v43/Motoko-chan/carolmenor.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-111257679191385716?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/111257679191385716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=111257679191385716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111257679191385716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111257679191385716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/04/desenho.html' title='Desenho'/><author><name>^Bia^</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12764937289973355346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-111241163234767667</id><published>2005-04-01T23:11:00.000-04:00</published><updated>2005-04-06T23:37:26.496-04:00</updated><title type='text'>Confissão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Confissão &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olhar finito.Mente perdida.As mãos, parte mais verdadeira daquele corpo-objeto, não param o movimento frenético.Arrancam com certa raiva pesarosa o esmalte velho.Dedo a dedo.Espelho de uma alma inquieta.Alma esta, que se esvai a cada batida do coração.Como que despertasse de um sono, avista o relógio.Sem notar a hora marcada pelos ponteiros percebe que para ela já é tarde.Olha então para os lados iguais daquele cômodo procurando encontrar algo que chamasse atenção o bastante para deter seus obscuros pensamentos.As paredes eram de não.Eram brancas pálidas e opacas.Desconheciam vida e data.A transtornavam.Talvez isso lhe trouxesse aproximações obvias, porém indesejadas com o seu estar.Tenta achar em meio ao seu turbilhão de emoções teses filosóficas que pudessem tornar a cena menos subjetiva.Mas, sabe que não existem e nem ao menos adiantaria tecer proposições, pois desconhecia as palavras. Sua sabedoria e seus porquês foram atirados pela janela. Não tinha mais história.Seus sorrisos, tantos sonhos, desperdiçados em noites ébrias.A cabeça latejava.Fazia frio no lugar.Era inverno naquele ser.A mulher que não reconhecia o corpo físico que a abrigava puxa com franqueza descomunal a coberta da cama.E quando levanta o pedaço de pano na altura do rosto sente o que negava agora ter existido.Era o odor do amor que se pôs.Lembrava das noites amantes em que se sentia viva.Do calor do encontro.Lembrava do teto por onde se podiam ver as estrelas hoje pagadas.O brilho dos olhos daquela pessoa também havia nublado.Provou do sabor do nunca.Sentiu o gosto amargo da porta que bate furiosa.Essa recordação e a certeza da dor fez com que uma lágrima teimosa lhe molhasse a face.Essa gota turva gritava.Rasgava o deserto cinza de um olhar morto.Matava a impassibilidade de um ser inerte.Confessava o que o espelho tinha medo de olhar: Fazes-me falta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Priscila Coli)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-111241163234767667?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/111241163234767667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=111241163234767667' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111241163234767667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111241163234767667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/04/confisso.html' title='Confissão'/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-111181147675665769</id><published>2005-03-26T00:25:00.000-04:00</published><updated>2005-03-26T00:31:16.760-04:00</updated><title type='text'>Bastidores</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bastidores&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou em morder a azeitona, cuspir a carne verde e salgada e manter o caroço na boca. Com os dedos manejava o palito que havia conduzido aquele oval e esverdeado petisco à boca, ia fazendo uns desenhos no ar, na mesa, e ficava cada vez mais complicado para os olhos da moça acompanhar aquela seqüência de movimentos.&lt;br /&gt;O jantar havia sido feito em completo silêncio. Não havia intenção de evitar assuntos desagradáveis em uma hora sagrada mas estava na atmosfera do bar os estilhaços de verbos de uma discussão que precedeu a refeição. O ar estava cortante e inspirar era, por vezes, dolorido. Manter o silêncio incomum era como estabilizar o clima. A iminência de um novo e amplo mal estava ali instalada e um soluço de ódio poderia ser fatal.&lt;br /&gt;A moça olhava para suas próprias mãos. Observava as unhas, o esmalte, as frases ditas minutos antes. Ela não suportava nem mais uma garfada de comida, tamanha a indisposição emocional. E ele, como se soubesse que irritava daquela forma, mantinha-se alhures com um caroço imbecil de azeitona na boca.&lt;br /&gt;Como ela não o encarava diretamente (tinha propositalmente apenas uma visão periférica de seus movimentos) não conseguia saber se a conta seria pedida ou não. Ela precisava ir para casa refugiar-se daquele casal que encenava um jantar, com falhas atrozes de atuação. Tudo o que a moça desejava era esconder-se em seu quarto, esconder-se do mundo, já que este tinha olhos similares aos dela e reprovavam aquela situação deplorável de duas pessoas que, nem juntas e nem sozinhas, e a essa altura, eram capazes de ser uma unidade. Fosse lá um par, ou o que quer que seja. Ela sentia vergonha mas ele parecia alheio a todo rubor da moça, ele e o caroço da azeitona.&lt;br /&gt;Mais de uma hora já se havia passado e nenhuma palavra foi trocada. As mãos já não interessavam mais à ela. O incômodo dela era visível. Ele, porém, permanecia com o caroço na boca, manipulando o palito no ar, incessantemente. Ele não olhava para ela, em momento algum. Ele estava preocupado com a uniformidade do manejo do palito naquele que era seu ritual particular de prova para ver até onde o sangue frio da moça ia.&lt;br /&gt;Um garçom, preocupado com a demora do casal sem mais consumações no bar, aproximou-se devagar e perguntou se eles desejavam algo mais.&lt;br /&gt;O silêncio, agora a três, pareceu mais profundo e contorceu o estomago do casal. A atmosfera trincou e, ruidosos, os cacos afiados penderam ali. Penderam mas não caíram de imediato. Qualquer movimento em falso marcaria um corte substancial em alguém;  qualquer palavra mal colocada ecoaria aguda e dolorida por horas nos ouvidos daqueles presentes.&lt;br /&gt;O casal, enfim, se olhou nos olhos. Ele parou de movimentar o palito, repousando-o no prato, e cuspiu o caroço da azeitona. Ela olhou como se buscasse o infinito que certamente não estava ali. O infinito não seria medíocre como aquele par de olhos. Pelo menos ela havia crescido esperando muito mais dessa amorfa concepção de unidade, espaço, tempo. Ele só olhou.&lt;br /&gt;O garçom insistiu na pergunta, agora um pouco mais sem graça que o natural. Desejariam eles algo mais?&lt;br /&gt;- A conta., disse ele.&lt;br /&gt;A moça esboçou um sorriso debochado e doído, levantou-se da cadeira e atirou o guardanapo sobre a mesa. Foi se dirigindo à saída do bar. Ele permaneceu sentado à mesa, agora apoiando o queixo com a mão direita, como se pensasse algo relevante.&lt;br /&gt;A conta veio, ele pagou e deu uma gorjeta para o garçom. Demorou algum tempo para retirar-se por completo do local. Foi caminhando vagarosamente até o estacionamento, onde avistou a moça parada na porta do carro.&lt;br /&gt;Voltariam, agora, para casa. Após um bom banho, dormiriam e nada mais seria lembrado. No dia seguinte estariam prontos e novamente dispostos a seguir seus respectivos roteiros. A continuidade de suas vidas era fundamental.&lt;br /&gt;Apesar de tudo, ambos se cumprimentaram com um tradicional “Boa Noite” e dormiram aparentemente em paz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-111181147675665769?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/111181147675665769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=111181147675665769' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111181147675665769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111181147675665769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/03/bastidores.html' title='Bastidores'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-111025278345661900</id><published>2005-03-07T23:29:00.000-04:00</published><updated>2005-03-07T23:33:03.456-04:00</updated><title type='text'>oito de março</title><content type='html'>&lt;strong&gt;oito de março&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serpente. navalha.&lt;br /&gt;mulher decadente no canto da sala&lt;br /&gt;mulher que desfila sem corpo, sem alma&lt;br /&gt;mulher que é inferno, cadáver na vala.&lt;br /&gt;mulher que é de lama&lt;br /&gt;explana&lt;br /&gt;e falha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-111025278345661900?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/111025278345661900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=111025278345661900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111025278345661900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111025278345661900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/03/oito-de-maro.html' title='oito de março'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-111014456791997836</id><published>2005-03-06T17:23:00.000-04:00</published><updated>2005-03-06T17:29:27.923-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Entrelinhas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“E se acabou no chão feito um pacote bêbado”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;/Caiu sem romantismo.Caiu rápido.Caiu como estrela morrendo.Brilhou depois do fim.Quebrou o asfalto com seu corpo duro.Pos em prática princípios físicos e matemáticos.Morreu com medo.Morreu vazio.Morreu assim.Por milésimos ofuscou o transito caótico.Por milésimos deram-lhe atenção pessoas que seguiam seus caminhos.Pessoas curiosas.Pessoas cujas vidas não se entrelaçam.Não que se importassem.Não que lhes provocasse lágrimas.Mas, era feio.Era em meio.Era estorvo.Assim, acumulava gente.Formava fila.Visão faminta querendo enxergar de perto mais uma tragédia.Cotidiana.Similar.Os mesmos finais combinados com a variação limitada de causas iguais. As mesmas frases de depois.São as almas de sempre vendo a pessoa de nunca.Só o tempo que passa não observa, mas leva o espanto dos olhos adestrados.Pernas caminham novamente.É mais um indigente.É mais um corpo só.Que não virou novela.Não virou reportagem.Virou estatística.Virou música.Virou banal./&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Priscila Coli)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-111014456791997836?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/111014456791997836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=111014456791997836' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111014456791997836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/111014456791997836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/03/entrelinhas-e-se-acabou-no-cho-feito.html' title=''/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110999965293536168</id><published>2005-03-05T01:12:00.000-04:00</published><updated>2005-03-05T01:14:12.940-04:00</updated><title type='text'>A última valsa</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A última valsa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentada e a pensar.Assim, eu estava.E antes que pudesse me erguer para finalmente ir para meu quarto cumprimentar a solidão, e escolher entre os discos daquela velha vitrola o meu choro, a bailarina dançou. A conjuntura do destino, a galáxia tecendo a trama de verdades, verdades límpidas e simples. Ela rodava e da caixinha de música empoeirada igual a  minha alma, ela dançava.O tempo para ela não passara.Ela conservava-se a mesma, porém diferente. Intimamente diferente.Era graciosa, seus cabelos lisos e bem atados formavam um coque .O rosto de boneca com ares de princesa.Sim, uma pequena grande dama.Corpo esbelto,pernas longas, braços aconchegantes.Olhos de vitrais de catedrais, e lábios de seda com gosto de bala de coco. Ela rodopiava, parada no tempo,no qual a vida não continuava.Ela levitava no ar, nas recordações de uma  época formosa na qual seus sonhos puseram-se a suspirar.A bailarina parou. E, eu dei mais uma vez corda.Girei o botão com uma força gigante, a mesma que agarrava as lembranças da minha vida de antes.E ela repetitiva, ordenada e omissa, pôs a dançar para mim.Presa nas suas ações constantes que adentrariam décadas .Eu sentia prazer em comandá-la,a qual deveria satisfazer minha inquietante sede de poder.&lt;br /&gt;E quando ela parou, outra vez cansada e exausta , chorei. Porque só eu sei  aquilo por que passei.Como eu poderia em um momento desproporcional tornar-me aquilo, que mais temia nessa vida mundana.Eu rodopiava alegre, era jovem ,era bela e era esbelta.Até que de boneca de rosto virei boneca de bolo. No meu bolo, entre o glacê e os confeitos, um companheiro encontrei. E na baba de moça dele, uma vida amarguei.E com aquela vivência me acostumei. Fui bailarina de caixinha de  música por tempo demais.Tempo remoto que ainda se faz presente.Conservei-me a mesma , mas agora ao me enxergar, vi que não sou mais aquela de antes.Quando esse maquinista da corda da minha caixinha se foi, enveredando outros trilhos, eu continuei a girar,e a dançar. Daquela caixinha de música espelhada que me refletia e me prendia nesse universo de uma só melodia.&lt;br /&gt;Como a procurar a singeleza de uma última valsa, um disco eu seleciono.E naquelas notas intrigantes, refletoras e detentoras da magistral sinfonia, eu saltito no ar. Leve estou, deixando a bailarina descansar. E quando a última nota tocar, dessa incessante valsa que respira vida, a caixa se quebrará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                               &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Érika Rocco.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110999965293536168?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110999965293536168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110999965293536168' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110999965293536168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110999965293536168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/03/ltima-valsa.html' title='A última valsa'/><author><name>Érika Rodrigues Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11826375841156934059</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110956097319902117</id><published>2005-02-27T23:19:00.000-04:00</published><updated>2005-02-27T23:22:53.203-04:00</updated><title type='text'>Mãos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mãos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi algumas mãos reunidas. Umas em grupo, outras em dupla semeando o que há de mais belo entre o estado único dos casais. Algumas mãos caminhavam solitárias também, fazendo com que o frio da praça úmida gelasse ainda mais meu coração. Outras mãos apenas acenavam como se estivessem a despedir-se de algum par de mãos saliente que teimava em sair dali. Uma mão trajava um pretinho básico: luvas de couro; me disseram que é última moda em Paris. &lt;br /&gt;Veio com a corrente de ar que queimou de leve minha pele curiosa: e as mãos que estão do outro lado do mundo? Paris me faz lembrar o outro lado do mundo. Talvez sejam mãos mais sujas. Ou serão essas mãos vítimas de preconceitos culturais?&lt;br /&gt;Sendo vítima a palavra de ordem, apanhei de mãos calejadas vindas da África. Mãos duras, ásperas, não por vontade própria. Algumas andam em par, outras teimam em nascer; mas a imagem que me chega é de mãos sofredoras, de uma forma ou de outra.&lt;br /&gt;Voltando à praça, locação física de minha mente. Crianças têm mãos inquietas que entram nas bocas, cavam o chão, acariciam cachorros. Como faz frio, nenhuma dessas mãozinhas se atreve a sair do bolso dos casacos. Há também mãos amadurecidas, por dentro ou por fora, que se preenchem de inquietação: é ver moça bonita passar que a mão já quer se manifestar. Tudo no bom sentido.&lt;br /&gt;Vejo uma mão servindo de lenço. Seca as lágrimas que jorram dos olhos da menina. Que mal terá sido capaz de ferir o harmonioso conjunto de feições da menina, causando-lhe tão espontâneas lágrimas? Alguém lhe oferece ajuda. A mão, com notório desânimo, faz sinal apontando que é desnecessária a preocupação.&lt;br /&gt;Luminosidade demasiada no céu de inverno. Mas como? O sol agora dorme e libera o palco para as nuvens cheias de sentimento doce e ameno. Com algum esforço posso reconhecer a claridade: é um coração cheio de amor lançado ao ar, aparentemente sem dono. E, saindo apressado de perto da chorosa menina, vejo um par de mãos ligeiras buscando esconderijo. Mãos de um meliante de sonhos e paixões. Em um só golpe no peito da menina que agora secava em lágrimas, roubou-lhe o coração por inveja e o atirou para o alto. Encheu o céu de amor mas esvaziou a pobrezinha. Consciente do erro, o ladrão lavou as mãos e acenou um adeus murcho.&lt;br /&gt;Ninguém aplaudiu. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110956097319902117?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110956097319902117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110956097319902117' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110956097319902117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110956097319902117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/02/mos.html' title='Mãos'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110894264077456275</id><published>2005-02-20T19:34:00.000-04:00</published><updated>2005-02-20T19:37:20.776-04:00</updated><title type='text'>Indução</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Indução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;E quando já não se sente?&lt;br /&gt;Quando o frio invade&lt;br /&gt;Calando a boca que já não ouve&lt;br /&gt;E quando já não se enxerga?&lt;br /&gt;Quando os olhos dormentes se fecham&lt;br /&gt;Fazendo sumir a realidade&lt;br /&gt;E quando já não se pode mover?&lt;br /&gt;Quando os pés já não andam&lt;br /&gt;E as mãos já não tocam&lt;br /&gt;E quando a dor já não chora?&lt;br /&gt;Quando o coração já não bate&lt;br /&gt;É quando o infinito se aproxima&lt;br /&gt;E o finito se acaba&lt;br /&gt;E quando já não se é?&lt;br /&gt;Quando se perde o sentido&lt;br /&gt;Matando-se indivíduo&lt;br /&gt;É quando se morre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Priscila Coli) &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110894264077456275?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110894264077456275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110894264077456275' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110894264077456275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110894264077456275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/02/induo.html' title='Indução'/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110878045941186410</id><published>2005-02-18T22:30:00.000-04:00</published><updated>2005-02-18T22:34:19.413-04:00</updated><title type='text'>O outro lado do amor</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O outro lado do amor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconheço, desconverso, pelo avesso&lt;br /&gt;desconexo,&lt;br /&gt;debochado, defasado, que espreita&lt;br /&gt;demorado,&lt;br /&gt;de manhã, de qualquer jeito, desleixado&lt;br /&gt;depravado,&lt;br /&gt;desculpado, degolado, despropositado.&lt;br /&gt;Pelo avesso é tudo igual:&lt;br /&gt;um que espreita o outro&lt;br /&gt;num desleixo de amor;&lt;br /&gt;um que bate, outro que apanha&lt;br /&gt;no despropósito da dor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110878045941186410?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110878045941186410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110878045941186410' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110878045941186410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110878045941186410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/02/o-outro-lado-do-amor.html' title='O outro lado do amor'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110762151001566992</id><published>2005-02-05T13:31:00.000-04:00</published><updated>2005-02-05T12:38:30.016-04:00</updated><title type='text'>Desenho</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Festival de Primavera&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Bom esse é o título do meu desenho n_n'''  Tudo foi feito por mim exceto o fundo que é uma foto editada no Photoshop. Ah e finalmente consegui fazer uma outra conta pra mim que funciona XD &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;É isso, então até o próximo post!! o/&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Kissu ^3^&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v43/Motoko-chan/festival.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110762151001566992?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110762151001566992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110762151001566992' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110762151001566992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110762151001566992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/02/desenho.html' title='Desenho'/><author><name>^Bia^</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12764937289973355346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110746773898002706</id><published>2005-02-03T17:52:00.000-04:00</published><updated>2005-02-04T23:05:43.696-04:00</updated><title type='text'>No departamento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;No departamento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho às vezes pode ser exaustivo e desgastante mas, por ser necessário, acaba se tornando uma atividade suportável. Tenho muitos amigos que alegam que não trabalhariam nem uma hora sequer caso possuíssem um patrimônio enorme ou coisa que o valha. Bastaria ter algo que garantisse a sobrevivência pelo ócio e o trabalho não se encaixaria na vida de nenhum deles.&lt;br /&gt;Foi pensando nisso que eu ouvi apática o sermão que o chefe do departamento me dava, aos berros, já que ele provavelmente deve ser um infeliz e somente nesses efêmeros minutos de autoridade sente algum tipo de prazer desconhecido. Nessas horas é que eu me lembro de ver minha mãe chegando exausta do trabalho, com um mau humor agudo, laconicamente acabada; geralmente culpa de chefes desse tipo. E aí ela dizia que o dia havia sido ruim, que seu chefe havia passado dos limites mais uma vez, mas que era assim que as coisas deveriam ser naquele momento. Depois ela arranjaria algo melhor, não agora; a cartomante havia dito que a sorte estava próxima porém era preciso um pouco de paciência para saber o momento certo de agarrá-la com as unhas (mal feitas, diga-se de passagem). Eu pouco falava sobre isso. Eu, sentada na frente da televisão, sendo absorvida pelo conteúdo televisivo da mesma forma – ou mais – como eu absorvia meu macarrão instantâneo meio morno.&lt;br /&gt;Quando eu me levantava para lavar a louça e minha mãe já havia relaxado um pouco, eu perguntava sobre como seria o seu dia seguinte. A resposta não variava nunca: o dia seria no escritório e tudo dependeria do seu chefe. E aí, para estragar tudo, eu dizia que o chefe não era seu chefe mas sim chefe do departamento. E que era por essa submissão consentida, implantada sutilmente no discurso não só dela mas de todos que com ela trabalhavam, era por isso que ela mal conseguia enxergar os abusos do chefe, a carga horária excessiva, essas coisas. Então eu era mandada imediatamente para o quarto e a noite acabava para mim.&lt;br /&gt;Tudo isso me borbulhou na cabeça enquanto o chefe falava, falava, pegava ar, e falava. Quem estava por perto até achava que eu havia cometido um crime imenso, traído a empresa, desviado dinheiro para o caixa dois. Mas não era nada de importante; não a ponto dele desperdiçar tanto tempo com a minha cara de idiota. O meu erro havia sido ter apagado um arquivo de extrema importância para o departamento mas, como o chefe mesmo disse ao final do sermão, sorte que aquele escritório ali era de um alto nível tecnológico e trabalhava juntamente com as maiores empresas de ponta. Ou seja, havia alguém capaz de recuperar o arquivo perdido. Dizia o ranzinza chefe que aquilo, aquele sermão todo, era para que o erro nunca mais voltasse a ocorrer. E minha língua coçava para dizer que aquilo, aquele sermão todo, era para ele se sentir um pouquinho melhor perante aos funcionários do departamento que, apesar de submissos nas relações de trabalho, eram extremamente autônomos em suas relações sociais.&lt;br /&gt;É aí que eu revejo os pensamentos daqueles amigos que adotariam como causa maior o ócio, caso fossem milionários. Tantas coisas passam pela sua cabeça durante uma bronca banal dessas, e tantas palavras se formam prontas para explodirem em ironias para precisos destinatários que, só a ameaça do monstro-desemprego nos faz calar a boca, ficar apática e fazer cara de tonta diante de um chefe estressado assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110746773898002706?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110746773898002706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110746773898002706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110746773898002706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110746773898002706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/02/no-departamento.html' title='No departamento'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110728755307462332</id><published>2005-02-01T15:51:00.000-04:00</published><updated>2005-02-01T15:52:33.073-04:00</updated><title type='text'>Infante libido</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Infante libido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;            Algo havia se perdido. Naquela menina que por instantes fazia-se mulher. Era um fulgor corrente que emergia dos olhos, um corriqueiro toque repleto de audácia. E, passava. Na sua conjuntura rotacional, a docilidade retirava-se da coxia e adentrava no palco.  Voltava ao que sempre fora e nunca seria, uma angelical criança. Candura chamuscada pelo carmim pretensioso das bochechas. Ingenuidade inflamada pelo roçar das coxas. Sinceridade ricocheteada pela malícia soturna dos lábios. Pureza  enferrujada  pelo fetichismo dos olhos.&lt;br /&gt;           Ela  costumava brincar no quintal de amarelinha. Cantarolava falidos versinhos da sua infância. “Joaninha na sua máquina de voar, e ela vai, tão alto, alcança o céu,que eu não posso tocar.” E as tardes transcorriam da fachada da brincadeira e dos versinhos. Elas bailavam ao som da voz da menina. A mãe na labuta doméstica acalentava-se com o canto de sereia da filha. Ambas compartilhavam a meação de suas vidas. Uma das partes regada por perfídia, a outra espelhada por instável moralidade. Certa tarde, as ações pseudo-imutáveis de mãe-filha foram interrompidas pela sonoridade da campainha. A mãe largara seus afazeres e pôs-se prontamente a atender à porta. Um sorriso imprimiu no rosto, e um contentamento visceral tomou-lhe por completa quando foi assolada pela visão do visitante. A menina tendo o céu como seu sopé fitava aquele homem que nunca lhe fora desconhecido. Era um amigo da família, que trazia consigo o filho. As devidas cerimônias de mãe-filha foram feitas. Faíscas feminis apareciam no olhar da menina. Todos adentraram a casa. A solene sala  foi eleita o espaço para comportá-los. A mãe cercava os convidados de cuidados e petiscos. A conversa decorria da ressuscitação de lembranças sorridentes. A vida seguia a mesma, sendo um despropósito o diálogo sobre algo já ciente aos falantes. Quando a  lembrança ocorrida se findou, a mãe sugeriu que a menina fosse para o quintal brincar e que levasse consigo o menino. Com um tom casual, a mãe advertiu  que os dois se comportassem e que do quintal não saíssem. E, foram. A menina retornou para a sua amarelinha, contudo com seus olhos vagando em direção a casa. O menino seguia-lhe na brincadeira, porém sem com ela falar. Eles não eram amigos, não eram parentes, eram aparências. Enquanto isso, a mãe entrara no quarto com o amigo da família em busca da caixa de fotografias. Os dois na cama sentados ficavam a vislumbrar  as fotos. A caixa descompassada caíra no chão. E a partir desse momento ninguém abaixara para pegá-la.                      &lt;br /&gt;             Depois de um certo tempo indefinido, o amigo da família anunciou que teria que ir. A mãe fez-lhe um último pedido, que aguardasse um pouco para que ela pudesse fazer um café. Recorreu a desfeita, pois isso seria, caso ele fosse embora. Ele concordou  com a cabeça. De dentro da casa, a voz materna ecoava até o quintal chamando a filha e o menino. Prontamente, eles atenderam. Ambos correram para a cozinha seduzidos pelo olfato. Sentaram-se envolta da mesa. A menina delicadamente postou-se ao lado daquele homem, na sua frente o espoleta menino, ao lado dele a sua mãe. O embaixo da mesa pernicioso, que confabula com o proibido, viu o toque. Enquanto os pães, o café, e todo o lanche vespertino regimentado pela mãe entretia os olhos dos presentes, a mão da menina movia-se silenciosa. Repousara na perna daquele homem. Seus sequiosos dedos, caminhavam dissimulados até o altivo orgulho dele. Ele ficara espantado com surpreendente toque mudo que aquela menina ao seu lado desferia.Ele defrontava a menina, e via o fulgor nos olhos de um rosto sem expressões. Tentava recorrer a tranqüilidade, agia como se nada estivesse acontecendo. Suas suadas mãos denunciavam-no. A menina incitava o ardor escandaloso que ele não poderia sentir. Num rompante, ele levantou-se, alegou que não poderia mais ficar, que  apressado se via. Agradecera gentilmente à matriarca, dissera um adeus para menina. Pegara pelo braço o filho e partira. Enquanto, o portão da casa fechava-se para eles, a malícia da pupila ainda menina ia se liquefazendo. A mãe voltara para a casa, a menina para o seu quintal juntamente com uma certeza. Ele gostara. Era por aquilo que em sua casa ele vinha às tardes. Soubera disso, quando vira a mãe atônita deixando o quarto com os botões do vestido trocado, e alguns ainda por abotoar. Depois desse dia, nada mais vira. O amigo da família fazia poucas aparições, e nas mesmas trazia consigo o filho. Ela era um estorvo, e por isso legavam a ela uma companhia e uma estada no quintal.  Eles nada viam ficavam no quintal sem se falar. Cada qual percebia no outro a verdade insípida da sua presença ali. A menina pôs os pensamentos de lado.Pegou uma pedrinha, jogou- a.  Cantarolou “Joaninha na sua máquina de voar,e ela vai, tão alto, alcança o céu, que eu não posso tocar.” E assim, termina a história da menina. Não , da mulher escondida entre as tranças, atrás do laço de fita verde, embaixo do vestido florido rodado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                    &lt;strong&gt;&lt;em&gt;  Érika Rocco.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110728755307462332?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110728755307462332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110728755307462332' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110728755307462332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110728755307462332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/02/infante-libido.html' title='Infante libido'/><author><name>Érika Rodrigues Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11826375841156934059</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110679624094774413</id><published>2005-01-26T23:17:00.000-04:00</published><updated>2005-01-26T23:24:00.946-04:00</updated><title type='text'>Pedido de sim a boca de não</title><content type='html'>                                             &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pedido de sim a boca de não&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Assim como quem indaga o corriqueiro perguntei, “quer se casar comigo?”.Não permaneci de olhos abertos para, tentando eternizar o instante, escutar os infinitos ecos de resposta.Esta, que não veio de pronto, pois o silêncio de interrogações tomou-me por completo e espalhou-se pelo interior do automóvel.Abri aqueles que se haviam fechado instintivamente e me deparei com seu rosto estático de cera.Ela olhou para cima tentando encontrar palavras no teto do carro.Passou a língua fresca, ainda com restos da minha saliva, sob o lábio superior.Pestanejou sem lágrimas e como num súbito ressuscitar penetrou os olhos verdes na carne fria do meu rosto.“Eu não estou pronta”, disse ela com um sorriso de viés.Sem nenhum pesar olhou para frente.Olhou para estrada que nos levava à um infinito indigesto.Não sei bem qual foi minha expressão externa, mas surreal e visceralmente o universo havia começado no exato instante que tentei copular com Marília pela primeira vez.Já estava atuante quando...”não amor!Estou com enxaqueca”...Pensei, agora, em oferecer-lhe uma aspirina e depois de cinco minutos mostrar-lhe as alianças.Peças raras de ouro, passadas de geração em geração pela minha família que por um terrível acaso pensado doíam em meu bolso.Talvez lhe comprar o coração fosse uma alternativa plausível e menos vexatória.Possivelmente diria que sim e aí então eu pegaria de volta o rosto protocolar -ou seria máscara?- que havia caído com seu não eufemístico.Mas, no momento que fiz menção de pegar a caixa, ela abriu a porta e sem olhar para trás e lançou a mim um breve aceno.Disse “agente se vê”.Qual em uma cena eu joguei no ar um “eu te ligo”.Ela deu passadas largas e rapidamente chegou ao destino-casa.Fiquei um tempo a observar o portão do apartamento agora vazio de significados, percebendo que meu peito a ele se igualava e sentindo que ao contrário de você, Marília, agora eu estava pronto, sem enxaqueca e precisando das aspirinas.&lt;br /&gt;                                                                                                  &lt;br /&gt;                                                                                                  &lt;strong&gt;&lt;em&gt; (Priscila Coli)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110679624094774413?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110679624094774413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110679624094774413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110679624094774413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110679624094774413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/01/pedido-de-sim-boca-de-no.html' title='Pedido de sim a boca de não'/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110642217068424591</id><published>2005-01-22T15:27:00.000-04:00</published><updated>2005-01-22T15:29:30.686-04:00</updated><title type='text'>Número de moradores de rua lunáticos aumenta. Autoridades atribuem às bebidas e às drogas.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Número de moradores de rua lunáticos aumenta. Autoridades atribuem às bebidas e às drogas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito que o jornal veio em branco novamente. Será que não há mais notícias a serem publicadas? Essas folhas vazias ouriçam meus pêlos todos em pavor extremo e sem aparente causa. Ausência de letras, como me dói! Ausência de fotos, legendas e publicidade barata. Ausência de gente. Sinto-me com vendas translúcidas nesses olhos, anulando a tinta negra das impressões diárias. Como me dói! É como se o mundo tivesse parado. É como uma cena narrada em off. Mas não há voz, não há palavras, não há ninguém.&lt;br /&gt;As gotas que despencam do chuveiro estão congeladas em fragmentos no ar. Parecem cristais puros refletindo o tímido feixe de luz que cisma em entrar pelo basculante do banheiro. São raios de luz que se esgueiram entre as bravas nuvens cinzas e conseguem perfurar minha atmosfera delgada e sem sal. Não consigo me molhar. Caminho a passos largos e desesperados pelo apartamento. Ligo a tv. A imagem está pausada. Ligo o rádio e no ar ecoa somente uma nota: dó. É o meu sentimento reflexivo em forma de música uníssona, deprimente e fosca. Mas é valsa para um coração que é tratado como simples músculo cardíaco.&lt;br /&gt;Me visto e saio nua pela costura das ruas, a malha das cidades. Em busca de matéria orgânica para meu corpo farto em faltas, sou como um ponto de bordado mal dado, esgarçado e estragado. Desmancho o sentido antes configurado pelas linhas doces e coloridas da cerzideira dotada de dons para fino bordado. A criação se perde, a intenção também. E eu me perco a cada esquina de gente estática e de carros parados com seus motores ruidosos ligados. Como me dói tudo isso! Caminhar entregue assim, sensitivamente multiplicada, e com um medo incomum ardendo no estômago, subindo pelo esôfago, nauseando as idéias.&lt;br /&gt;Penso se é o desespero que desampara, ou o desamparo que desespera. Pois o apartamento do qual saí não passa de um barraco de papelão construído perto do túnel. O chuveiro de brilhantes gotas é a fonte de água doce e natural que vem do alto da pedra. A roupa que vesti não passa de uma variação medíocre de um moletom barato que me foi doado no Natal. Mas do que reclamar? Ainda assim tenho uma tv e um rádio, pelo menos.&lt;br /&gt;Me falta tanta coisa que o mundo parece viver descompassado em sua polca particular. Desmotivada, sento-me na calçada, cansada de esmolar com verbos mal conjugados. Passo a esmolar com o olhar defunto.&lt;br /&gt;Fazer do meio fio divã particular é patético mas conter os fluidos do corpo é ainda pior. Sei que meu mundo é paralelo e algo no ritmo das pessoas está errado. Não consigo ao menos ler o jornal que vela meu sono murcho de sonhos. Não consigo compreender os dialetos humanos e sinto um constrangimento absurdo, que me dói inteira. Eu não vivo. Tenho dó de mim. E como machuca essa subvida tão natural para os outros e tão dolorida para mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110642217068424591?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110642217068424591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110642217068424591' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110642217068424591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110642217068424591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/01/nmero-de-moradores-de-rua-lunticos.html' title='Número de moradores de rua lunáticos aumenta. Autoridades atribuem às bebidas e às drogas.'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110625820875417802</id><published>2005-01-20T17:55:00.000-04:00</published><updated>2005-01-20T17:56:48.756-04:00</updated><title type='text'>Desenho</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;~Post by Bia~&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#660000;"&gt;Mais um desenho!!^^ Esse foi feito num programa legal que tem na internet, o Oekaki. Agora com as férias posso treinar mais ( oba oba!! \o/) e postar mais n_n&lt;br /&gt;Beijos para as loucas do Sanatório XD e pra quem visita e gosta do que a gente faz ^3^&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v43/Motoko-chan/desenhobia.png" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110625820875417802?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110625820875417802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110625820875417802' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110625820875417802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110625820875417802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/01/desenho.html' title='Desenho'/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110610241567876979</id><published>2005-01-18T22:32:00.000-04:00</published><updated>2005-01-18T22:40:15.676-04:00</updated><title type='text'>Em-cadeando</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Em-cadeando&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Moto que corre em descompasso&lt;br /&gt;Passo que segue sem destino&lt;br /&gt;Pela estrada que não leva&lt;br /&gt;Trago a dor que sempre volta&lt;br /&gt;No horizonte finito que espera&lt;br /&gt;Vejo o desespero dos dias de não&lt;br /&gt;A vulgaridade das bocas de sim&lt;br /&gt;O singelo olhar do poente vermelho&lt;br /&gt;Cobrindo o avermelhar dos olhos opacos&lt;br /&gt;De onde caem lágrimas secas&lt;br /&gt;Que umedecem línguas ávidas&lt;br /&gt;No silêncio póstumo dos corpos&lt;br /&gt;Os que dançaram descompostos&lt;br /&gt;Dentro do lar dos despojados&lt;br /&gt;Onde via-se o abandono&lt;br /&gt;Com animais humanos cálidos&lt;br /&gt;De um dono surreal&lt;br /&gt;A sonhar com terra e gado&lt;br /&gt;Para explorar os braços bambos&lt;br /&gt;De seus molambos escravos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Priscila Coli)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110610241567876979?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110610241567876979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110610241567876979' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110610241567876979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110610241567876979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/01/em-cadeando.html' title='Em-cadeando'/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110601553081941429</id><published>2005-01-17T22:27:00.000-04:00</published><updated>2005-01-17T22:32:10.820-04:00</updated><title type='text'>A gata borralheira da esquina</title><content type='html'>    &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A gata borralheira da esquina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Sem querer te envolver nessa rede de tramas que é o destino.&lt;br /&gt;       Não quero alianças.&lt;br /&gt;       Não quero dinheiro.&lt;br /&gt;       Não quero promessas.&lt;br /&gt;       Não quero marido.&lt;br /&gt;Quero apenas  poder te enlaçar nos meus braços e pernas. E que esta noite não se finde com pressa. Para que a Lua, eterna madrinha; esse abajur celestial ilumine o ardor dessa relação. Quando a  noite se esvair por completa. E as estrelas grudadas no céu caírem como pétalas, o feitiço se quebra.&lt;br /&gt;         Volto a ser aquela velha&lt;br /&gt;         Rameira de guerra.&lt;br /&gt;         Acaba-se a magia&lt;br /&gt;         Ficando um corpo usado&lt;br /&gt;         Um ser mal acabado.&lt;br /&gt;                                        &lt;br /&gt;                                                                 &lt;strong&gt;&lt;em&gt; Érika Rocco.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110601553081941429?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110601553081941429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110601553081941429' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110601553081941429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110601553081941429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/01/gata-borralheira-da-esquina.html' title='A gata borralheira da esquina'/><author><name>Érika Rodrigues Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11826375841156934059</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110583332532180087</id><published>2005-01-15T19:28:00.000-04:00</published><updated>2005-01-15T20:02:37.753-04:00</updated><title type='text'>Erotismos natos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Erotismos natos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando percebi, já era a hora. Eu nua, encolhida e temerosa. Descobriria coisas novas em breve, sensações nunca experimentadas integralmente. Impressões parciais que eu havia colhido durante o tempo em que estive me preparando eram o máximo que eu sabia sobre aquela nova e excitante situação. Eu havia passado meses me preparando para aquele dia em especial, onde a simultaneidade de acontecimentos me atordoaria e me faria até chorar.&lt;br /&gt;Sendo assim, logo senti as mãos masculinas e grandes, ainda assim delicadas, na minha cintura. Puxavam-me para si. E eu agia como um ser humano qualquer que teme pelo que é novo. Por vezes pensava se era hora mesmo do acontecimento.&lt;br /&gt;Já tendo se iniciado tudo, não havia mais como voltar atrás. Perturbava-me ao saber que estava ali, nos braços de um homem pouco conhecido, sentindo-me ao deus-dará. Nua, e ele me dando tapinhas na bunda.&lt;br /&gt;Enfim, o esperado consumou-se: gritei, esperneei. E pude sentir a gosma no meu corpo, uma gosma nojenta.&lt;br /&gt;Depois de limpa, fui entregue ao seio de minha mãe. Havia nascido. Mamei assustada e pensativa.&lt;br /&gt;É tão erótico nascer!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110583332532180087?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110583332532180087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110583332532180087' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110583332532180087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110583332532180087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/01/erotismos-natos.html' title='Erotismos natos'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110566905424235428</id><published>2005-01-13T22:15:00.000-04:00</published><updated>2005-01-15T15:47:08.136-04:00</updated><title type='text'>Letras no papel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Letras no papel: Um bilhete para si própria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vastidão do pequeno escritório ausente, repousa um óculos solitário.Sobra de um momento frágil, lembrança amarga da situação que por ser presente ao correr da caneta no papel, vira passado.O livro aberto a dizer frases de nunca, estava em branco, porém existissem letras.Lembrava a continuidade que não houve.Vigésima quarta página, última vida da febril gota de sangue que manchava o papel virgem.A mesa de carvalho antigo parecia não entender justificando com os afrescos de seus pés a contorção de rugas duvidosas.O tapete opaco de pós sinistros havia calado; escondia segredos.Paredes descascadas e pilastras corroídas pelo tempo pareciam apontar um culpado.Cúmplices.Pausa de um coração que a tempos batia frenético a procura.Repouso final de um vulto gélido, a espreita e raivoso, a ansiar pelo momento certo.Forçava a pena contra o que chamava de nada, isso porque nem os suspiros ram rabiscados.A luz vacilante da luminária marfim quase duvidava do que via, tremulava qual vela acesa.E após uma noite em claro se esvaia como vento matutino.Deixava dormir o rosto com brilho de aluguel.Depois daquela noite não mais clareou.A pena parada num suposto túmulo onde jaziam denúncias vãs ao fato ocorrido, chorava em silêncio.O ser que cedia o pouco da vida que lhe restava essa noite não apareceu.Traiu os parceiros já insanos a prestar apoio e ajuda.Os livros espiavam mudos a aflição das bocas trêmulas.O vento batia na janela mas nem seu assovio conseguia entrar.O crime calcificava os olhos atentos, calava as possíveis perguntas, indagava as inesperadas respostas.Todos sabiam o que até os fios de cabelo caídos já haviam percebido, a tal levantara-se de repente sem vontade de ficar, arrumara a desordem pondo tudo naquilo que insistiam em chamar de lugar.Deixara apenas garranchos a ferir o papel.A prova do abandono, desistência de seu estado de espírito.Manchado estava:Grávida de letras e ávida por palavras que não me deixem expressar apenas em lágrimas o que seca no papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Priscila Coli)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110566905424235428?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110566905424235428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110566905424235428' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110566905424235428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110566905424235428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/01/letras-no-papel.html' title='Letras no papel'/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110549847877093848</id><published>2005-01-11T22:52:00.000-04:00</published><updated>2005-01-11T22:54:38.770-04:00</updated><title type='text'>Breve suspiro</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt; Breve suspiro&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tristeza me pegou enquanto eu  corria querendo voltar pra você .&lt;br /&gt; Chora, chora, chora, criança porque as lágrimas de hoje são a esperança de amanhã.&lt;br /&gt;Quem sabe a dor alivie, o choro dilacerante cesse, e o suspiro derradeiro adormeça&lt;br /&gt;Nos braços do gigante que serviu de manjedoura no teu nascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chora porque o amor é ilimitado, chora porque teu corpo é limitado.&lt;br /&gt;Sente teu coração rasgado e a tua alma moribunda tropeçando&lt;br /&gt;Nos barris estocados nesse porto solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corre porque não há tempo&lt;br /&gt;Corre porque teu amor é veneno&lt;br /&gt;Chora porque acabou o tempo&lt;br /&gt;Chora porque você bebeu o veneno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                    &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Érika Rocco&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110549847877093848?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110549847877093848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110549847877093848' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110549847877093848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110549847877093848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/01/breve-suspiro.html' title='Breve suspiro'/><author><name>Érika Rodrigues Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11826375841156934059</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110529223897317563</id><published>2005-01-09T13:26:00.000-04:00</published><updated>2005-01-09T15:08:33.636-04:00</updated><title type='text'>é o suburbio!!!</title><content type='html'>Oi pessoal!!Depois de um longo tempo sem aparecer por aqui, voltei trazendo uma fotinho do suburbio carioca ao anoitecer!!Na foto esta nosso querido Valqueire e bairros adjacentes... esse bairro foi o que nós passamos grande parte dos nossos dias....ficando totalmente loucas, aprendendo muitas coisas e claro...rindo muito!!Ahhh...foi nesse local, esquecido do Rio de Janeiro que esse nosso filhote começou a ser gerado!!&lt;br /&gt;Beijos&lt;br /&gt;ps: da ate saudades, né meninas?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="426" src="http://www.faellablogada.blogger.com.br/noite.JPG" width="504" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110529223897317563?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110529223897317563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110529223897317563' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110529223897317563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110529223897317563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/01/o-suburbio.html' title='é o suburbio!!!'/><author><name>**Faella**</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14554710120284884583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110520283563156893</id><published>2005-01-08T13:44:00.000-04:00</published><updated>2005-01-08T12:59:31.336-04:00</updated><title type='text'>Sobre lagartixas, crianças e homens</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sobre lagartixas, crianças e homens&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fala, lagartixa..., pediu melosa a criança. O que você está fazendo aí grudada na parede, de cabeça para baixo? Não te dá enjôo ver tudo ao contrário?&lt;br /&gt;A lagartixa riu. Depois de uma breve pausa respondeu, um pouco pensativa:&lt;br /&gt;- Não me enjôo, nem um pouco. Não há grande diferença entre estar aí no chão ou aqui em cima, grudada. A visão é a mesma, isso eu posso garantir.&lt;br /&gt;A criança confundiu-se toda. Porque estar em baixo não era estar em cima. E, sendo assim, devia haver alguma diferença. Mas preferiu dar crédito à lagartixa. Ela parecia tão simpática, tão amigável, meiga. A criança não contava com a astúcia da lagartixa em observar que sua face era uma interrogação, mesmo dando crédito às palavras do animal.&lt;br /&gt;- Criança, não me olhe assim duvidosa. Vamos combinar? Você sobe aqui na parede e fica grudada; observa tudo e depois compara com as visões que tem quando está aí no chão.&lt;br /&gt;A criança topou. Subiu e ficou grudada no ponto mais alto da parede, ao lado da lagartixa.&lt;br /&gt;- E agora, criança?, perguntou a lagartixa. O que vê?&lt;br /&gt;E com um sorriso sincero veia uma resposta animada.&lt;br /&gt;- Vejo tudo igual, lagartixa, como lá em baixo! Bem que você me disse!&lt;br /&gt;Enquanto a criança se divertia em ver que as coisas de ponta cabeça são as coisas que nos parecem normais, e vice-versa, seu pai se aproximou. Espantado com as gargalhadas, perguntou o que acontecia. A criança, seu filho, explicou a graça em observar que a visão era a mesma, estando ou não de cabeça para baixo. O pai mal pôde acreditar. Era impossível a visão ser a mesma. Então a criança convenceu o pai a subir e observar com os próprios olhos.&lt;br /&gt;- Mas meu filho, aqui de cima vejo tudo de ponta cabeça!&lt;br /&gt;A criança insistiu.&lt;br /&gt;O pai continuou sem enxergar a mesma coisa.&lt;br /&gt;A lagartixa ficou quieta. Compreendia tudo mas não se manifestou. O pai não escutava as lagartixas. E acabava não observando os detalhes.&lt;br /&gt;A lagartixa agora te convida para subir e ficar grudado no ponto mais alto da parede. Você ouve? Você observa que é tudo igual?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110520283563156893?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110520283563156893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110520283563156893' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110520283563156893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110520283563156893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/01/sobre-lagartixas-crianas-e-homens.html' title='Sobre lagartixas, crianças e homens'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110493575799965645</id><published>2005-01-05T10:30:00.000-04:00</published><updated>2005-01-05T10:35:58.000-04:00</updated><title type='text'>Post by Bia</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#330033;"&gt;&lt;strong&gt;~Post by Bia~&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#330033;"&gt;Bom, como nós estamos em semi-férias tá dando pra trabalhar um pouco mais XD Achei esse desenho perdido na minha apostila de biologia (huhuhu como as aulas de bio eram produtivas XD). É uma fanart da Ed (e o cachorrinho eu esqueci o nome), personagem do anime e mangá Cowboy Bebop.^^&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#330033;"&gt;~Kissu~&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v43/Motoko-chan/Ed.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110493575799965645?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110493575799965645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110493575799965645' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110493575799965645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110493575799965645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/01/post-by-bia_05.html' title='Post by Bia'/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110489608949736238</id><published>2005-01-04T23:27:00.000-04:00</published><updated>2005-01-05T01:10:20.853-04:00</updated><title type='text'>Videira de mim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Videira de mim.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;São daquelas cinzas que uma videira fez surgir. Do nada , ela nasceu. No nada, há vida. Espantosa criação que me tornei. Era, antes, vazio desgostoso, mulher lacônica, com também lacônicas nomeações. Era para muitos, objeto choroso, espectro viajante que fora conservado ao longo dos tempos. Era braços e pernas lânguidos e lívidos, ventre desabrido. Era ser oxidando a beleza da vida ao meu redor. Não tinha credo, não tinha pátria, nem razão, não tinha nada. Injúria! Tinha apenas o nada. Doem os olhos, essa claridade de pensamento que há anos inserido estava, mas perdido se encontrava na mente minha. Dizia-se que a bivalência existente rege o universo, e o homem não estaria aquém dessa teoria. Dentro dele um emaranhado paradoxal estava estabelecido no qual o equilíbrio por vezes poderia tender ao colapso. Contudo, a descrença nessa teoria estava incidindo no fato dela afirmar como verdade incontestável que por mais que um lado silenciasse o outro, jamais o impediria de se manifestar. Eu ignorava a veracidade desse pensamento, que me parece agora tão limpidamente incontestável e certeiro. Daquele corpo que habitava fizeram- se cinzas. Colocaram-nas num lugar qualquer, e fizeram uma prece para que eu pudesse encontrar aquilo que em vida não fora possível. Eu fiquei parada, contemplando o entardecer, aquele quadro celeste, borrão de cores, deitada naquela terra. Era tão magna visão, estava eu cega pois nunca a vira. Talvez a tivesse visto, mas nunca a tivera notado.Nunca fora notada igual a mim . Certamente! Então seria bela também. Enquanto envolta no meu próprio descobrimento estava, algo começou a brotar. Era ainda pequena, indefesa. Mas carregava consigo um estelar esplendor que reluzia trazendo vida. Era aquela videira, um novo eu. Uma nova vida despertando para encantar o mundo. Tornava-me plena. De mim, frutos polpudos desabrochariam. Cresceria com a pompa da felicidade.Meus pés ficariam fincados no chão como raízes atadas a um bem valioso. Meus braços e pernas seriam troncos seguros e acolhedores.Minhas mãos seriam folhas espelhadas que resplandeceriam o verde da minha esperança. Minha cabeça encontraria abrigo na copa daquela árvore, e teria meus olhos voltados para aquele céu, que por vezes seria azulado bem claro trazendo o ar matinal daquela manhã, ou aquele fulgor do entardecer,ou até mesmo aquele negrume cintilante do anoitecer. E, talvez numa tarde confessional de domingo um casal se recostaria junto ao meu tronco. Trocariam carícias e palavras de afeto que soariam para mim como obra-prima. E por final, talhariam no meu caule seus nomes numa consensual união. Sendo eu, receptáculo daquele amor cravejado agora em mim. Pois de certo estava aquele pensamento, e aquele que junto as minhas cinzas balbuciou tal prece. Havia encontrado na morte, o que na vida não fora possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Érika Rocco.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110489608949736238?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110489608949736238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110489608949736238' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110489608949736238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110489608949736238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/01/videira-de-mim.html' title='Videira de mim'/><author><name>Érika Rodrigues Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11826375841156934059</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110475399847764941</id><published>2005-01-03T07:58:00.000-04:00</published><updated>2005-01-03T08:08:48.220-04:00</updated><title type='text'>Post by Bia</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Post by ~Bia~&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;(sim, eu ainda não consegui me registrar de novo XD )&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Genteee desenhinho pra vocês!!^^ Presente de ano novo!! \o/ Espero que gostem!! Aah e Feliz 2005 pra todas as meninas loucas do Sanatório e pra todo mundo que vem nos visitar!! &gt;^.^&lt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;~Hugs&amp;Kisses&amp;amp;Love~&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v43/Motoko-chan/amigaspeq.jpg" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110475399847764941?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110475399847764941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110475399847764941' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110475399847764941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110475399847764941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/01/post-by-bia.html' title='Post by Bia'/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110462790814849388</id><published>2005-01-01T21:03:00.000-04:00</published><updated>2005-01-01T22:30:57.693-04:00</updated><title type='text'>Paródia:Tristeza em canções</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Paródia: Tristeza em canções&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Abriu a porta do apartamento como quem por superstição abre um cofre.Abriu a porta para conferir, para ter certeza.Queria sadicamente ver com seus olhos o fim que para ela era apenas um começo.A primeira coisa que não viu foi o tapete.Aquele com decalques coloridos parecendo um quadro de Dali.Pensou em sentir falta do lugar onde levava broncas por limpar os sapatos sujos.Mas, sabia que a saudade tinha nome e que este já não mas lhe pertencia.Notou a sujeira entupida na lixeira ordinária.Percebeu-se entupido por lixeiras de gritos.Queria esvaziar-se, embora só pensasse em vasculhar a estante de livros.E a medida que caminhava em sua direção, sentiu o vácuo interno a se igualar à ferida de histórias quase furtadas em encadernados.Um rombo na caixa forte conjugal.Carregou consigo parte de mim.Levou junto com ela o que lhe é de direito.A cadeira ao seu lado a balançar com o vento vindo pela janela, a qual ela insistia em não fechar, era uma assombração de um passado amputado.Procurava respirar sem deixar as lagrimas caírem queimando qual cera de vela.Olhou para cima como que estivesse assustado.O espelho ainda não havia sido quebrado.Ele corria o risco de enxergar a si próprio.Pleonasmo.Veria os olhos inchados de um amor pisado.Doía.Ela bateu o portão sem fazer alarde...Quero ter a certeza de que tu nunca mais vais voltar.Saiu correndo tateando portas e paredes que poderiam ser inexistentes.Queria escancarar.Abrir-se por inteiro.Exumar suas dores até que não lhe restasse os sentimentos.Chegou ao quarto de um casal findado.Não se cabia em arfadas.Vislumbrou o criado mudo onde cabiam seus pequenos mundos reais em sonhos.A boca abriu-se involuntária para gritar ao ver o cinzeiro limpo.Era como um envelope vazio com remetente.Ele ávido por explicações abriu o armário num rompante.O escândalo saiu calado; o sapato de delicados pés havia sido retirado.O sapato agora sem par.Aquele sobre o qual a música catava prantos.E na porta cravado, o resto, a sobra.A ferida aberta em palavras.Eu te amo.Ouviu a melodia nostálgica.Não mas sabia-se.Não sentia-se.E como fosse um comandado se pintou.Pintou-se como quem se prepara para vida esperando a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Priscila Coli)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110462790814849388?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110462790814849388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110462790814849388' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110462790814849388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110462790814849388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2005/01/pardiatristeza-em-canes.html' title='Paródia:Tristeza em canções'/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110410827733112204</id><published>2004-12-26T20:29:00.000-04:00</published><updated>2004-12-26T20:54:15.896-04:00</updated><title type='text'>O apaixonado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O apaixonado:&lt;br /&gt;sobre como eu pude ser tão tolo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicação I:&lt;br /&gt;Certa vez ouvi dizer que não há antídoto para a curiosidade humana. Uma vez despertada, há de se conviver com ela. Ou dar-lhe um fim digno, procurar saná-la. Veja que não tenho nada contra os curiosos, se tivesse estaria pondo-me contra mim. A questão que me aflige brutalmente nisso tudo é o lado maligno da curiosidade, quando a tênue linha divisora entre o que é ou não salutar é rompida pela indiscrição. Quando, durante o seu banho, eu reviro os bolsos da sua camisa, verifico as chamadas no celular, dou uma fiscalizada na sua bolsa. E pior: quando estamos frente a frente e eu leio nos seus olhos as cartas de amor que você fez questão de esconder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicação II:&lt;br /&gt;Não há nada pior que as revelações íntimas que um olhar sem compromissos pode entregar. Hoje enquanto tomávamos o café da manhã você não falava nada, o silêncio era irritante e contínuo. Não havia porque prolongá-lo quando resolvi perfurá-lo delicadamente trazendo a sua pessoa para o centro de um proeminente diálogo:&lt;br /&gt;- Ana, você está tão calada mas ainda assim me parece tão bem. Deixei de saber de alguma coisa sua?&lt;br /&gt;Uma rala resposta sonora foi emitida por sua boca que saboreava o presunto que eu mesmo fiz questão comprar antes que você acordasse: “Hum, hum”. Como alguém pode quebrar de maneira tão eficaz um homem? Por que responder minha frase de palavras pensadas antes de serem docemente encadeadas, uma por uma, com um simples hum-hum? Eis um belo retrato do que estávamos sendo ultimamente, não por minha culpa. Meu esforço era visível e tolo. Mas ainda era meu, era esse agradável pronome que eu só podia empregar quando falava de esforços. E eu insisti neles:&lt;br /&gt;- Olha pra mim, Ana. Você não parece à vontade. Anda, olha pra mim.&lt;br /&gt;E aí você olhou. E eu fui extremamente indiscreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicação III:&lt;br /&gt;Compreendo que estejamos desgastados, mas só compreendo pela prática repetitiva. Hoje é mais um domingo em que assisto sozinho o jogo de futebol pela tv, nem ao Maracanã eu quis ir. E logo agora, logo agora que eu já pensava que seria o momento ideal de termos o nosso filhinho, o flamenguistazinho por você tão esperado, você me apronta essa. Ah, sim! Na verdade você queria mesmo uma menina que, além de botafoguense, pudesse sair com você para ir ao salão fazer unha e cabelo. Tudo bem, tudo bem. Veja como as coisas mudaram, eu nem discutirei dessa vez. Que venha a menina, vou amar da mesma forma. Mas antes, que venha a mulher, a minha mulher que ainda não chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicação IV:&lt;br /&gt;Não há mais cerveja na geladeira, o sol já caiu, o jogo acabou. E agora, José? Se ao menos eu me chamasse José, talvez soasse mais atraente para Ana. Será José o nome dele? Se eu vier a descobrir o sobrenome do sujeito tratarei de dar-lhe uma lição. Mas isso me é curiosidade secundária. A primária é saber aonde a minha mulher se meteu, já é noite e nada. Não, não posso ter sido picado por esse veneno maldoso. Eu não quero mas meu corpo me conduz automaticamente para as gavetas do escritório de Ana. Minhas mãos trêmulas de culpa reviram aqueles papéis todos, uma foto de quando namorávamos (eu sem barba e mais magro), contas, telefones, papéis, papéis, papéis e cartão do Bar Aurora. Cartão do Bar Aurora? Por mais que me doa, afinal não sei o que me espera no bar, eu irei lá. É, irei sim, a cerveja acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicação V:&lt;br /&gt;Bar fechado. Mal pude acreditar. Estava em destroços. Crente, crente que seria o novo Holmes carioca. Eu era cacos. Meus pedaços ainda tinham alguma dignidade. Juntaram-se e me conduziram até em casa.&lt;br /&gt;Ao chegar na portaria do prédio, alguma vibração visual quebrou meu momento introspectivo e me trouxe novamente para a realidade. O porteiro me olhava estranho. Parecia que sabia de algo e eu, pela primeira vez no dia, não tive a menor curiosidade em saber do que se tratava.&lt;br /&gt;- Boa noite, seu José.&lt;br /&gt;Cumprimentei-o e me dirigi ao elevador que lá me esperava já sabendo do fracasso da minha missão. Cheguei no meu andar. Minha porta. Minha chave rodando na porta. Meu apartamento, a sala. Acesa? Estaria eu tão seco de curiosidade a ponto de ter deixado o apartamento com a sala acesa? Não.&lt;br /&gt;Era você, Ana, que havia chegado, o corpo atirado no sofá. Dessa vez não tive o cuidado de pensar antes de falar:&lt;br /&gt;- Onde você estava, bandida? Quer me matar?&lt;br /&gt;E você, incrível, você me respondeu com palavras:&lt;br /&gt;- Matar de curiosidade ou de amor?&lt;br /&gt;Silenciei. Eu tinha ali duas opções: descobrir onde você havia se metido o dia inteiro ou, quem sabe, reatar contigo, declarando tudo o que eu ainda sentia.&lt;br /&gt;Na minha condição, não titubeei:&lt;br /&gt;- De amor.&lt;br /&gt;Reatei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicação VI:&lt;br /&gt;Porque o amor, cega. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110410827733112204?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110410827733112204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110410827733112204' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110410827733112204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110410827733112204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2004/12/o-apaixonado.html' title='O apaixonado'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110348208930427749</id><published>2004-12-19T14:45:00.000-04:00</published><updated>2005-01-01T21:07:04.616-04:00</updated><title type='text'>Tentativa primeira de não sofrer de saudades</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Tentativa primeira de não sofrer de saudades&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria a saudade simples questão de costume desfeito? Rotina perdida?&lt;br /&gt;Porque se há certeza nesse mundo, esta é a ação-reação de fatos que distam de teorias. Porque a vida que inicia, termina. A porta que abre, fecha. A luz que acende, apaga. A comida apetitosa, merda.&lt;br /&gt;Talvez a saudade não seja nada disso do que nos foi ensinado. Não seja o tipo de prótese que dói, muito menos a fisgada no membro que já perdemos. Acho até mesmo que chronos não tem boca, nem dentes para morder.&lt;br /&gt;Nenhum homem produz sem que haja a angústia e por isso Deus propôs a tristeza. A relação que há entre estes dois nomes já desbotados pelas dores excessivamente românticas é que o último serve perfeitamente de matéria-prima para o primeiro. E gostaram tanto dessa tristeza amarga aqui em baixo que adotaram-na em todos os aspectos.&lt;br /&gt;O que seria da vida se não houvesse o fantasma da perda e do afastamento rondando mórbidos pelos vazios da cabeça? Entre uma reentrância e outra de nossa massa cinzenta encontra-se grudada uma dessas formas fantasmagóricas, sempre a nos alertar sobre o perigo do fim. Que sabor teriam as coisas caso estas fossem eternas? A certeza de um namoro eterno seria veneno na relação. A precisa presença de alguém querido, sem que houvesse a reação, talvez nunca despertasse a vontade de lhe dizer positividades e demonstrar carinho, amor. Quem sabe nunca nenhum sentimento fosse sequer notado. Porque o que é constante, aquilo que está sempre lá, decora tão perfeitamente os dias que passa desapercebido aos nossos rudes olhos. Eu, por exemplo, não sei das flores que brotam no meu jardim.&lt;br /&gt;Para satisfazer-se, o homem moldou sentimentos a seu próprio favor. A proposta divina foi fagocitada sem resistência e, depois de digerida, deu origem a seus derivados. Sentimentos que se mesclam uns com os outros, outros genuínos que se utilizaram apenas de matérias-primas para nascerem. Todos adicionando elementos ao âmago da angústia, ponto ótimo de criações e reflexões. Dentre todos estes, eis que surgiu um em especial: saudades.&lt;br /&gt;Sentir saudades é amplificação de dramas, é substrato para vida. É também, em certos casos, receio. Saudades é ambíguo demais para ser exclusivamente puro: há saudades que são tristes e há outras que são sorrisos nostálgicos. Este sentimento foi concebido pelo homem que sempre precisou da angústia. Senão no presente com sofrimentos de naturezas infinitas, precisou desta no passado ao reviver horas, dias, semanas e períodos à própria escolha.&lt;br /&gt;Não vejo, portanto, dor na saudade; vejo a dura necessidade humana de sentir gotejamentos ácidos pela alma. E contorcer-se, relembrando e marcando a ferro a certeza de não poder mexer mais naquilo que se passou. Diferentemente da ansiedade pelo futuro que nos permite planejar fatos, mesmo que estes não venham a ocorrer. Pelo menos o sabor dos planos tem a possibilidade de passar por nossas bocas secas.&lt;br /&gt;Saudades não é castigo. Saudades não gera estrangulamentos no coração e muito menos nós na garganta. E, se ao tirar a poeira das lembranças os olhos se inundarem banhando a pele com delicado e fino líquido, digo que não se trata de efeito da saudade. Digo o mesmo caso o sentimento de oco por não poder abraçar alguém invada o peito, murchando o brilho da vida.&lt;br /&gt;Saudades não existe se você não quiser. Existe, a menos que você deseje com ela sofrer, utilizar-se dela para seu proveito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crê nisso tudo?&lt;br /&gt;Eu adoraria acreditar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110348208930427749?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110348208930427749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110348208930427749' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110348208930427749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110348208930427749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2004/12/tentativa-primeira-de-no-sofrer-de.html' title='Tentativa primeira de não sofrer de saudades'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110347240195319790</id><published>2004-12-19T11:58:00.001-04:00</published><updated>2004-12-19T12:11:04.720-04:00</updated><title type='text'>Fingi-dor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Fingi-dor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Depois de bebericar sua pinga matinal, volta as ruas o turvo.Vê apenas vultos.Sinuosas sombras a descrever movimentos eróticos.O andar frenético de pessoas confusas, não lhe embaralha a vista.Seu olhar transforma em paisagens o caótico ambiente.Movimentasse como um narrador.Todos o sabem, ele é a voz da estória; mas ninguém o vê.Ao caminhar não deixa rastros.Suas pegadas são de areia e vento.É silencioso e sutil, o delirante vulto das calçadas.Será que existe?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando lhe sobe a mente o álcool-emotivo, grita.Não se sabe porque.Seu socorro gutural se exterioriza sem tradução.É a pura expressão de sua alma que se rasga, se torce sem nunca se remendar.E por mais alto que pudesse sair a agonia, raros eram aqueles que o ouviam.O ébrio, não lhe prestavam atenção os passantes.Ele coexiste como uma exclamação muda.Seu interior infinito de interjeições é seu mundo paralelo.Sobrevive então como espécie em cativeiro.Um fantasma de passado sem presente.Uma mente cega que sente falta do que nunca viveu.Palavra em desuso.Livro esquecido na prateleira.Som de palavra surda nos ouvidos secos a escutar vacos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para todos, seu pseudônimo é loucura.Isso por não saberem da amoralidade de quem está só em si.Não se sabe se um dia se percebeu no mundo.Nem se os sinistros que o sentem são reais.Pois algo tão subjetivo e esquerdo não poderia ser humano.Surreal criatura sem criador.Apenas cabível em gestos frágeis e transbordantes dos corpos calados.Sai em letras que formam palavras cheias de significados inventados.Engana-se ao tentar se esconder.Mente por nunca transparecer o involuntário.Finge ser a dor que deveras ama.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;(Priscila Coli)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110347240195319790?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110347240195319790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110347240195319790' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110347240195319790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110347240195319790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2004/12/fingi-dor_19.html' title='Fingi-dor'/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110341433285249614</id><published>2004-12-18T19:50:00.000-04:00</published><updated>2005-01-08T12:48:24.073-04:00</updated><title type='text'>Depois da porta </title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Depois da porta.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como poderia prever, imaginar que poderia... Se apenas pudesse retornar ao que era, infringindo as leis que regem tal universo e os efeitos colaterais. Seria simples, e desprovido de mistérios e arrependimentos meu caminho se eu apenas...Apenas o que? Se isto você estiver lendo significa que... Morri. É duro notar, e a relutância posso perceber que em tal estágio já entrou. Como pode... Um morto escreveu... Sim, são simples frases interrogativas. Então pare. Porque quando redigi minha história, vestindo pensamentos meus com palavras, e ações minhas com sentenças, vivo estava. Então, louco não está. Conversa apenas... Sim, com um vivo que já sabe que está morto. A relutância retrocede num ritmado decréscimo de segundos. Atente para cada palavra, palavras minhas que unidas numa combustão universal recriam vida minha. Num último pedido, atente para os espaços entre as palavras. Sei que pensa... Vazios são, que demérito. Mas, são nessas esbranquiçadas brechas que a atmosfera do meu mundo embuti. De cada uma, voláteis sentimentos sairão, e só assim dessa forma que não sou, nem você é, compreenderá porque a escolha a mim não pertence, e sim a você. Está confuso todo esse disparate de palavras que intenções não revelam. Não se atreva acusar minha história de canastrona. Pois bem , prefiro que fique extasiado a exausto. Iniciarei...&lt;br /&gt;Tudo começou com um simplório movimento: o abrir de uma porta. Naquela época eu trabalhava num bar. Era provisória, uma ocupação salvadora que me mantinha afastado das pessoas. Contudo esse meu afastamento, não a impediu. A porta do bar se abriu, e ela entrou. Envergonhada estava, até eu do alto da minha insensibilidade pude notar. Entre sorrisos ela tentava maquiar essa vergonha, transformando-a em graça. Caminhou até minha direção, cumprimentou-me. Continuei a mesa a limpar, e respondi ao cumprimento. Ela enrolava-se com as palavras, disparava-as ao vento, quando o que queria falar era se talvez para ela houvesse uma vaga disponível naquele bar. Parei, larguei o pano, fitei-a profundamente. Pude ver a face dela corar, e ela rir desalinhado. Respondi um frio talvez, e complementei com um gélido precisa preencher um formulário. Comecei a andar, mostrando atarefado estar. Ela seguia meus passos, dissera que preencheria se fosse preciso. Incrédulo fiquei, ela resistira ao meu ar esquivado. Como pudera...Também fiquei me questionando isso durante um segundo. Instigado acho que tal palavra pode traduzir meu próximo gesto. Eu retirei o avental, disse que por hoje acabara, iria ao cinema, virei –me para ela e perguntei se ela queria me acompanhar. Sem hesitar, ela decretou a resposta. Um firme sim dissera. Saímos, então. Entramos no meu carro, e num caminho quase calado fomos ao cinema.&lt;br /&gt;Lá, chegando a conversa rolava em nossos lábios. Talvez, tivesse sido a magia do cinema. Um tanto importuno, tal lugar. Nossa conversa crescia com a proibição, era um feto teimando em nascer. E, mesmo quando advertidos fomos, nossa comunicação não cessou. Eram sorrisos, estes nossa faceta contra aqueles que nos impunham frígido silêncio. O filme... Não consigo recordar sobre o que se tratava. Devia ser uma comédia, porque a cada instante a via sorrir desmedidamente. Era graciosa no gestual, era genuína no olhar. Enquanto perdido estava , as luzes se acenderam. Meus olhos ainda doíam com a franqueza daquela luz, enquanto ela indagava se eu não ia me levantar. Deixamos para trás o cinema e uma certeza minha. Eu acabara de vislumbrar a pequenez daquele ato sincopado de vida.Assustei-me quando percebi. Entramos no carro, e retornamos ao caminho quase que mudo que trilhamos na ida. Ela indicava-me o caminho de sua casa, e eu apenas retorquia com um está bem presente no repetitivo repertório. Nada estava bem, ou melhor eu não estava. Ao nosso destino chegamos, parei o carro e saltamos.&lt;br /&gt;Caminhamos até a porta da casa dela. Não sabia o que aconteceria agora.Como poderia prever , imaginar que poderia beijá-la e ser correspondido. De certo, maiores aproximações seriam nocivas para ela, não posso transformar essência minha.Paramos na varanda da casa dela. Ela riu, disse que havia se divertido como nunca, que minha companhia pra ela era de bom grado. Exprimi um arredio idem. Ela veio de encontro a minha boca. Eu recuei. O olhar dela fez-se repleto de espanto. Ela indagara por que eu fizera aquilo, revelou-me que de mim gostara. E para maior espanto dela relatei que já sabia, desconfiara porém nada falara. As mãos ela levou à cabeça, andava sem parar. Enfrentava-me acusando meu desmazelo para com ela. Acusações infindáveis, eu a tinha enganado, eu havia esperanças lhe dado, eu , eu, eu. As lágrimas rasgavam seus olhos. Mandou-me embora ir,e jamais voltar a procurá-la. Engatei um deixe-me explicar, e o único som que ouvi foi o bater da porta. A porta que se abria mais uma vez presente na minha vida. Mesma porta causadora de ponto final , os fatos que aconteceram depois foram apenas carrascos do corpo. Minha alma morrerá com o som da porta. Entrei no carro. Liguei o carro. Acelerei o máximo. Fechei os olhos. E abri outra porta...&lt;br /&gt;Percebeu. Óbvio que pergunta é. Eu não posso mais retornar a vida. Está confuso, posso notar. Veja se eu entendi, porque se eu morri no carro, então trago descrédito às minhas palavras anteriores quando dizia vivo estar quando tal texto redigia.Correto raciocínio. Mas, em momento algum disse no carro ter morrido, morrerei em alguns instantes, quando a combustão mortuária dos remédios fizer efeito.Eu não pude alterar o que era, quando a oportunidade de renascimento bateu a porta, eu mesmo a fechei com minhas atitudes. Poderia ter feito diferente... Não deslocaria sequer uma vírgula. É tão árduo compreender. O secreto está nas brechas, no sentimento, na alma. Se não puder entender a s brechas então esse relato de nada terá valido. Porque às vezes o que pensamos poder viver e sentir em anos, fazemos em horas, minutos. Tempo não confere credibilidade ao sentimento, e sim verdade. A escolha a você pertence, porque morto já estou. Mas, não vê que através de mim e da minha derradeira compreensão, agora pode ampliar a sua e transformar aquilo que pensava ser imutável. Percebe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Érika Rocco.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110341433285249614?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110341433285249614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110341433285249614' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110341433285249614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110341433285249614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2004/12/depois-da-porta.html' title='Depois da porta '/><author><name>Érika Rodrigues Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11826375841156934059</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110289135891992781</id><published>2004-12-12T18:39:00.000-04:00</published><updated>2004-12-13T18:12:23.656-04:00</updated><title type='text'>Praxes de casal</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Praxes de casal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;{Ela sempre se atrasa!}Querida estou pronto!&lt;br /&gt;{Como se eu já não soubesse!}Espera só um minuto!&lt;br /&gt;E colocando com avidez a meia calça cor da pele que lhe escondia as imperfeições, pensava em não vestir preto desta vez.&lt;br /&gt;{Eu engordei}Preto “trágico” novamente...&lt;br /&gt;Pegou o vestido dito básico e o colocou de baixo para cima.Já estava com a mão no estojo de maquiagem quando percebeu que havia esquecido o sutiã.&lt;br /&gt;{Ela acha que é a noiva!}Amor!...Estamos atrasados!&lt;br /&gt;{Saco!Eu já percebi!}Estou terminando querido!&lt;br /&gt;Pôs o sutiã que parecia não mais caber.Avistou o pó compacto e agarrou-o como um faminto que pega um pão.Passou com força a esponja no rosto.No seu inconsciente, achava que aquilo  limparia-lhe a face de algumas espinhas que apontavam para guloseimas do dia anterior.Percebeu-se pálida no espelho.Procurou por um batom vermelho.Lembrou-se que odiava vermelho.&lt;br /&gt;{Toda puta usa vermelho}Droga!&lt;br /&gt;Sendo assim, começa a beliscar as bochechas, que ficam vermelhas de dor.Olha para cama tentando não ver a bagunça que fez pensando arrumar-se: potes de creme hidratante, toalha molhada e secador de cabelo dividindo o espaço com, praticamente, todo seu armário.&lt;br /&gt;{Porque sempre perco tudo na hora que preciso?!}Ah!...Onde estão meus brincos?&lt;br /&gt;{Daqui a pouco vou só}Lindinha, quer ajuda?!&lt;br /&gt;{Homem nunca entende nada}Não...LIN-DI-NHO!&lt;br /&gt;Depois de espernear, encontrou os brincos perdidos em meio aos tecidos.Pegou simultaneamente o colar e os sapatos.Correu para escada como se não soubesse os próprios pés.Desceu soltando a toca do cabelo.&lt;br /&gt;{Até que enfim!}Está pronta?&lt;br /&gt;{Ele é cego por acaso?!}Claro querido!Vamos?&lt;br /&gt;-Vamos!- tateando o bolso da calça - Ihhh!...Espera um pouco amor...Esqueci os documentos!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Priscila Coli)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110289135891992781?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110289135891992781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110289135891992781' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110289135891992781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110289135891992781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2004/12/praxes-de-casal.html' title='Praxes de casal'/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110287493580740854</id><published>2004-12-12T13:29:00.000-04:00</published><updated>2004-12-12T15:03:11.033-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Então?...Olá pessoal!!!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ontem foi a nossa super tarde de autógrafos(Érika,  Pri e Isa ) que ocorreu no colégio Pentágono. O Livro é uma antologia que reúne os alunos de 5ª série ao 3º ano; que reserva além do gostinho de querer bis, a seguinte indação no ar:"Então!". Esse livro comprende idéias e ações que estão calcadas na parceria do Colégio Pentágono, a Folha Dirigida e a Biblioteca Nacional. Três das bloggeras que vos escrevem participaram de tal projeto. Elas são Isabella Araújo,Priscila Coli e Érika Rocco. Pedimos de antemão, desculpas por não termos colocado nada acerca da referida tarde de autógrafos antes dela ocorrer. Foi um lapso, mal súbito ! Mas queriamos deixar aqui, expressar nossa gratidão e carinho eterno aos amigos e familiares que lá estiveram para nos prestigiar. O apoio e as palavras de carinho e incentivo que recebemos jamais serão esquecidas porque elas representam além de tudo manifestaçãoes puras de bem querer. Desejamos ressaltar uma figura que foi elementar, singular e fundamental nas nossas vidas. Ele, que durante TODO o ano mostrou paciênica diante de nossas perguntas, e com carisma transmitiu espírito perseverante, sorrisos e ensinamentos que jamais serão esquecidos. Ele nos incentivou e nos fez refletir sobre a importância da escrita. Foi mais do que um MESTRE, foi um querido AMIGO chamado ALBERTO. E para finalizar queremos exprimir esse sentimento não muito definido repleto de nostalgias e risadas que carregamos pelo fim desse ciclo, e estando no nosso horizonte o futuro acadêmico trilha que percorreremos daqui por diante. Essa tarde de autógrafos foi um evento importante e sem dúvida marcante para nós. Estamos prontas pra outra! Ah, e para aqueles que pensaram no final desse texto ter alcançado uma surpresa,: AGRADECEMOS aos autógrafos que recebemos de todo o pessoal que compos o livro, e PARA TODOS VOCÊS parabéns!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM Super beijinho beijão beijokas mil&lt;br /&gt;das sempre sempre Érika Rocco, Priscila Coli e Isabela Arujo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110287493580740854?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110287493580740854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110287493580740854' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110287493580740854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110287493580740854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2004/12/ento.html' title=''/><author><name>Érika Rodrigues Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11826375841156934059</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110287222085447456</id><published>2004-12-12T13:20:00.000-04:00</published><updated>2004-12-12T13:23:40.856-04:00</updated><title type='text'>Umas direções, umas verdades , uma paixão</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Umas direções, umas verdades, uma paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Digo “Desculpe-me!” sem conseguir me perdoar. Nem sei se estou sendo verdadeiro,você só sabe acusar minhas desculpas de lacônicas. Não sei onde está o certo. Há um instante tudo parecia tão simplório, e agora me pergunto se todo tempo esse, você tinha razão. Minhas defesas e teses engendradas dissolvem-se como um punhado de areia abastado em água. Apenas um vazio, espaço único para a verdade fica na mente minha. Isso que faço agora é apenas tentativa calcada em retrocesso ao passado. Àquelas cenas descoloradas que presas na memória permaneceram. Concentro-me e encaminho-me de encontro a elas, que adquirem cores e vida em nosso contato. É apavorante esse espetáculo montado de passados, agora tão cheios de presentes, que me enganam ao pensar que podem ter outro futuro.  Corrijo-me, porque se isso estou fazendo é para descobrir respostas que foram silenciadas com o meu olhar. Seguindo o instante no qual outra trilha adentrei, recordo fatos que antes pareciam tão tolos. Sou tolo, a graça me vem aos lábios. É incontrolável, encontro-me num turbilhão revestido de próprio eu. Sim, acabo de defrontar com aquela cena tão esperada. Era uma tarde chuvosa de setembro, e eu de sobreaviso estava com a iminência de um possível esclarecimento daquela menina que desconhecia a identidade. E ela apareceu, de forma desajeitada pediu para comigo falar. Pegou mão minha, e num rompante puxou-me para que a sós pudéssemos ficar. Ambos, ficamos sentados e eu enfrentava o silêncio dela que dizia estar se preparando para comigo falar. Sentia um ligeiro desconforto, ria surpreso, e com alegria confrontava aquela que não era mais estranha, que nunca fora. Na minha mente estava tudo tão límpido como pude excluir evidências tão certas de si sobre o bem querer dela por mim. Como pude tornar alheia da verdade à devoção dela por mim e a alegria desmedida que ela emanava ao me ver. Ela era ser tão amigo, que encobri a verdade com um lençol transparente, podia vê-la, mas não descobri-la. E amiga minha com face rubra e olhos expressivos, falantes discretos de amor e romantismo, recobrou a coragem que até ali a tinha levado, e começara a traduzir seus sentimentos. Primeiro, falava rindo que ela era a misteriosa criatura que nutria amores por mim. Eu ria sem ação, admirava aquela certeza dela,aquele orgulho ao descrever que apesar da timidez que a comovia, ela amava-me sem precedentes. Ela narrava que no princípio ao se descobrir tendo pensamentos apaixonantes comigo, o temor a alçara. Após tal descoberta, a convicção a preenchia e, só eu existia. Relatava que a sua honestidade estivera presente em todas as suas ações, se aproximara cada vez mais a fim de me conhecer além do que seus olhos podiam ver e que a sua compreensão podia contar. Como ela podia se revelar tão brava e banhada de docilidade dizer que me amava. Seus lábios repletos de graça  sorriam sem poder parar.Seus olhos adquiriam uma baixa angulação, e eu buscava-os tentando captar neles aquele amor que transbordava sem limitações. Sentia aquela tênue e linear verdade amarrando coração meu. Ela  ansiava uma resposta, e minha voz atada estava. Ela abaixara a cabeça, como se buscasse forças ocultas para ouvir tal veredicto.Enchi-me de carinho e afaguei seus cabelos, parei aflito com meus sentimentos que indomáveis se exprimiam. Escutei apenas um “Necessita de tempo para pensar?”. Sim, necessitava mais do que nunca disso. Tempo, esse nome teria o salvador meu de intrépida menina. Sempre gostara dela, algumas vezes sentia que meu querer se manifestara mais do que realmente devia. Prometi diante daquela querida face uma manifestação da minha alma, ela concordou em esperar. Estava definida a nossa conversa, que ainda teria desdobramentos futuros. Ela pedira arreliada para dali sair. O pudor a tomara de súbito e na minha presença ela não conseguia mais ficar. Andamos um pouco, dissemos adeus e cada um seguiu uma direção. Olhei para trás por um instante e pude ver aquela menina caminhando, suas mãos trêmulas e seu olhar lacrimejante. Foi esse o final indefinido, sem tristezas e alegrias. Apenas inexpressivo. O tempo passou acovardando-me mais do que podia prever. Acabei silenciando aquela cena e aquela menina na minha vida. Fora nesse ponto instaurado erro meu. Hoje minhas desculpas soam vazias, são lacônicas segundo ela. Ela de certo deve pensar que meu gesto é mera ação protocolar. Mas, hoje vislumbro que de todo ela errada não está. Meu perdão é egoísta,busco uma absolvição, uma aceitação dela a minha entrada cordial em sua vida, para assim suavizar meu remorso pelas quase-ações que tive. Quando a vi trilhando a outra direção, e parei para vislumbrá-la, meu ímpeto tendia na direção dela, rogava para confrontá-la e revelar o quão confuso estava, que gostava dela sim, como amigo todo esse tempo, e esse meu bem querer apelava para a construção de uma segurança de sentimentos tanto para ela quanto para mim . Eu quase tinha ido ao encontro dela.Dias depois, quase ligara para ela, chegara a segurar com firmeza o telefone.Mas parara sem explicações aparentes. Estava tolhido, não conseguira ser igual à tão doce dama. Pensava comigo que ela era merecedora de muito mais do que eu próprio poderia oferecer.  Não deixara de pensar nela nem por um segundo, seus passos, acompanhava-nos atento com o olhar. Olhos que por vezes eram cegados por tamanha luz refletida dela. Ela era seu desejo, e seu bem para adoração. Contudo, nesse confronto que com ela acabara de ter, dizia “desculpe-me!” ,e só agora pudera descobrir o que realmente queria. O receptor da mensagem estava errado, ele é que tinha que a si próprio perdoar por amor deixar escapar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        &lt;strong&gt; Érika Rocco.  &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110287222085447456?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110287222085447456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110287222085447456' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110287222085447456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110287222085447456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2004/12/umas-direes-umas-verdades-uma-paixo.html' title='Umas direções, umas verdades , uma paixão'/><author><name>Érika Rodrigues Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11826375841156934059</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110280829115186331</id><published>2004-12-11T19:35:00.000-04:00</published><updated>2004-12-11T19:38:11.150-04:00</updated><title type='text'>Palhaçada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Palhaçada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*Sou palhaço do circo sem futuro / Um sorriso pintado a noite inteira / O cinema de fogo / Numa tarde embalada de poeira* E a lona rasgada no alto / No globo os artistas da morte / E essa tragédia que é viver / E essa tragédia / Tanto amor que fere e cansa* &lt;/em&gt; - “O palhaço do Circo sem futuro”, Cordel do Fogo Encantado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O circo. Daqui onde estou posso ver de tudo. O picadeiro tem um cheiro próprio, é a serragem. Ou é magia? Chego antes mesmo do espetáculo começar e fico ansioso. Quero ver os palhaços. Quero ouvir as crianças, sentir o cheiro de pipoca, provar a tristeza do fim do espetáculo. Desejo cegamente que tudo se inicie porque preciso gozar o término. Começar é quase a certeza de que haverá fim e com isso eu estremeço num prazer interno. Quero os refletores refletindo luz de cores diversas. O picadeiro deve ser a porta da terceira dimensão, da quarta, da quinta, menos da infinita. Eu quero ver os palhaços a qualquer custo.&lt;br /&gt;Posso ouvir o murmurinho das pessoas que adentram a lona vermelha. O som vai se amplificando, ouço risos, nomes, ouço a feliz ansiedade de olhos que brilham. Será que é essa a hora? É agora que começa?&lt;br /&gt;Quero ouvir o &lt;em&gt;senhora e senhores&lt;/em&gt; clássico e a equipe agradecendo a presença de todos. Quero ver a bailaria delicada me lembrando a melancólica melodia de uma caixinha de música. Quero ouvir os motores das motos do globo da morte. Quero. São tantos os desejos que carrego comigo que todos transbordam na conjugação deste que é o primeiro dos verbos a serem aprendidos. Melhor: antes de aprendidos já são praticados. Eu quero ver os palhaços, agora.&lt;br /&gt;Eis que o espetáculo se inicia me mantendo estático durante bom tempo. O malabarista não teme cair dali de cima? E o domador, será que nunca teve medo dos leões o desobedecerem? A bailarina...! Sua dança esbanja técnica, harmonia, que belo, que belo! Meus olhos brilham como o de uma das crianças. É tudo novidade, é tudo interessante. E eu quero que seja contínuo, quero pensar que já vai acabar e sentir fisgadas e dores de estômago.&lt;br /&gt;E já vai acabar. Olha o globo da morte! Olha o mágico! Veja, os elefantes são incríveis! Mas e o palhaço, e o palhaço? Quero vê-lo, a mim só interessa o palhaço e o fim.&lt;br /&gt;E então o mestre de cerimônia anuncia a última atração. Sinto o prazer por saber que deleitarei a tristeza do fim em instantes; e sinto receio de que o palhaço não seja tal atração. Receio em vão. No centro do picadeiro surge o palhaço e eu choro. Reflexos são sempre duros de serem encarados. Ferem os olhos.&lt;br /&gt;O palhaço faz graça, cai no chão, é enganado pelo assistente. E ri. Eu rio. Todos riram juntos. O palhaço não tem compromissos, não quer se superar. Ele faz o que pode e ri. Palhaços de verdade são tipicamente palhaços. E como é bom vê-lo! Acho que me sinto mais leve.&lt;br /&gt;Fim de espetáculo. A sensação de que agora aquilo tudo que foi presenciado é passado, de que não há como viver aquilo novamente, dói e é deliciosa. Todos, inclusive eu, dirigem-se para a saída. Fica para trás um mundo.&lt;br /&gt;Os créditos sobem e as luzes se acendem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110280829115186331?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110280829115186331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110280829115186331' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110280829115186331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110280829115186331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2004/12/palhaada.html' title='Palhaçada'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110228485035539205</id><published>2004-12-05T18:12:00.000-04:00</published><updated>2004-12-05T18:14:10.356-04:00</updated><title type='text'>Bailado sonoro</title><content type='html'>                       &lt;strong&gt; Bailado sonoro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ritmo do tango te senti.Quadril com quadril.Olhar fixo.Intenso.Calor.Fulgor de almas irrequietas que se encontram.Dança febril.Envolvente atmosfera a se formar entorno do casal que não me incluía.Não era eu apenas.Era um parto uma outra aura que surgia ao ver os lábios vermelhos que falavam mudos.O som-explosão me transpirava nos cabelos, me cantava entre as pernas, me agarrava as mãos a agarrar sinuosas sua cintura.Untados.Um em somente dois seres.Era um quase campo de batalha.Combatentes a guerrear unidos.Forte e sonoro encontro.Até que no auge.Quando já não mais pensava.Quando era tão somente sentidos, a agulha sobe, a música morre e me viro eu apenas.&lt;br /&gt;                                                     &lt;em&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;(Priscila Coli;29/09/04)  &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110228485035539205?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110228485035539205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110228485035539205' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110228485035539205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110228485035539205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2004/12/bailado-sonoro.html' title='Bailado sonoro'/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110166706122641918</id><published>2004-11-28T14:33:00.000-04:00</published><updated>2004-11-28T15:00:44.696-04:00</updated><title type='text'>Confissão: O Levantar de uma destra</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Confissão: O Levantar de uma Destra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Como poderia contar-lhe? Como poderia dizer-lhe? Querido, essas mãos que lhe tocaram naquelas tórridas noites, e todo o seu corpo acariciavam se perderam na pele de outro. E mesmo que assim o faça; serei ordinária, omitindo-lhe meu impetuoso prazer, a minha insaciável vontade despudorada de naquele cenário paralelo adormecer para sempre. Seria insensível e lascívia, se eu o revela-se que a minha alma atormentada rolava pelos lençóis daquele motel barato. Seria cruel e desumana se eu escondesse o fato de que naquelas horas em que meus lábios percorriam o corpo de outro, você estava naufragado a milhas de distância dos meus pensamentos. Não poderia mentir para aquele que jurei diante de santos fidelidade. Não conseguiria encarar-lhe a face, e desprovida daquele passado recente, jurar-lhe que arrependida estou. Não conseguiria afirmar-lhe que eu estava confusa, perdida e que não gostei daquelas tardes jubilosas. Como poderia renegar aquele sentimento eruptivo que constava entre aquelas quatro paredes de tinta vermelha rameira a descascar. Como poderia ousar explanar que meu amor por você, Querido, não feneceu; e aquilo que se sucedeu foi somente necessidade feminil. Eu, ferina, carecia daqueles toques,daqueles beijos sufocantes, daquele amante que me bania da minha frígida vida. Como poderei ser lacônica consigo, e ainda ser vil apontando-lhe como o culpado da quietude dos nossos lençóis. Não, Sim, Não , Sim eu preciso expor meus atos indignos tentando remeter a eles uma frágil dignidade, tênue como o pecar. Necessito tirar essa roupa carnal de gemidos e arrancar esse carmim da face. Tomar um banho infindável de segundos e ínfimo de desculpas. Para assim olhar-lhe nos olhos e despida de arrependimentos , narrar-lhe a consumada e sórdida perfídia. E assim o farei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Érika Rocco.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110166706122641918?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110166706122641918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110166706122641918' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110166706122641918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110166706122641918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2004/11/confisso-o-levantar-de-uma-destra.html' title='Confissão: O Levantar de uma destra'/><author><name>Érika Rodrigues Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11826375841156934059</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110159648125865267</id><published>2004-11-27T18:51:00.000-04:00</published><updated>2004-11-27T19:01:21.260-04:00</updated><title type='text'>Ares suburbanos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ares suburbanos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O subúrbio é quente porém preciso em sua imprecisão. As casas vazias de glamour, as casas-moradia, passam a impressão de que são abafadas sempre. Mal ventiladas. Talvez nem seja pela construção de humilde alvenaria mas pelo fato de não ventar por essas regiões periféricas.&lt;br /&gt;Vejo o caminho do trem, aqueles ferros gastos e reluzentes, especialmente dilatados pelo sol a pino. Confundo os ambulantes de muambas com as pedrinhas que vivem pelo caminho do trem, tão miúdas que mal as vejo. É tudo muito pálido, numa rápida visão, mas há o brilho do lirismo nessas ruas sem charme.&lt;br /&gt;Inúmeras crianças suadas brincam descalças, pés no asfalto quente, pés na calçada de pedra, pés no paralelepípedo cansado. Ouço o suspiro pesado dos paralelepípedos. São senhores tão senhores que, ao cumprimentá-los, coloco-os na posição de anciãos. Por isso não cumprimento asfalto; são uns moleques, ainda.&lt;br /&gt;Na fiação das ruas sempre há uma pipa de cores desgastadas. Ou um par de tênis. A energia ali transmitida chega às casas e acende suas luzes.&lt;br /&gt;À noite é possível encontrar nas esquinas churrasquinho por um real. Cerveja também, por um bom preço. A diversão não é cobrada. O bem estar de se sentir vivo, sem o asco burguês, isso é de graça. É acompanhamento.&lt;br /&gt;Intimamente tudo isso me é necessário. Momentaneamente, naquele instante discreto a que se convencionou chamar fração de segundo, me encontro despido de preconceitos e de tolos conceitos. Encher o pulmão de ar quente, sonoro, humano; sinto certo prazer nisso. Receio, portanto, que esse prazer seja fruto de uma necessidade de me afirmar superior. Seria prazer maculado como o das primeiras descobertas. Mas ainda assim, fazendo jus à minha comparação anterior, seria prazer genuíno.&lt;br /&gt;Costumo me sentar numa mesma padaria, sempre. Os galetos são até apetitosos, giram sem parar e atraem cães moribundos, vira-latas ébrios de fome. Me sinto como se fosse parte da paisagem que fotografo e isso me deixa secretamente satisfeito. E vem sempre o atendente moço, a má vontade característica acentuada pelo suor na face oleosa. Não há uniforme ou cardápio. A especialidade do bar da padaria, onde me encontro sentado, fica escrita em uma lousa verde-escuro, à giz. Mas nunca como nada, a não ser imagens. Peço apenas cerveja antes do calor me consumir.&lt;br /&gt;Ali, exatamente ali naquela moldura simples, eu não tenho nome. Não tenho sequer um paradeiro. Para aqueles que adentram a padaria eu sou um pouco de tudo. Quem sabe um vagabundo? Um bêbado? Talvez um cansado trabalhador após seu expediente. Ou ainda um pai que fora ali comprar pão e aproveitara para dar uma descontraída. Tem até quem me cumprimente!&lt;br /&gt;Sou tantos, pelos olhares posso sentir. E o gozo de poder ser infinitamente eu, eu que finjo ser um só, sou involuntariamente subtraído de mim mesmo. A conta nunca é exata, há sempre um resto orgânico que concebe novamente uma figura minha. Uma de minhas faces, um desses disfarces que mal percebo. É um prazer vicioso, uma alucinação positiva que me faz sempre querer voltar.&lt;br /&gt;E volto. Volto porque sinto falta.&lt;br /&gt;Antes de sentir saudades o que sinto é falta: é como se tivesse em mim uma parte vaga, um órgão oco, uma lacuna, vácuo na artéria aorta. Não há pesares nem lembranças, há apenas a necessidade do preenchimento que normalmente não tenho. (Talvez, se tivesse ainda que empregar a palavra saudade, pudesse dizer que acabo por sentir saudades de mim, em meio a toda falta que me lateja.)&lt;br /&gt;Como uma folha em branco, porém com meu nome assinado, sou carregado sarjeta a fora pelo vento que nunca sopra pelas regiões suburbanas tão longínquas a mim. E lá vou eu para poder, um dia desses, voltar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110159648125865267?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110159648125865267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110159648125865267' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110159648125865267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110159648125865267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2004/11/ares-suburbanos.html' title='Ares suburbanos'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110108189879120593</id><published>2004-11-21T20:02:00.000-04:00</published><updated>2004-11-21T20:04:58.790-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>                           &lt;strong&gt;Lacônica&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tive uma idéia {olhos atentos}.Tão calada e tão tímida que nem eu mesma pude escutar.Paulinho da Viola pediria a pausa dos tais mil compassos.Eu {sorrisos de canto de boca}.Infâmia.Peço porém, um grito de mil almas{sibilos}...eu sei...Conheço as reações.O ranger de dentes que me observa a se decepcionar{rugas em testas estranhas}.E é por já ser sabida a reprovação que opto por não me abalar.Por viver sem me importar.Me morrendo a cada dia.Renascendo esquerda e torta{cruzam-se pernas inquietas}.Serei portanto uma quase pedra?Uma semi-árvore?...Tentando ser esse nada consigo ser apenas eu{gradação}.Remendada.Solta.Apenas.Somente.Eu{ahhh...clímax!}.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem melancolia, agora convincente e forte, peço que gritem as almas sonoramente contidas.Desafinadas.Pois se o silêncio me devora vetando as palavras, no barulho me encontro, me reconheço e vivo{sretytyujhhxnxksmssss}.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Priscila Coli&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110108189879120593?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110108189879120593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110108189879120593' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110108189879120593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110108189879120593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2004/11/lacnica-tive-uma-idia-olhos-atentos.html' title=''/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110104921252331119</id><published>2004-11-21T10:41:00.000-04:00</published><updated>2004-11-21T11:00:12.523-04:00</updated><title type='text'>Amantes bem dosados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Amantes bem dosados&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma colherada. A colher que afunda no conteúdo cremoso, sabor delicado de mel. É iogurte. A colher adentra a boca com a fúria de quem tem fome. E sai sutil e lenta, vazia. Tudo num ritmo desnecessário. Um desespero que deixa os lábios sujos com resquícios do derivado lácteo.&lt;br /&gt;O telefone chama uma vez. Duas. Só atende na terceira, misticismo. Pega o telefone móvel e se dirige à porta de vidro da varanda. A chamada é à cobrar. Enquanto espera a mensagem da companhia telefônica observa seu reflexo no vidro. A boca está suja de iogurte. Parece estar engordando. Não devia chegar à varanda só de blusa e calcinha, era feio, seria vista.&lt;br /&gt;- Alô? [...] É engano.&lt;br /&gt;O telefone é graciosamente arremessado no sofá. A vista que tem da varanda é quase um auto-retrato. O mar arredio e um céu cinza, barulhento.&lt;br /&gt;A solidão dá vontade de tomar um banho quente. Dirige-se até o quarto e liga a tv que passa o noticiário do fim da tarde. Nada daquilo interessa. Deixa num volume baixo e entra na suíte. Tomaria banho de porta aberta para ouvir a agenda cultural que seria dada em instantes.&lt;br /&gt;Despe-se e liga o chuveiro. A suíte se enche de vapor, o espelho se torna mais agradável. No fundo a tv fala supérfluos. A água quente deixa o corpo mole, dá vontade de dormir. Mas passa.&lt;br /&gt;Se fosse ontem. Ah, se fosse ontem! Tudo seria diferente. Em um dia o quebra-cabeça foi manipulado e nada mais se encaixava. Era a hora de ouvir o barulho das chaves na porta e perceber a maçaneta que girava. O som da pasta que repousava sobre a mesa de tampo de vidro. Os passos até o quarto, onde ela tomava banho, a gravata sobre a cadeira, os sapatos sendo guardados. Tudo em um silêncio detalhado que agora calava o ambiente de forma assustadora. Somente o som da tv.&lt;br /&gt;Mas não deveria sentir saudades, nem falta. Os vínculos eram fracos e não deveria sequer amá-lo. Não deveria, pensava assim, porque podia escolher. Tinha esse tipo de ilusão densa que podava sua insegurança natural.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O telefone chama. Uma. Duas. Três vezes, atende.&lt;br /&gt;- Alô?&lt;br /&gt;- Tudo bem se eu passar aí agora, meu bem?&lt;br /&gt;- É engano.&lt;br /&gt;Era ele.&lt;br /&gt;Melhor pôr um fim por conta própria. Não queria escândalos mais tarde, problemas com esposa traída. E se engravidasse num desses descuidos? Não. Era melhor acabar com aquilo. Os vínculos eram ainda fracos.&lt;br /&gt;O telefone é graciosamente arremessado no sofá. Tomaria um banho e esqueceria rapidamente dele. Vestiria uma nova peça de roupa. Tomaria nota da agenda cultural e sairia em busca de uma diversão. Quem sabe não encontraria uma boa companhia?&lt;br /&gt;Ela manipulava seu próprio quebra-cabeça. Ou pensava que o fazia: dosava.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110104921252331119?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110104921252331119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110104921252331119' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110104921252331119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110104921252331119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2004/11/amantes-bem-dosados.html' title='Amantes bem dosados'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110048032455606535</id><published>2004-11-14T20:49:00.000-04:00</published><updated>2004-11-14T20:58:44.556-04:00</updated><title type='text'>Declaração reprimida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Declaração reprimida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te olho tão fixamente que. Respiro assim de forma. Leve, ouço seus passos quando. Acho que sinto sua presença. Acho que sinto arrepio. Acho que me dá uma moleza. Acho o que acho sempre.&lt;br /&gt;Te desejo tão obliquamente que. Me envergonho só de pensar em. O que podem fazer de mim se? Talvez eu devesse tentar. Talvez eu pudesse tentar. Talvez eu pudesse gostar. Talvez eu duvidasse da dúvida.&lt;br /&gt;Sua presença me incomoda de forma absurda. A simples questão. Estar sem possuir. Se fosse em casos passados eu interpretaria o meu papel de quem luta pelos ideais. Até pelos ideais do coração. E da cama. Mas agora é perigoso, diferente. Não sei se vale tanto à pena arriscar.&lt;br /&gt;É um desejo diabólico, é tesão reprimido. É pensar naquela boca e se forçar para &lt;em&gt;des&lt;/em&gt;-pensar. Não pensar que pensou. É olhar discretamente seu corpo, sexualmente igual ao meu, os mesmos órgãos. E quase não aceitar que sente atração pelo mesmo sexo.&lt;br /&gt;À ponto de. Puxar você pelo braço para. Não falar. Olhar. Venho escondendo meu olhar há tempos para você não me perceber admirador. Tenho vivido assim sem. Trégua, por favor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero. Você.&lt;br /&gt;Também quer?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110048032455606535?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110048032455606535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110048032455606535' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110048032455606535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110048032455606535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2004/11/declarao-reprimida.html' title='Declaração reprimida'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110045025792701662</id><published>2004-11-14T12:29:00.000-04:00</published><updated>2004-11-14T23:41:03.570-04:00</updated><title type='text'>Postado por ^Bia^</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#330033;"&gt;&lt;strong&gt;Postado por ^Bia^&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#330033;"&gt;Por problemas técnicos ou alguma deficiência de memória eu acabei esquecendo minha senha e meu e-mail não tá colaborando pra eu poder receber minha senha TT_TT Mas a Prii muito boazinha me emprestou a conta dela pra eu poder postar!! oba!! valeu!! \o/ Bom, esse é mais um desenhinho aleatório. Espero que gostem apesar da pintura &lt;-- preciso trabalhar mais nisso ^^'''&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v43/Motoko-chan/avatarmenor.jpg" /&gt; &lt;span style="font-family:verdana;color:#330033;"&gt;Beijos, ^Bia^&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110045025792701662?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110045025792701662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110045025792701662' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110045025792701662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110045025792701662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2004/11/postado-por-bia.html' title='Postado por ^Bia^'/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110044670035217111</id><published>2004-11-14T11:34:00.000-04:00</published><updated>2004-11-15T01:24:12.286-04:00</updated><title type='text'>1º Ato</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1º Ato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Holofotes no centro.A platéia minguante a nos observar.Tentei disfarçar a vontade quase fisiológica de gritar.O cujo pelo qual eu tanto esperei, havia se consumado a milésimos de segundo.Não houve tempo para refletir sobre as sensações exatas.Possuo apenas um aperto na garganta, uma dor perto do peito e um vazio no estômago.Estou com vontade de chorar, porém não esteja triste.Minha cabeça embrulha-se em um turbilhão de emoções.Como no avesso de um filme, as imagens exibem-se sem seqüência.Permanecem embaralhadas.Incontextualizadas.Ainda verossímeis demais para serem reais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse palco do anfiteatro, dias antes da estréia, nos beijamos recíproca e explicitamente.O desejado ósculo não ocorreu com técnica.Pronunciou-se de fato, transitivo, englobando sentimentos fora do script.Quebrando a impassibilidade do momento.A esfera de cacos que nos envolve agora torna os personagens únicos. Confusos e à flor da pele.Nossos lábios ainda trêmulos, os músculos contraídos.Permanecemos abraçados a fim de perpetuar a autoproteção.Hálitos ainda se misturam compreensivos.Vontades transparentes neutralizam as palavras.Sabemos que qualquer verso bucólico e tradutor trairá a singela cena.Momentânea e eternamente estáticos. Paradoxais...Recobro a lucidez e acabo por perceber que não lembro do texto.Afasto-me assustada de ti. Passos lentos. Olhar perdido. Mente confusa.Vejo no teu rosto a solução se concretizar. Corpo aflito.Suas lágrimas descem suaves.Choro cândido.Contentamentos puros a se desdobrar.O coração aberto conduziu teu pensamento.Guiou teu falar.A língua, a estalar no céu da boca, pronunciava leve a palavra AMAR.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Som de aplausos.Absortos e distantes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Priscila Coli&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110044670035217111?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110044670035217111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110044670035217111' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110044670035217111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110044670035217111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2004/11/1-ato.html' title='1º Ato'/><author><name>Priscila Coli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10631187413041420108</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_k3oedY6KvLI/So3hq-Y_YMI/AAAAAAAAAEc/QQh1i1Bp2XE/S220/DSC003901.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-110037164231218794</id><published>2004-11-13T14:21:00.001-04:00</published><updated>2004-11-13T14:47:22.313-04:00</updated><title type='text'>Eu não gosto de queijinho!!!!!</title><content type='html'>Dedicatória da autora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Antes de mais nada, ou antes de tudo comece como você leitor desejar, eu gostaria de fazer alguns agradecimentos... Primeiramente, gostaria de agradecer ao Movimento Modernista e todas as suas fases (que ainda confundo)que serviu de grande inspiração na confecção  do texto. Depois gostaria de agradecer ao Daniel Filho e ao seu filme A Dona da História que me inspirou nos momentos finais do texto. Depois ao Olavo, meu professor de Matemática, a inspiração brotou na aula dele.E por fim a minha Amiga Priscila Coli que me forneceu um doce que ela levou pra escola chamado queijinho, e eu passei mal comendo isso, e que se não fosse pelo queijinho que circulou naquela sala esse texto não exisitiria.Depois desse texto posso dizer que sou uma imortal.Amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu não gosto de queijinho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu não gosto de queijinho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gosto só de cajuzinho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E quando crescer&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gostarei de beijinho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Beijinho de moço&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rapaz, valente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Príncipe vindo a cavalo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sob a luz do refletor lunar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A minha janela vem&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Declamar seu amor &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em canções envolventes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sobe até minha sacada&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rouba-me um beijinho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pega-me em seus braços&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lança-me na cama.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Investiga-me o recheio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E devora-me com a gana&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A gana de quem come&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um queijinho.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;                                           &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Érika Rocco.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-110037164231218794?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/110037164231218794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=110037164231218794' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110037164231218794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/110037164231218794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2004/11/eu-no-gosto-de-queijinho_13.html' title='Eu não gosto de queijinho!!!!!'/><author><name>Érika Rodrigues Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11826375841156934059</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-109977338942307188</id><published>2004-11-06T16:04:00.000-04:00</published><updated>2004-11-06T16:36:29.423-04:00</updated><title type='text'>Bianca</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bianca&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bianca, prazer. Nesses anos de relação eu esqueci de te apresentar. Essa Bianca que te imobiliza o físico e o espiritual. Que te prende entre as pernas e apóia parte do peso pondo as mãos em seus ombros. Pernas que não são minhas, nem suas. São de Bianca, apenas.&lt;br /&gt;Bianca que te olha de cima. O prazer é todo meu. É nosso. Simultâneo, um espera pelo outro. E pronto. A Bianca se esvai como o seu líquido que se perde por dentro de mim, nessas nossas entranhas.&lt;br /&gt;Deposita-se brevemente em meu corpo. Tomo todo o cuidado de impedir que frutifique. Aguardo que meu organismo cumpra o papel de recolher os seus pedacinhos que guardei comigo da noite anterior. Para que assim eu possa despertar no dia seguinte sem encontrar seus resquícios ao me olhar no espelho. Deixar oculta uma parte de mim. E viver de forma imoral.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-109977338942307188?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/109977338942307188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=109977338942307188' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/109977338942307188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/109977338942307188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2004/11/bianca.html' title='Bianca'/><author><name>Bruna Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3SzEKdzlJdo/TABHkELN0zI/AAAAAAAAAws/1xuInrZ6EFg/S220/DSC09192.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-109942532871264970</id><published>2004-11-02T16:52:00.000-04:00</published><updated>2004-11-06T16:01:17.153-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nada de texto: Um tributo à vida&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se antes do que fora já não era. Hoje mais um nada seria. Oca, sentia-se dessa forma. Mas vestiria uma roupa sem escolhas, passaria nos lábios um brilho opaco. O cabelo enfeitaria com uma presilha maltrapilha, que nem ela. Um perfume doce colocaria para esconder o cheiro putrefado de sofrimento que exalava. Colocaria um sorriso solúvel nos lábios, tentando maquiar aquilo que é. E, sairia. Para um lugar sem importância. Porque em todos os lugares um nada seria. Talvez, nessa andança involuntária, numa poça perto do meio fio; ela se veria. Naquela água imunda e escurecida,o seu reflexo brilharia. E, quem sabe, ela realizaria que aquele nada era tudo. Tudo o que tinha. Voltaria para a casa, insignificante como antes,mas diferente como nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Érika Rocco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-109942532871264970?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/109942532871264970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=109942532871264970' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/109942532871264970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/109942532871264970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2004/11/nada-de-texto-um-tributo-vida-se-antes.html' title=''/><author><name>Érika Rodrigues Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11826375841156934059</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8326403.post-109927973153276861</id><published>2004-10-31T23:03:00.000-04:00</published><updated>2004-10-31T23:28:51.533-04:00</updated><title type='text'>Apenas outro....</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8326403-109927973153276861?l=sanatoriogeral2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/feeds/109927973153276861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8326403&amp;postID=109927973153276861' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/109927973153276861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8326403/posts/default/109927973153276861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanatoriogeral2.blogspot.com/2004/10/apenas-outro.html' title='Apenas outro....'/><author><name>Isabella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06232767512550806619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
